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Minha voz é minha liberdade

Minha voz é a minha espada
É o meu grito, meu brado forte,
É o meu escudo, minha estrada
E o mundo teme a própria sorte!


É minha lança, minha arma de guerra
É a pena, a caneta a qual escrevo,
Ela é o laser, que rasga essa terra
E muitas vezes nem eu mesmo percebo!

Ela tem o poder da cura e nos alivia
As vezes censura e outras limita,
Ela pode trazer tristeza e alegria
Ela ofende, se desculpa e intimida!

Ela prende, ela solta, é capaz de matar
Mas ela liberta qualquer prisioneiro,
Ela pode fazer qualquer pássaro voar
Ela canta e faz dançar o dia inteiro.

Quem a tristeza tem o prazer de expulsar!
A minha voz tem um poder encantador
E desde a criação a voz tem o poder de criar,
Como a doce voz do próprio Criador!

Criou o mundo com tamanha inspiração!
A voz rompe as barreiras do silêncio,
E ela tem o poder da intimidação,
Traz um brilho puro lindo e fulgêncio...

É capaz de motivar a própria motivação
Grita silenciosamente no caos,
Emudece antes da retaliação
Não esquece, vingativa a melhor arma dos maus...

Soa e ecoa num engasgado grito de gol
Grita em desespero o que teve o gol sofrido
Mas soa em gargalhadas quando surge o sol
Após dias sobre a terra ter chovido!

Ela desponta no nascer de uma criança
E no suspiro de quem pela vida correu
Ela é a luta que ressuscita a esperança
E deveria ser o brado de quem ainda não morreu!

A minha voz é uma voz de liberdade
Que soa e ecoam todos os meus sonhos
Por isso eu não canso e luto com vontade
Pois tem delas que são um encanto para os olhos!
  
Ela sussurra bem sublime aos ouvidos
O que tira e põe doces e tenros arrepios
Ela pode ser também tristes gemidos
Que povoam e transbordam nossos rios!

Ela é quem declama essa poesia
E proclama uma rima de cada vez
Ela imita muitos sons em fantasia
E é mais linda quando arrepia nossa tez!

Ela é o sim do esposo na igreja
Ela é o fim de um esboço numa obra
Ela é o choro do desgosto de quem deseja
E o seu brado nessa hora até dobra!

Ela é o lamento da mãe que perdeu um filho
De um soldado no fim de uma batalha
Na melodia quando surge vem com brilho
No silêncio quando brota atrapalha...

Minha voz é a minha liberdade
Que aprisiona todos os meus desejos
Um a um os libero com saudade
E saudoso daqui eu mando um beijo!
Osny Alves 

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3 comments:

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

"Ela é o laser, que rasga essa terra
E muitas vezes nem eu mesmo percebo!"

Osny,seu poema disse tudo e nas entrelinhas disse mais. Ah, bom ouvir sua voz por aqui.

Beijos no seu coração.

Maristela Ormond said...

Lindo mesmo! Arrasou! Bj.

E.P. GHERAMER said...

Belíssimo, valoroso Poeta!
Um grande e fraterno abraço, Osny!

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