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Tempo de borboletas...

by dkim



despiu-se do acanhamento
fez rolar ladeira abaixo
toda vulnerabilidade acumulada
ao longo das crises

desaguou-se qual rio
na imensidão do oceano
embebeu de versos e leveza
a alma subjacente nas aparências

sepultou de vez as sementes predestinadas
para cobrir de munificência
aquelas solapadas por terras
secas e nunca adubadas

sem pressa subiu em cumes
nunca antes alcançados
derramou sobre novos horizontes
seus olhos de fendas e afetos

extraiu das infinitas autópsias noturnas
o respiro inalcançado
pela fadiga dos desacertos
fez brotar após
uma amenidade acrisolada

alva.






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LATA DE SARDINHA







LATA DE SARDINHA

Tive que ir ao centro da Cidade,
isso é uma grande calamidade,
precisei usar aquela Lata de Sardinha,
aquela que esta mais que Corrompida,
e na lotação daquele trem,
havia parte daqueles 57 %
de cúmplices anestesiados,
que não bebem água nem tomam banho.

Pois é, essa coisa da Cumplicidade,
sempre é um ato de maldade
que causa aos outros muita malignidade.

Marco Aurelio Tisi

( 30/10/2014 )

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Esfrangalhado

                                           
                                                               Imagem JACAC ( José Calheiros)
                                                                 http://jacac.deviantart.com/




Poética imaginação
Aquecido pela consciência
Dorme sonho, sobremesa de magia
Fácil é a leitura dessa nação?

Paralelepípedos, falso colchão
Quadro amoroso digno de galeria
O cachorro latirá um bom-dia
Sorte, dividirão  grão

Uma história por trás desta vida sofrida
Depressão? Abandono? Desemprego? Qual seria o enredo?
Luta silenciada

Ações de integração social  a saída
Mais quem  mexerá o dedo?
o amor sempre rege a vida?

Claudiane Ferreira

♪ E se a cada um coubesse cuidar de um coração... Outro?
Se em cada outro peito houvesse providência além de gratidão?

O Teatro Mágico




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O amor é tudo que pode ser


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O silêncio ajuste-se à tua forma !



Na vertigem de teu corpo
sonho-te e não sei como tocar-te
no céu da tua alma
o meu amor perdido
não sabe como abraçar-te...


Anda vem !
Dá-me o teu amor
abafa os ruidos do meu silêncio...


Manuel Marques (Arroz)

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O Dia Em Que a Terra Se Vingou!

A terra sente e chora
O descaso do homem
E sentimos isso agora
E ainda não assumem!
A chuva cansou de chorar
De repente ela só parou...
Mandou voltar todo o mar,
Mas para onde voltou?

Agora tudo se inverteu
O homem é quem implora
O pranto que ontem colheu
Desespera, hoje e chora...
Chão seco, poeira e tristeza
Pagamos tal desperdício
É a rebeldia da natureza
E o nosso próprio suicídio!

A terra vinga as suas mágoas
Ela não dá mais o seu fruto
Não jorra mais fontes de águas
Morremos e a terra não entra em luto!
Um surto da terra cansada
Fatigada dos desejos humanos
Uma superfície estressada
Pelas promessas e seus enganos!

Some da terra sua energia
E castiga o homem mais uma vez
Some com a água razão de alegria
Deixa os seres em completa mudez!
Ela simplesmente para, desiste...
As nuvens, a água e a chuva
O homem insiste, resiste...
Em vão, pois é ela quem ficará viúva...

Osny Alves

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Ah,os sinais!


                                         Fotografia  de  Frans Lanting - National Geographic Creative

 Ah,os sinais !                                                       


Eles já eram observados a olho nu, o silêncio ocupava, ao mesmo tempo  em que se esvaziava.
                                                                                                                                                               Claudiane Ferreira 



 Dedico esse miniconto a todos aqueles que se lançam a novos desafios.


No miniconto muito mais importante que mostrar é sugerir, deixando ao leitor a tarefa de preencher as elipses narrativas e entender a historia por trás da história escrita.

O estadunidense Ernest Hemingway, é autor de um famoso miniconto, mas por trás do qual, há uma história de tragédia familiar:

"Vende-se: sapatos de bebê, sem uso".

Uma das definições do miniconto estabelece o limite de 150 caracteres (contando letras, espaços e pontuação)

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Miniconto


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Sinfonía de los ojos!

