É minha lança, minha arma de guerra
Minha voz é minha liberdade
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Osny Alves,
Poema
Minha
voz é a minha espada
É
o meu grito, meu brado forte,
É
o meu escudo, minha estrada
E
o mundo teme a própria sorte!
É minha lança, minha arma de guerra
É
a pena, a caneta a qual escrevo,
Ela
é o laser, que rasga essa terra
E
muitas vezes nem eu mesmo percebo!
Ela
tem o poder da cura e nos alivia
As
vezes censura e outras limita,
Ela
pode trazer tristeza e alegria
Ela
ofende, se desculpa e intimida!
Ela
prende, ela solta, é capaz de matar
Mas
ela liberta qualquer prisioneiro,
Ela
pode fazer qualquer pássaro voar
Ela
canta e faz dançar o dia inteiro.
Quem
a tristeza tem o prazer de expulsar!
A
minha voz tem um poder encantador
E
desde a criação a voz tem o poder de criar,
Como
a doce voz do próprio Criador!
Criou
o mundo com tamanha inspiração!
A
voz rompe as barreiras do silêncio,
E
ela tem o poder da intimidação,
Traz
um brilho puro lindo e fulgêncio...
É
capaz de motivar a própria motivação
Grita
silenciosamente no caos,
Emudece
antes da retaliação
Não
esquece, vingativa a melhor arma dos maus...
Soa
e ecoa num engasgado grito de gol
Grita
em desespero o que teve o gol sofrido
Mas
soa em gargalhadas quando surge o sol
Após
dias sobre a terra ter chovido!
Ela
desponta no nascer de uma criança
E
no suspiro de quem pela vida correu
Ela
é a luta que ressuscita a esperança
E
deveria ser o brado de quem ainda não morreu!
A
minha voz é uma voz de liberdade
Que
soa e ecoam todos os meus sonhos
Por
isso eu não canso e luto com vontade
Pois
tem delas que são um encanto para os olhos!
Ela
sussurra bem sublime aos ouvidos
O
que tira e põe doces e tenros arrepios
Ela
pode ser também tristes gemidos
Que
povoam e transbordam nossos rios!
Ela
é quem declama essa poesia
E
proclama uma rima de cada vez
Ela
imita muitos sons em fantasia
E
é mais linda quando arrepia nossa tez!
Ela
é o sim do esposo na igreja
Ela
é o fim de um esboço numa obra
Ela
é o choro do desgosto de quem deseja
E
o seu brado nessa hora até dobra!
Ela
é o lamento da mãe que perdeu um filho
De
um soldado no fim de uma batalha
Na
melodia quando surge vem com brilho
No
silêncio quando brota atrapalha...
Minha
voz é a minha liberdade
Que
aprisiona todos os meus desejos
Um
a um os libero com saudade
E
saudoso daqui eu mando um beijo!
Osny Alves
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3 comments:
"Ela é o laser, que rasga essa terra
E muitas vezes nem eu mesmo percebo!"
Osny,seu poema disse tudo e nas entrelinhas disse mais. Ah, bom ouvir sua voz por aqui.
Beijos no seu coração.
Lindo mesmo! Arrasou! Bj.
Belíssimo, valoroso Poeta!
Um grande e fraterno abraço, Osny!
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