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Garçom

Aproxime da mesa, traga uma água,
uma gota de sangue, aquela pena dolorida,
traga um momento, um simples estante,
não se comova com  minhas lendas,
finja-se de imparcial, só conto mais uma tristeza
como todas as outros infelicidades que os
poetas deixam nessas mesas de bar...

Garçom, não olhe diretamente para meus olhos
não quero que veja lágrimas a rolar. Você sabe
garçom eu muito sofro de amor... amigo que doma
o copo como será que é o seu coração? Não me responda,
imploro, sei que sua história também não é feliz...

Amigo de todas as horas de vários capítulos
de intensa dor, conto para seus ouvidos
que muito ama meu coração... Garçom, me empreste
seu lenço preciso de algo que possa me apegar...

Garçom, estou aqui agora aguardando as memórias
voltarem aos meus pés... confrade, saiba que sofro
que por ela morro e canto canções... sou vate, amor
é minha insignia, mas não sei como lidar
com tanta emoção... Garçom não me console
apenas fale sem expressar opinião, só preciso
de uma bondade... de uma saudade e de um amor...

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3 comments:

Eduardo Aleixo said...

Gosto do poema onde perpassa solidão aberta, desabafo de amor.

Isa Lisboa said...

Lembra os filmes em que o garçon ouve uma história de amor por detrás de um balcão :)

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

"só preciso
de uma bondade... de uma saudade e de um amor..."

Eu também. Beijos!


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