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| by dkim |
despiu-se do acanhamento
fez rolar ladeira abaixo
toda vulnerabilidade acumulada
ao longo das crises
desaguou-se qual rio
na imensidão do oceano
embebeu de versos e leveza
a alma subjacente nas aparências
sepultou de vez as sementes predestinadas
para cobrir de munificência
aquelas solapadas por terras
secas e nunca adubadas
sem pressa subiu em cumes
nunca antes alcançados
derramou sobre novos horizontes
seus olhos de fendas e afetos
extraiu das infinitas autópsias noturnas
o respiro inalcançado
pela fadiga dos desacertos
fez brotar após
uma amenidade acrisolada
alva.








3 comments:
Cris, que imensa alegria ler seus versos .
E quando aprendemos a carregar nossa cruz , novas possibilidades surgem.
"derramou sobre novos horizontes /seus olhos de fendas e afetos" -
Beijos.
"Depois da tempestade, a bonança"
Muito bom ler de novo os seus versos por aqui, Cris! :)
Um abraço
Cris,
As tempestades levam-nos onde não escolhemos ir, e os afetos são a âncora que nos fazem regressar...
Adoro ler-te...
Beijinho!
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