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HOMENS DOCES.

HOMENS DOCES
(Por Maristela Ormond)


Imagem colhida na Web

Os anjos adoçaram os frutos,
Para que doce nos torne.
A cada sabor, um atributo.
A cada cor, algo que nos transforme.

Colheram e levaram ao Criador,
Pedindo que nos apetecessem.
Junto colocaram uma flor,
Para que as dores cedessem.

Carinho maior, desconheço,
Que a terra pode nos dar.
Então sempre agradeço,
Esse doce acariciar.

Os anjos adoçaram os frutos,
E Deus os abençoou.
São dádivas, façamos usufruto.
Porque Ele de nós se afeiçoou.


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Singeleza de uma flor


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Olha o sorriso

Imagem da Web
Olhe a face onde hoje
existe um sorriso que estampa
ábdito a saudade sem fim...

Se a amada falta aos braços
amantes... os dias são tristes
noites...

Não falte, oh, amada
de alguém, não seja distante
com esse amado, não queira
que ninguém sofra... do mesmo
mal infeliz que me assola...

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Se o amor

Em primeiro lugar,
se o amor não estiver
nos corações,
o ódio
acontecerá!

Depois,
porque
ninguém mais será
feliz,
ninguém mais terá
paz...
...se não nos transformarmos,
se não conhecermos
a Divindade,
aquilo que existe em nós!

***

Aquilo que existe em nós
(a Divindade!),
se não conhecermos,
se não nos transformarmos,
paz,
ninguém mais terá!

Feliz,
ninguém mais será!

Porque
depois
acontecerá
o ódio
nos corações...

...se o amor não estiver
em primeiro lugar!

Gilberto de Almeida
(16/10/14)

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Águia


Todos os dias, quando passava naquela rua, o vento levantava-se. Era forte, tão forte, que era preciso um grande esforço para resistir e avançar.
Um dia, num impulso, parou de resistir: sentiu que voava nas asas do vento, o frescor na cara, o ar nos cabelos.
Afinal, sempre fora águia.

Foto: Svetlana Belyaeva

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TEU JEITO

TEU JEITO
(Maristela Ormond)

É desse teu jeito que gosto.
Desse sorriso maroto,
Desse cabelo em que me enrosco,
Desse olhar de um garoto.
            É desse jeito que me ama
            Que me enlouquece e tortura
            Que meu coração inflama,
            E Minh ‘alma captura.
É dessa forma maluca,
Que te faz especial,
Que te ofereço a nuca,
Assim como um animal.
            Esse seu jeito peculiar,
            Esse jeito que só você tem,
            Quero dele abusar,
            E dele sou seu refém.

 
Imagem da Web.

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Revoada

                                                   
                                                              Art   Keith Haring


Madrugada. Silêncio dentro de casa. Revoada em meu cérebro
Inconscientemente te chamo
Como resposta um barulhar do vento
Imploro: Vento, ventania me leve...
Em principio cessou
Mas foi só para ouvir melhor o meu coração.
Levanto. Xícara com leite.
Travesseiro. Tic-tac , tic-tac . Sono fugiu.


Levanto. Lápis. Papel
Interrogações pulam, escorrem tem sabor de saudade.
Que pensamentos antecederam seu sono, anjo meu?
Qual oração te acalentou?
Vento retorna
Vem mansinho. Como se tivesse caminhando. Gradativamente aumenta os passos .
Me calo para ouvir
Aprendi que um som sempre avisa que há uma música.
Não estou errada, pois a melodia em mim se fez presente.
A música adentrou-me em  formato de um título
“ Longe é um Lugar que não existe”
À medida que avivava passagens desse livro que li em minha adolescência , uma brisa soprou-me uma mensagem:

“ E a paz de Deus domine em vossos corações” 1
Claudiane Ferreira

( 1 ) Paulo - ( Colossenses, 3 :15.)

