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Chuva macia


Naqueles tempos bárbaros,
naqueles lugares bárbaros
onde a indiferença queima até a alma;

naqueles tempos e lugares,
os corações são áridos,
as almas, secas.

O solo é pedra,
o caminho é espada,
o horizonte é nunca!

E aqui, nestes lugares,
e nestes tempos,
onde já garoa,

a brisa é fresca,
o caminho é duro,
o horizonte é longe.

Mas é preciso que ocorra a chuva,
que ocorra a tempestade
e o solo encharque

daquela água macia
que brota do enternecimento da alma
e que se chama amor...

Então a pedra será seda,
o caminho, flores,
o horizonte, breve...

Gilberto de Almeida
10/12/2014



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6 comments:

Dulce Morais said...

Gilberto,
As águas lavam o inútil... para deixar o essencial.
Maravilhosos versos que falam muito além de cada palavra.
Obrigada, amigo!

Gilberto de Almeida said...

É, Dulce... O essencial... Perto e longe... Basta chover (rsrs!). Grande abraço!

Isa Lisboa said...

Não posso imaginar melhor chuva que uma de amor! :)

Gilberto de Almeida said...

E não é mesmo, Isa? Rezo para que essa chuva realmente brote de nossos corações! :)

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

Só mesmo o amor para restaurar o equilíbrio e trazer a paz.
Obrigada ,Gilberto.

Gilberto de Almeida said...

Não é mesmo, Claudiane? O amor é o remédio santo para a humanidade...

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