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Eu, quando acordo...

Imagem Web - Van Gogh

Eu, quando acordo todos os dias,

logo de manhãzinha,
sinto-me abençoado e feliz.
Olho ao redor de mim
e tudo que vejo são as coisas
que o pensamento do homem tornou realidade
para tornar a vida de cada um de nós mais confortável.
A cama em que eu durmo;
A cadeira em que eu me sento;
O armário onde eu guardo as minhas roupas
que me vestem e os sapatos que vestem os meus pés;
A luz e a lâmpada que fazem a claridade do ambiente
quando já não há mais a luz do Sol;
A minha força de trabalho que me possibilitou
a aquisição de todo os bens que possuo;
A casa onde eu moro...
Este, o mundo real e possível do homem...
Mas, quando me ergo da cama e me aproximo da minha
janela do meu quarto de dormir e abro-a para o mundo lá fora,
aí o que eu vejo é o meu quintal e nele tudo o que há
é a expressão do pensamento de Deus!
Debruçado no parapeito da janela do meu quarto de dormir,
da casa onde eu moro, eu posso sentir,
ouvir e tocar as cousas de Deus!
As árvores, as flores, o perfume do ar
que entra em meus pulmões, as formas,
as mais variadas, de vida e de existência
e de permanência de Deus!
As cores dessas formas de vida,
também as mais variadas...
Tanto verde, tanto azul, tanto amarelo, tanto
colorido, tanto Sol e calor e luz do Sol numa manhã
que tem tanta vida quanto a vida que há em mim!
Nenhum lugar bonito deste meu planeta Terra e
deste Universo é mais bonito do que
o lugar do meu quintal da minha casa de morar.
Nenhum planeta possui as flores mais belas e
nem mais perfumadas do que as flores e o
perfume daquelas que eu posso ver e tocar aqui, no meu;
Nenhum Sol é mais Sol do que o Sol que ilumina e aquece
a minha vida aqui no meu planeta;
Não há qualquer alguém que seja mais feliz
do que eu porque não há nenhum alguém
que possui as coisas que eu possuo;
E nem há, também, nenhum alguém
que as ame mais do que eu;
Não há olhos de nenhum alguém
que as possam ver como eu as vejo;
Também não há nenhum alguém que
as possam sentir como eu as sinto, mesmo,
sabedor que sou, que elas não me pertencem e
que não sou eu o senhor delas.
Mas, tenho certeza absoluta que elas existem
para que eu seja exatamente o que sou,
e a minha vida seja significativa e maravilhosa como é!


Estou vivo e sinto que estou vivo!

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4 comments:

Dulce Morais said...

É esse sentir que, antes de mais, nos faz continuar... :)
Belíssima ode à vida, Ronaldo!

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

"Mas, tenho certeza absoluta que elas existem
para que eu seja exatamente o que sou,
e a minha vida seja significativa e maravilhosa como é!"

Esse sentir-se grato é iluminante!

Ronaldo Savazoni said...

Dulce, quero te agradecer pelas palavras de encanto ao meu texto. Deixam-me feliz por ter encontrado em você um lugar de entendimento e prazer.

Ronaldo Savazoni said...

Claudiane, é bem verdade a tua afirmação, pois que nada melhor para nos iluminar do que compreendermos a vida que nos cerca e agradecermos por essa compreensão. Obrigado pelo teu tempo e leitura do meu texto. Desculpe essa demora, mas houveram motivos para que ela acontecesse. Abraços

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