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Tempo de borboletas...

by dkim



despiu-se do acanhamento
fez rolar ladeira abaixo
toda vulnerabilidade acumulada
ao longo das crises

desaguou-se qual rio
na imensidão do oceano
embebeu de versos e leveza
a alma subjacente nas aparências

sepultou de vez as sementes predestinadas
para cobrir de munificência
aquelas solapadas por terras
secas e nunca adubadas

sem pressa subiu em cumes
nunca antes alcançados
derramou sobre novos horizontes
seus olhos de fendas e afetos

extraiu das infinitas autópsias noturnas
o respiro inalcançado
pela fadiga dos desacertos
fez brotar após
uma amenidade acrisolada

alva.






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3 comments:

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

Cris, que imensa alegria ler seus versos .

E quando aprendemos a carregar nossa cruz , novas possibilidades surgem.

"derramou sobre novos horizontes /seus olhos de fendas e afetos" -

Beijos.

Isa Lisboa said...

"Depois da tempestade, a bonança"
Muito bom ler de novo os seus versos por aqui, Cris! :)
Um abraço

Dulce Morais said...

Cris,
As tempestades levam-nos onde não escolhemos ir, e os afetos são a âncora que nos fazem regressar...
Adoro ler-te...
Beijinho!

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