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Desafio de Natal - 2014


 “Para que não sejam sempre os mesmos a oferecer, os autores do Tubo de Ensaio - Laboratório das Artes - decidiram este ano preparar presentes ao Pai Natal / Papai Noel.

São singelas prendas que desejamos aqui deixar para o velhinho de barbas brancas, para que ele saiba que merece a nossa gratidão pelo encanto que nos proporciona durante a celebração do Natal.”



Um Conto para Papai Noel

      Eu sei que Papai Noel mora em sua casa no Polo Norte. Ele vive com Mamãe Noel, com incontáveis elfos mágicos e oito renas voadoras. Papai Noel consegue esse feito anual, o Natal, com o auxílio desses elfos, que fazem os brinquedos na oficina, e das renas que puxam o trenó. Os nomes das renas são: Corredora, Dançarina, Empinadora, Raposa, Cometa, Cupido, Trovão e Relâmpago.
      Na noite anterior ao Natal, eu estava vigiando o céu para ver o Papai Noel passar. Minha missão era lhe dar um presente. Mas eu sabia que ele nunca recebe, só dá presentes. Também sabia que ele faz uma lista de crianças ao redor do mundo, classificando-as de acordo com seu comportamento, e que entrega presentes, como brinquedos ou doces, a todos os garotos e garotas bem-comportados no mundo.
    Quando finalmente eu vi as oito renas que puxavam o trenó passarem, fiz sinal para que parassem. As renas não pareceram muito satisfeitas por terem seu trajeto interrompido. Mas, Papai Noel as mandou descerem.
     - Desculpe por interromper seu trajeto – não faz mal, disse o bom velhinho, sorrindo.
       - Eu tenho a missão de lhe dar um presente – disse eu.
      - Mas, deve haver algum engano, porque eu não recebo presentes – disse Papai Noel.
     - Eu sei, mas acontece que eu fiquei pensando que um presente deve agradar a quem o recebe, não é? –Perguntei.
      - Sim, é a mais pura verdade - respondeu ele.
    - Então eu fiquei imaginando do que mais o Papai Noel gosta e conclui que o senhor mais gosta é de dar presentes às criancinhas – estou certo? - Perguntou a ele.
      - Sim, isto também é verdade – disse ele.
     - Eu sei de uma criança que nunca recebeu presente do senhor – disse eu.
      Papai Noel me olhou espantado e disse:
      - Isso é impossível!
      - Mas não foi por culpa do senhor – disse eu.
      - Eu conheço esta criança – disse-lhe.
      - Diga-me e eu vou reparar este erro, embora ainda ache que você está enganado.
    - Papai Noel, todos os anos meus pais contavam uma história sobre três reis magos que, com uma caravana de camelos, carregavam uma carga preciosa de ouro, incenso e mirra, que eles levavam para dar de presente para um rei que nasceria em um lugar chamado Belém. E a história dizia que uma estrela os guiava, brilhando lá no alto, enquanto as horas da noite se passavam. Dessa história, eu nunca descobri o que um rei, que ainda iria nascer, faria com esses presentes.
     - Por isso, Papai Noel, eu quero lhe dar um presente para o senhor dar de presente a este rei – Disse Davi.
    - Pois bem, deixe-me ver este presente – disse Papai Noel.
      - O senhor vai precisar esperar, enquanto vou buscá-lo lá em casa.
     Nervosamente, as renas ficaram esperando, pois tinham pressa e desejavam continuar. Ficaram esperando por longo tempo por mim.
     Finalmente, quando estavam a ponto de perder o controle, eu apareci.
      A me verem chegar, as renas ficaram a pensar que o que quer que eu trouxesse teria de ser pequeno, pois o trazia facilmente na palma de uma das minhas mãos. Talvez fosse uma gema raríssima e preciosa, e, se assim fosse, teria valido à pena esperar tanto – pensou a rena mais velha. E até mesmo Papai Noel, olhava com atenção, para ver qual seria o maravilhoso presente que provocara tanto adiamento na sua viagem anual.
     Lentamente, abri a mão, e ali, para grande surpresa e consternação dos todos, apareceu apenas um pequeno cão, com pintas pretas. Era um brinquedo antigo, porque aqui e ali, faltavam pedacinhos de pintura. Eu coloquei o brinquedo no chão e ele deu um salto no ar e caiu novamente sobre os pés.
     Os adultos, que a esta altura rodeavam o trenó, muito indignados, não conseguiram conter-se e proferiram palavras iradas.
       Mas eu apenas sorri, coloquei novamente o brinquedo no chão e ele deu a sua cambalhota.
   Uma criança pequena que estava por perto riu gostosamente quando o cãozinho de brinquedo, posto no chão, deu um salto no ar e caiu novamente sobre os quatro pés.
      - Foi este brinquedo sem valor que o fez adiar a marcha deste trenó, que leva presentes para crianças do mundo inteiro? – Perguntou a rena mais idosa.
        - Eu respondi solenemente:
   - A caravana de camelos daqueles magos estava carregada de presentes apropriados para reis adultos – muito ouro, incenso e mirra.
      E, dirigindo-me a Papai Noel, pedi que ele levasse aquele cãozinho de brinquedo para o menininho de Belém.

       Esta foi a primeira vez que Papai Noel chorou – de alegria!


EP.Gheramer

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6 comments:

Gilberto de Almeida said...

EP, encanta o lirismo dessa história. Dar um presente Àquele a quem tanto devemos... E a comoção do Papai Noel... Adorei!

E.P. GHERAMER said...

Graças a Deus!
Um grande abraço e um FELIZ NATAL para você e todos os seus entes queridos.
Grato pelo Comentário!

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

E.P, nunca tinha parado para analisar os presentes.Realmente esse conto me emociona demais... até imaginei a cena do menino Jesus engatinhando atrás das cambalhotas do cachorrinho. Ainda bem que pedi que o bom velhinho fizesse um check-up .

Parabéns meu amigo!

E.P. GHERAMER said...

Kkkkkkkk... Ainda bem, Claudiane.
Um grande abraço e um FELIZ NATAL para você e todos os seus entes queridos!

Dulce Morais said...

Emocionante, EP!
O Pai Natal certamente chorou de alegria por tão importante missão a cumprir e tão sincera atenção ao oferecer-lhe este lindo conto.
Muito obrigada por este bonito momento de magia!
Grande abraço!

Isa Lisboa said...

:) É natural que o Papai Noel tenha chorado de alegria! Muito lindo, EP!

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