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Efémera


Uma efémera nasceu (*). Espreguiçou-se e pôs-se logo a voar. Percorreu todo o céu que tinha ao dispor. Era feliz.
Aproximava-se a 24ª hora, olhou para baixo e observou os humanos: “Tantas vidas têm e andam sempre presos à terra, não voam” – pensou.
Como tinha já poucos minutos, esqueceu os homens e voou o mais alto que pôde. Até que, lentamente, e embalada pela brisa, caiu na terra, que só estava lá para acolher a despedida da efémera que foi feliz.”




(*) A efémera é o animal com vida mais curta no reino animal, durando, no máximo 24h.

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2 comments:

FLOR POESIA said...

Parabéns

Gilberto de Almeida said...

Gosto de ler o que me faz refletir, Isa. E seu "Efémera" fez-me pensar na transitoriedade de nossa propria vida. Que sentido útil devemos dar a ela?

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