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CHAMA

Imagem própria

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PROFISSÃO: PROFESSOR

PROFISSÃO: PROFESSOR
(Por Maristela Ormond)



Imagem da Web

            Professor deriva do latim “PROFESSUS”, aquele que declara algo em público, aquele que declara publicamente, afirma perante todos. Trata-se de uma pessoa que se declara apto a fazer determinada coisa, que no caso, é ensinar.
            Nos dias atuais está sendo como procurar uma agulha no palheiro encontrar alguém que queira declarar algo publicamente, a não ser que seja um político, pois ouvimos tantas e tantas declarações através da mídia... E todos muito preocupados com a Educação, que é um dos temas favoritos da sociedade.
            Já aluno, etimologicamente, “ALUMNUS” é uma criança de peito, lactente, menino e por extensão, DISCÍPULO.
            Com toda essa procura de significados, estamos procurando ainda hoje, um significado maior, dentro da sociedade em que vivemos para a profissão professor.
            Tenho visto tantas barbaridades, tantas impunidades e falta de respeito em relação a esses profissionais, que me vejo obrigada a falar sobre o assunto.
            Sei que a sociedade mudou, sei que passamos por uma nova Era, onde a tecnologia vence a voz humana, a presença física do professor dentro de uma sala de aula.
            São os baixos salários, a má formação tanto dos docentes como dos discentes,
o descabimento da falta de respeito, senão ao professor, ao menos ao ser humano que aí está e por aí afora.  Seriam inúmeras as situações a serem elencadas que fazem desses profissionais somente mais um dentro desse sistema.
            Mas não escrevo para fazer críticas, embora já tenha feito várias, mas para dizer que diante de tudo isso, sendo uma “raça” em extinção (para aqueles que ainda tentam professar algo), são heróis, são semideuses que procuram consertar algo, que tem um ideal, que estão sempre em busca de melhorias mesmo voltando para casa muitas vezes, insatisfeitos com o que viram e ouviram ao longo do dia...
            Ser professor é uma dádiva de Deus, é minimamente ter obtido um certificado de confiança D’Ele para ilustrar mentes e compartilhar saberes.
            O que clamo nesse momento é que se mude o olhar sobre esses nobres profissionais e como faço parte e atuo também nessa profissão digo que discípulos quem tinha era Jesus, o que tenho na verdade são alguns seguidores em meu humilde blog.

           


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Intenso amar


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Frase


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Sem medida, apenas amor


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Um lugar chamado Meu



      Depois de atravessar o centro da cidade, Alves caminhou pela avenida à beira-mar, em direção à rodoviária na intenção de pegar o ônibus que o levaria para onde sempre quisera ir e não pudera. Mas agora não. Estava livre para fazer isso. Ao aproximar-se da rodoviária e vendo tanta gente, ele parou e deu meia volta, achando que faria melhor em ir andando até aquele seu lugar. Afinal, tinha tempo e queria saborear esse encontro.
       E foi assim que atravessou novamente o centro da cidade, enquanto distanciava-se cada vez mais do barulho. Depois de algumas horas, chegou à estrada ao pé daquele morro que o separava do lugar para onde ia. Começou a subir pela estrada já asfaltada e tão diferente do estreito caminho pelo qual costumava passar. Foi então que se deu conta que muito tempo o separava daqueles dias em que, com sua mochila e panelas dependuradas nela, ele subia por aquele caminho esburacado e pelo qual só passavam homens com seus burros carregados de bananas. Agora não mais era assim. Encontrava-se asfaltada e dada sua inclinação, poucos carros ousavam atravessá-la.
        Iniciada a subida e à medida que se aproximava do topo, já sentia o cheiro do mar que se anunciava à sua frente e a praia batida por pelas fortes ondas, próprias das praias oceânicas. Chegando ao cume ficou parado a olhar, novamente, toda a extensão da praia que escrevia um S e lá longe, o seu final encoberto por gotículas d’água levantadas pelas ondas que quebravam na areia. Quatorze quilômetros de praia completamente deserta – pensou. Em tempos passados Alves ficara ali sozinho, acampado por muitos dias à procura de si mesmo na harmonia com aquele lugar. Não raramente, ao acordar ainda era madrugada; gaivotas sobrevoavam sua pequena barraca, preparando-se para darem seus primeiros mergulhos à procura de seu alimento ou apenas para se divertirem – gostava de pensar isso. E nesta hora, em que o sol começava a sair de dentro do mar, vermelho e grandioso, pairava na atmosfera um cheiro puro de eternidade. E enquanto isso, ele preparava seu café que, na verdade, mais parecia um almoço, pois constava de macarrão, dois ovos, duas fatias de pão e um copo de leite. Tudo isso feito numa fogueira transformada em fogão e sendo envolvido por aquele ar que o penetrava. Pela areia, pequenos insetos e alguns caranguejos exerciam sua atividade, insensíveis à sua presença. Alves via nisso tudo a beleza e até mesmo o sentido da vida e, embora sem ainda penetrar de forma plena em tal mundo, ele o vislumbrava de longe. Ele sabia que tinha à sua frente aquilo que procurava, porém, por mais que se esforçasse só podia senti-lo de longe, como Moisés vira do alto e ao longe a terra prometida sem nela poder entrar. Isso fora há muito tempo.
      Somente aos poucos, com o lento passar do tempo, é que conseguiu não só perceber, mas também pertencer àquele lugar; a ser um com o todo e compreender que o todo não existe sem as partes, mas que, no entanto, não é formado por elas. O mundo só existe porque existimos nós.
      Deixou-se ficar ali no alto até o final da tarde, deixando-se bater pelo vento que lhe dava as boas-vindas e vendo o sol sumir por trás da enorme montanha de pedra.
      O sol se ia por detrás da pedra, deixando a ausência da luz às sombras que apareciam para, na manhã seguinte, mais uma vez, darem lugar à luz do sol.
      Finalmente chegara.

