E eu que nunca me encontrei.
Permanecia perdido por essa geração.
Entre um dia, um mês, uma vida que nem sei.
Foi quando percebi, quando te encontrei
Por entre um dia e uma vida.
Estava eu, perdido no tempo
Jogado ao vento
Mas quando te encontrei
Entre uma geração, um dia e uma vida.
E ai, percebi que de todas as eras,
Sorte a minha de te ter nessa.
Porque, se tu existisse, não aqui,
mas em alguma época que não vivi...
Dos homens que iam te encontrar,
aos dias que iam passar
O Iluminismo teria teu nome.
Voltaire te defenderia como objetivo do homem.
O Rei sol se apagaria,
e Napoleão se ajoelharia.
E não haveria tragédia Shakesperiana maior
Do que te perder, mesmo que uma vez só.
Então, que sorte a minha.
Que de todas as eras
nasci na tua, baixinha.








2 comments:
H.R , reconhecer a musa já é um passo e tanto.
Parabéns gostei muito dessa viagem literária com toque histórico.
Um convite a reflexão acolhida pelo tempo.
Muito bom, Parabéns.
Com carinho.
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