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| Imagem da Web Autor desconhecido |
uma a uma se reúnem
num monte indistinto.
com cuidado se misturam
os elementos conhecidos.
em gestos experientes ou descobertos,
uma pedra untada da cola preparada,
uma outra sobreposta
ao mesmo tratamento submetida.
traições e desilusões
amontoadas com o tempo.
misturado com a amargura
das palavras por dizer.
em gestos repetidos,
numa tentativa desesperada
de proteger-se
das consequências das ações
que outros tomaram por si próprios.
das chuvas e dos ventos,
esqueceu o pedreiro
que são necessárias janelas
para pode ver o Sol.
novas dores de chegar,
esqueceu o humano
que as esperança é indispensável
para continuar a viver.








8 comments:
Quando inicia-se a construção estamos tão empolgados que nem paramos para pensar por exemplo, que com tempo é possível algumas rachaduras ...
O alicerce é fundamental, o resto vamos reconstruindo.
Obrigada por ter proporcionado-me riquíssimas reflexões. Beijos.
“Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada.”
Lya Luft
Clau,
É isso mesmo: construímos sem olhar a planta... erguemos muros sem abrir janelas...
Obrigada pela sua preciosa presença!
Beijos!
Dulce, seu poema fez-me lembrar uma definição de Millor Fernandez para o jogo de xadrez. Ele definia esse jogo assim: "jogo chinês que aumenta a capacidade de jogar xadrez."!
Pensei a mesma coisa sobre construir paredes. A gente constrói a primeira linha de tijolos (na horizontal, como você bem colocou). Depois, quando formos construir a segunda linha, estaremos mais hábeis. Na terceira, mais ainda, e assim por diante...
A verdade é que, se quisermos, vamos ficar bons demais em construir paredes... E a pergunta é: - para quê?
Podemos ser hábeis no que quisermos!
Deus nos dá por oportunidade, inúmeras linhas horizontais (assim acredito)! Temos apenas que ir ascendendo, na vertical!
Devaneei... Você dá asas e eu vôo! Obrigado por me fazer voar! :D
É verdade o que dizes, Dulce. E o pedreiro somos sempre nós mesmos. Há que se cuidar em ser habilidoso na construção de estes edifícios. E o que nos leva, a cada dia que passa, a procurar ser mais hábeis? É a esperança, Dulce. A tal da Esperança, que é a última a morrer - conosco.
Mesmo com texto republicado, a volta é marcada pela fina pele da esperança, vital e inevitável, que nos protege de nossa própria falta de visão. Abraço, Dulce!
Gilberto,
Construamos, então, para crescer até que chegue o momento de voar... :)
E.P.,
A esperança nos habita e depende de nós não deixá-la desvanecer...
Alexandre,
É bom, por vezes, republicar algo num momento em que os versos nos falam com mais força!
Obrigada a todos pela vossa presença e comentários que tanto me emocionam!
Abraços!
Dulce, você escreve com a sensibilidade na ponta dos dedos. É tão bom te ler.
Estou em construção. Reformando algumas lacunas do sentir!!!
Lindo demais!!
Beijos
Suzana,
Continue a construção até atingir o equilíbrio... :)
Obrigada pela sua presença e comentário!
Abraço!
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