      Enquanto descia pela estrada, Alves ia pensando:
      - Eu sou a semente, esta é a terra, este é o meu lugar.


EP.Gheramer



FIM

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Só na solidão o tempo é nosso...


Nos teus lábios a noite
descreve o amor
para ti meu amor é cada sonho
dum tempo sem amor nenhum
eu te amo em nome do amor que não houve...


O teu corpo
é agora o vento
e só na solidão
o tempo é nosso...

Manuel Marques (Arroz)

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Safira

Foto: Kawica Singson, Lava and water on camera

Lúcio observa a estranha mulher que, descalça e de calças arregaçadas se aproxima da água. Estava ali parada, apenas parada. Parece enterrar os pés na areia molhada, um de cada vez.
Antes de descer, percorreu o rochedo que ali se ergue, parando de tempos a tempos e também ali permanecendo imóvel por uns tempos. Parecia procurar alguma coisa, mas nada havia ali para achar. À frente, só o mar e, ocasionalmente, um pequeno barco à vela.
Move-se, segue em frente. Acaba por voltar atrás, talvez surpreendida pela onda mais forte que agora veio. Imóvel, continua imóvel, apenas olhando agora para a água, em baixo.

Safira olha a água do mar a ir e vir e a forma como os grãos de areia deslizam lentamente ao seu sabor. Nunca antes tinha reparado: parecem grãos de ouro a desfazerem-se e refazerem-se na água.

Isa Lisboa

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Sede


Escultura - Syuin Shim

 

A semente


Mente sã? Ou Mente insana?


Condimento de sabor? Ou condimento de saber? 


Entendimento e sede ? Ou sede e entendimento?


o

d

n

a

n

i

m

r

e

 g  

                                      Claudiane Ferreira



                                     ♪ ...água da minha sede                                                                                                             bebo da sua fonte... ♪


                                     Zeca pagodinho



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Cântico do amor sincero

Eu não quero mais ter outro alguém
que não sejas tu, eu não quero pensar
em ter outros braços... que não seja
os teus, amor... Eu não durmo mais
sossegado se não ouço teu boa-noite,
eu não fico mais um único momento
sem me dedicar totalmente a ti...

Até as expressões corriqueiras
que escuto, ligo todas a tua boca,
quero estar contigo, mesmo que duvides
eu quero viver para sempre junto de ti...

Todos os instantes, as lamúrias,
sonhos e até lembranças te pertencem
e te procuram nas noites vazias
quando só resta a lua... quero estar
contigo, pertencer a ti...

E todos os versos se tornaram
declarações enfadonhas do quanto
de amor guardo no peito,
te espero em todas as vielas
e ruas perdidas...

Mas quem sabe, ainda que duvides,
e não acredites no tanto que amo,
acabamos nos encontrado em qualquer
esquina, eu hei de provar para ti
o quanto amor existe em mim...
Mais amor do que se deve ter,
mas tenho por ti, e para ti
e em ti... Amar-te-ei eternamente.

Imagem da Web 
 

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Para todos os tipos de saudade!

"A saudade é um prego, coração é um martelo..."






Existem diversas formas de saudade e todas elas geralmente doem!

