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Eras



E eu que nunca me encontrei.
Permanecia perdido por essa geração.
Entre um dia, um mês, uma vida que nem sei.
Foi quando percebi, quando te encontrei
Por entre um dia e uma vida.

Estava eu, perdido no tempo
Jogado ao vento
Mas quando te encontrei
Entre uma geração, um dia e uma vida.

E ai, percebi que de todas as eras,
Sorte a minha de te ter nessa.
Porque, se tu existisse, não aqui,
mas em alguma época que não vivi...

Dos homens que iam te encontrar,
aos dias que iam passar

Sócrates teria a certeza de te amar
Paris largaria Helena para te conquistar.

Hercules juntaria os Estreitos de Gilbratar
e Narciso finalmente encontraria um par.

Nem  Venus, nem Afrodite ou qualquer deusa do amor
poderia rivalizar com sua flor.

Seria pra ti os Jardins Suspensos
Como todas as maravilhas de nosso tempo

Não haveria idade das Trevas, pois não há escuridão onde você está.
e Aquino definiria como pecado não te amar.

Marco Polo cruzaria o mar só pra te encontrar
Nietzsche se converteria só para te agradar.

O Iluminismo teria teu nome.
Voltaire te defenderia como objetivo do homem.

O Rei sol se apagaria,
e Napoleão se ajoelharia.

E não haveria tragédia Shakesperiana maior
Do que te perder, mesmo que uma vez só.

Então, que sorte a minha.
Que de todas as eras
nasci na tua, baixinha.

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2 comments:

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...


H.R , reconhecer a musa já é um passo e tanto.
Parabéns gostei muito dessa viagem literária com toque histórico.

Kizy Lee said...

Um convite a reflexão acolhida pelo tempo.
Muito bom, Parabéns.
Com carinho.

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