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NÃO ACELERAR TANTO

NÃO ACELERAR TANTO
(Por Maristela Ormond)
 
www.sologif.net
               Meu pensamento está tão acelerado que às vezes acabo acreditando que estou ficando louca...
            Essa pressa, ou fome de fazer tudo muito rápido, está mexendo com as emoções, com a aprendizagem das pessoas. Estamos num ritimo tecnológico à velocidade da luz e nosso cérebro está assimilando tudo isso de forma voraz.
            O simples fato de pegar numa caneta para escrever e “comer” metade das palavras por engano, ops! Por engano ou o pensamento foi mais veloz que o corpo? A coordenação dos movimentos não está seguindo concomitantemente ao movimento cerebral.
            A quantos megas bites está meu cérebro? E o seu?
            Dia virá que comandaremos máquinas com os pensamentos sem haver razão para nos movermos para isso. Mas será que tudo isso que está acontecendo com os seres humanos é saudável? Parece-me que estamos numa crise de ansiedade sem retorno, pois a rapidez que nos envolve não nos deixa retroceder. Seria como voltar ao período da idade da pedra e jamais nos submeteríamos a tal coisa, pois temos pressa, muita pressa.
            Às vezes fico observando a correria das pessoas e me pergunto para onde iriam com tanta pressa, tanta ansiedade. Atrás do quê?
            Estamos ameaçando nossa saúde, ameaçando nossa convivência com os amigos, ameaçando perder nossos familiares em nome da ansiedade, em nome de correr atrás de algo que nem mesmo nos damos conta.
            Seria o momento oportuno de parar e observar em pouco mais que viver está sendo uma necessidade primordial, pois vamos acabar atropelados pela imposição a que esta sociedade consumista está nos levando e se isso não acontecer, tropeçaremos em nossos próprios pés sem sabermos por que caímos e aí sim, paramos, por força do destino, por força da imprudência.
            Tirar o pé do acelerador é a meta. Objetivo maior vida mais saudável. Será possível?







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7 comments:

Dulce Morais said...

Maristela,
Acredito que seja possível, mas o preço a pagar é o olhar da sociedade que privilegia a "realização pessoal e profissional" (seja qual for o significado que cada um dá a essas palavras), sem considerar a qualidade da dita realização!
Vivemos numa sociedade que privilegia a quantidade: sempre mais alto, sempre mais longe, sempre mais, mais, mais... mas nunca "melhor".
É por isso que é importante parar, mesmo sob o olhar acusador de quem nos rodeia, para centrar-se e ESCOLHER o nosso próprio ritmo...
Linda reflexão! :)
Abraço!

Maristela Ormond said...

Obrigada Dulce. Seus comentários são um privilégio para mim. Beijos.

E.P. GHERAMER said...

Muito interessante seus questionamentos, Maristela.
Sei não Maristela... Ás vezes, ao pensar nisso, eu não deixo de sentir que se trata de uma transformação natural. Assim como já houve a Era Glacial e por ela o homem passou e desde então muitas outras Eras foram ultrapassadas pelo homem e ele sobreviveu a todas elas. Sobreviveu e se tornou melhor ou mais feliz? Nosso tempo de vida aqui não nos permite fazer uma avaliação pessoal. Assim, ficamos com a história escrita da Humanidade. Quanto ao mais, penso que nunca saberemos. Apenas passaremos... E, podendo parecer paradoxal, sinto o mesmo que você – Eu preciso tirar o pé do acelerador!
Um grande abraço, Maristela!

Isa Lisboa said...

Não podemos deixar-nos quesquecer do poder do silêncio e de um momento para nós, é uma grande verdade! :)
Bela reflexão, Maristela! :)

Maristela Ormond said...

Verdade Isa, é aí que pecamos... Obrigada por seu comentário fico muito feliz! Beijos.

Gilberto de Almeida said...

Maristela, você não imagina que alegria a minha ver você abordar esse tema de maneira tão verdadeira. Acho que você tocou num dos pontos mais importantes da vida humana.

Sabe-se no oriente, há muito tempo, que a meditação é uma das portas de entrada que nos conduz a esse Ser verdadeiro que nos habita... E o que é a meditação? É a introspecção profunda, quando a mente se aquieta e percebemos que, na ausência de pensamentos, somos algo que continua existindo, independente desse turbilhão mental que nos afasta da realidade interior...

Encontrar-nos e encontrar um sentido para a existência exige aquietar a mente.

Obrigado por essa crônica, Maristela, e parabéns!

Maristela Ormond said...

Obrigada Gilberto, você sempre muito profundo em seus comentários. Adoro!

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