Se for do amor que ainda é seu, tem que buscá-lo,

se for do amor que se foi, tem que reconsquistá-lo;

Se for de um amigo que está longe, tem que buscá-lo,

Se for de um amigo já não tão amigo, tem que reconquistá-lo;

Se for de um parente que está longe, tem que buscá-lo,

Se for de um parente não muito querido, tem que reconquistá-lo;

Se for de alguém que está longe, seja quem for, tem que buscá-lo,

Se for de alguém que já se foi, tem que relembrá-lo em seu coração!

Saudade existe porque um dia existiu amor!



Então não se preocupe, pois o amor muitas vezes é para sempre!

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Eu te amo demais

Imagem Web
















A cada face que te desveludo
Um pouco mais te amo, a cada
Vez que te conheço... te amo
Ainda mais...

A cada fragrância que sinto
Distante, mais me prendo
Em tua existência, a cada momento
Profundo te amo, e amo mais...

Se te desconheço por um momento
E logo depois te descubro, mais
Uma vez te amo, e razão para te
Amar eu desvendo em cada pensamento...

E se eu mesmo me estranho
É porque te amo, e não aprendi
Nenhuma outra função na vida
Que não seja te amar...

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O choro que rasga a alma

Imagem da web

Em choro estou me rasgando
Desfazendo-me dia após dia
Em linhas vou estilhaçando
Cortando tudo em melodia

Neste emaranhado emotivo
Eu te chamo a todo instante
Enquanto no abismo eu vivo
Numa turbulência constante

Destas palavras aqui reunidas
No cabeçalho de sentimentos
Das promessas descumpridas
Que provocaram sofrimentos

Dos muitos casos insatisfeitos
Atirados neste mundo afora
Despeço-me dos maus feitos
Que me torturaram até agora

Agregando valores imensos
A uma raiz justa e descente
Que causam risos intensos
Clareando toda minha mente

Que pede desesperadamente
Por mais paz e compreensões
Pois, necessita urgentemente
De mais amor em suas ações

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Sonhos

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Sonhos tão lindos, visitam-me a noite,
tua face tão bela me envolve com esplendor,
e a vontade do beijo é o sonho mais belo,
quero-te repousada sobre o peito
sentindo o bater do coração...

Sonhos, carinhos, e abraços guardados
esperam sorrindo o teu chegar,
quando vieres e estiveres aqui comigo
sentirá a profundidade do meu amor...

Dias e noites tão belos te prometo
em poesia, tu serás amada da alvorada
ao plenilúnio colossal...  pois os sonhos
são sonhos mais lindos, quando são feitos
para te ver feliz...

Sonho com o dia que o instante seja eterno
e que os caminhos sejam paralelos, mas se sonho
é por acreditar que num momento quem sabe
eu serei teu e tu serás o sonho que sonhei...

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Prelúdio do amor incessante


Prelúdio do amor incessante
Eu te procuro nas formas, nas brisas
E nas estrelas... quando te encontro
Vestida em uma nova fantasia, mais
Uma vez te amo como se tivesse
Te descobrido agora...
Enquanto caminho ainda te buscando,
Te adoro em profunda verve de palavras,
Imagino tuas faces alvas e o encantar
De teus cabelos, cubro-me com o som
De tua voz adocicada que me enche
De vontade de te eternizar nos versos...
Quando surges ventania, o coração
Encontra em ti galardão para um
Amor tão incessante que surgiu
Como cometa envolvido de luz,
A procura dos braços teus...
Nas noites vazias tu ocupas fulgurante,
Entrando pelas janelas abertas
Tornas o instante colossal... e quando
Falas com a voz suave que tens, sonho a noite,
Eternizando o sorriso que exorna a face...
Como posso, se é incessante, conseguir
Viver sem ti? Em todos pensamentos
Busco-te e encontro... numa aquarela
Da qual quero eu em prelúdio apaixonado
Ser o honrado autor...
Josué Brito

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Dentro da noite...



Não é tanto a saudade que dói
o passado é um tempo que não passa
tudo em nós foi naufrágio...

é  o mar do tempo
os sonhos moribundos
o amar que perdi...

e neste falso silêncio
há-des permanecer nos meus olhos que não te vêem
e dentro da noite
regresso ao amor que não tenho...

Manuel Marques (Arroz)

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Que político quero eu?

Não há nada como a música de Beethoven a fluir do rádio, na temperatura amena e sob a branda luz solar da manhã para convidar-nos, no trajeto rumo ao trabalho, aos mais sublimes propósitos de uma jornada inspirada.

