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Morte em meu corpo

Inspirado em Lord Byron e Augusto dos Anjos

Os olhos que não mais choram pulam da orbita,
Os vermes que não comeram agora comem,
A pele se torna negra e putrefaz, os braços que se
Movimentavam hoje oferecem ao destino... estática.

A amada fenece em vida, sendo comida pelos mosquitos,
A carne não lhe serve de alento, só lhe causam a dor
E a tristeza de saber que o mundo acaba, enquanto
Ela ainda jaz quase viva...

O gume da faca parece consolo, apagar a noite
Não é mais possível... Existem os sóis que trazem
Dores, os tormentos não esquecem a mente.

As valas aguardam as  mãos como anéis, não
Adiantam as pernas para fugirem do certo, o rigor
Cadavérico ocupa a alma, a amada morre... eu morro. 
Imagem da Web 

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2 comments:

Rosi Santana said...

Bela inspiração Josué, não poderia ser melhor, amo Augusto dos Anjos seus poemas com pensamentos remanescentes e a representação do ser de nascimento e morte é um pensamento maravilhoso, assim com o seu poema meu amigo esta belíssimo, parabéns! Beijos com afeto e com muito carinho.

Gilberto de Almeida said...

Nada melhor que Augusto dos Anjos para inspirar o tema deste poema, meu amigo. Muito bem escolhido. Parabéns!

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