No entanto, ultimamente, tem sido imperativo render-me às vozes empostadas que preenchem o horário eleitoral gratuito. E, já que a inspiração não é possível, contento-me com a reflexão.

Afogado no mar de apelos auto-promocionais que fazem do tempo que lhes é reservado um mal dissimulado desfilar de segundas intenções, mais ou menos camufladas pelo alardear daquilo que cada político ou seu marqueteiro tem tempo para inventar, surpreendi-me a indagar:

- Que político quero eu?

E como, da indagação costuma nascer a reflexão, num processo intuitivo que invade o espaço cerebral de quem está desocupado no congestionamento paulistano, deixei-me envolver por ela. 

Então, movido por essa reflexão, desejava afastar-me da farsa deliberada que é a propaganda (política ou não), ao mesmo tempo em que sonhava com o vislumbre de um caminho adequado para o nosso país-continente. Desejava encontrar saídas válidas para todas as querelas mundanas que atormentam o brasileiro nesse período de nossa vida pública, que reproduz a história da política de todos os tempos. Ou seja, aqueles que deveriam representar dignamente uma população, demonstram absoluta falta de interesse por qualquer outra coisa que não sejam os próprios bolsos... 

Então, tomado por essa onda psíquica interior, comecei a vasculhar o mundo do pensamento, à procura do político desejável, daquele político a quem eu entregaria meu voto com confiança...

Mas enquanto dirigia, quase em estado de transe, pela via congestionada da capital paulista, não me preocupava com a possível inutilidade do meu voto, com esquemas de fraude envolvendo as urnas eletrônicas ou com outras ações sub-reptícias que sabemos corroer, durante o processo eleitoral, a dignidade da democracia. Não, não era isso o que me incomodava, mesmo porque, da tola fantasia à dura realidade, o que martelava em meu cérebro eram as vozes dos candidatos e não o estertor das urnas. Naquele momento, possivelmente entorpecido pelo monóxido de carbono exalado pelo escapamento do veículo estacionado à frente, eu traçava, no mundo das ideias, o desenho do político em quem eu votaria...

Meu aparelho de rádio não parecia estar sintonizado numa frequência de ondas. Se fosse possível sintonizá-lo num verbete de dicionário, diria que o vocábulo "proposta" era o que o magnetizava no momento. Essa palavra dominava o interesse de divulgação político-partidária e, presumivelmente, o interesse do eleitorado. Seria essa palavrinha atrevida, a resposta para o meu devaneio matinal? Eu procurava um político com proposta? Era simplesmente isso?

- Por certo que não! - Era o alarme da realidade soando em minha consciência! De que adianta a proposta se esta, bem o sabemos, é esquecida assim que o candidato desce do palanque para subir ao plenário? De que adianta a proposição, mesmo que supostamente bem intencionada, se o caminho para sua concretização é palmilhado pelos acordos de bastidores que culminam invariavelmente no desvio de dinheiro público? Qual o destino de uma proposta se a pobre esmola que restará para financiá-la, no final das contas, costuma ser o resto da sobra daquilo que não é consumido pela mesada dos políticos corruptos, pelos salários agigantados de suas parentelas e apadrinhados, pelos esquemas de propina que envolvem os prestadores de serviço, pela burocracia e pela "custocracia" de tudo que se movimenta nos setores públicos, pela incompetência administrativa e pelo desperdício decorrente da falta de objetividade, de planejamento e pelo jogo de interesses políticos que permeiam qualquer obra em benefício da população?

Não! Não era isso o que eu queria! Proposta não me bastava! De que adianta um corrupto com proposta? Em meu íntimo, havia um clamor por algo diferente! Talvez meu clamor fosse por uma qualidade pessoal do candidato... Talvez eu desejasse honestidade! Isso! Um político honesto, liberado pela lei da "Ficha Limpa", pagador de seus impostos, cumpridor da lei...

Mas, não! De novo, o alarme da minha consciência dizia que não era isso! Não me bastava um político honesto, cumpridor da lei! Ser honesto, não roubar, não matar, não se deixar corromper, não infringir a lei em uma vírgula que fosse, era um bom começo, mas não era o suficiente! Não poderia o político honesto passar todo o seu mandato como um usurpador de cargo público, sem gana, sem vontade, sem trabalho pelo povo, enfim? E não poderia, um político honesto, propor um honestíssimo projeto para aumentar impostos, ou priorizar em suas intenções de investimento o sistema financeiro, a indústria e o comércio, continuando por deixar à míngua a educação e a saúde? Não poderia, esse político, honestamente, ter um desempenho desastroso?

Ora, que qualidade pessoal era essa, então, que eu buscava no político merecedor do meu voto?

Foi então que, a socorrer-me, como os anjos fazem quando percebem alguém sinceramente aflito e desejoso de acertar, surgiu na lateral esquerda da via, pousado sobre um arbusto, um pequeno pardal que alimentava o filho. Dava-lhe o alimento na boca. E essa ação instintiva, que tão bem mimetizava as qualidades mais sublimes do gênero humano, iluminou-me a mente com uma clareza irreversível.

A minha busca não estaria fadada a morrer na praia com um cabedal de propostas não realizadas, nem, tampouco, estaria arreada ao cumprimento enfadonho da lei, através da honestidade desprovida de outros predicados mais nobres. Minha busca clamava por aquela mão que se estende a quem passa fome, como o pobre pardal estendia o bico a seu filho. Minha busca encontrava esteio nos caminhos venturosos da moralidade. Mas diga-se sem rodeios, no entanto: não se fala aqui daquela moralidade desnorteada que, antes deveria ser entendida como vergonha pseudo-moralista que ainda parece rescender ao incenso nauseante que se levantava das fogueiras da inquisição. Não, não falo dessa falsa moralidade. Falo daquela outra e única que me cativa...

A moralidade do político merecedor do meu voto, é a moralidade do amor pelo semelhante. É aquela moralidade que dói no peito ante o sofrimento do infeliz, que vibra nas fibras mais íntimas do coração, ansiando por ajudar o injustiçado, que é incapaz de ferir, mas é generosa no amparar, que não se contenta com a inércia em face da desventura alheia. Mas também é uma moralidade que não pega em armas, que não agride, que não conhece outra arma que o não seja o amor.

E esse político, movido desse senso sublime de ética celestial, não precisaria de propostas ou planos de governo antes de conhecer em detalhes as dimensões dos desafios a sua frente. Seu senso de dever, seu compromisso inabalável com seus representados seriam como faróis a iluminar-lhe o rumo na imensidão da noite que atravessa este país. Seu sentimento natural de amor pelo semelhante seria aval superlativo da justeza de seus atos;  seu espírito incansável seria a força motriz a assegurar a consecução dos objetivos elevados de seu governo...

Mas esse meu político de sonho não vive na Terra de hoje. Vive na Terra do Amanhã. Mesmo porque se vivesse nos dias de hoje, eu não o reconheceria. Seria talvez um anônimo, que não viria dizer em público que propostas teria, não alardearia sua honestidade, nem sua moralidade. Seria alguém que não apareceria no horário eleitoral. Ele simplesmente teria uma história de vida, uma história maravilhosa que, se eu conhecesse, me encantaria... Ele teria meu voto, é certo... se eu o conhecesse!

***

Na Terra do Amanhã não haveria propaganda política. Aliás, na Terra do Amanhã, política seria coisa do passado.

***

Na Terra do Hoje, votarei daqui a dois dias. E não vejo sombra do político dos meus sonhos. Aliás, ainda vejo sombras!


Gilberto de Almeida
03/10/2014


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A pausa - II


Gilberto de Almeida
(03/10/2014)

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Forever !



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 Nós dois.
 Pedra / Rio
 Sendo pedra fui lançada? Ou será que auto me lancei?
 Repouso agora em seu leito
 Você sem perceber repousa algumas certezas encostadas em mim / Mais maleável? Vai saber!
 Pedra pontiaguda / Movimento. Hora sentimos cócegas, hora de leve nos ferimos.

 Pedra. Rio

 Rio. Pedra

  Que olhar, que mão me recolherá? Ou será sua corredeira que me lançará ao mar?
 Se assim for, desejo que um pescador de ilusão recolha-me do mar e cole-me no      firmamento.
 Para que a luz do brilho desse amor misture-se as suas águas para sempre.
 Um anjo Quintanou-me


"Quem é que pode parar os caminhos? E os rios cantando e correndo? E as folhas ao vento? E os ninhos? E a poesia?..." 1


  Claudiane Ferreira



(1) http://frases.globo.com/mario-quintana/13475
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