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Porque eu sempre me procuro em mim mesmo?

Porque eu sempre me procuro em mim mesmo?
Porque essa sempre e mesma sensação de que,
dentro de mim, há um outro eu de mim?
Porque essa sempre e mesma sensação de incompletude,
de estar sempre sendo o que nunca sou
do que sou de mim mesmo?
Estranho é sentir que nunca serei aquele
que está escondido dentro de mim;
Aquele que eu nunca saberei como é,
porque, o que sou hoje, agora, neste momento,
é o único eu que me permito conhecer de mim, ou
é o único eu que me permito mostrar de mim.
- (Existem questões a serem respondidas
sobre a existência do mundo e do Universo,
mas, de que valeria saber as respostas?
Em que elas me acrescentariam?
Que contribuição me daria o saber se o Universo
está em expansão ou se ele teve um começo e
se é finito em existência?
De que forma me seria benéfico o saber
a idade que tem o Universo?
Há tantas coisas que não sei de mim! ) –
Se, pelo menos, eu tivesse de mim uma
meia verdade que fosse do que sou!.
Mas não, nem isso!
Um contentamento de existir
apenas, como sou,
uma ânsia de existir tão somente,
tão somente de existir como o meu
pensamento me faz ser!
Há tantos caminhos!
Há tantas possibilidades!
Nenhum daqueles que me levariam
até mim, eu segui!
Nenhuma daquelas que me favoreciam
o me conhecer me deteve!
A sensação de fragmentação da minha existência,
do meu eu é o que fica;
é a única coisa que realmente importa
em tudo o que sou,
ou que penso ser, ou que sinto que sou.
Mas, em cada pedaço desse meu eu
fragmentado há um todo de mim.
Há uma referencia em cada um deles, de mim.
Diferente em cada um, mas ainda, de mim!
Isto me faz ter a certeza de que,
mesmo em pedaços do que sou,
nunca me aparto de mim!
Bendita seja ó incompletude humana de ser eu!
Eis o que sou:
Uma viagem no meu tempo de ser,

Uma visita de mim num tempo meu de estar sendo!

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2 comments:

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

"Mas, em cada pedaço desse meu eu
fragmentado há um todo de mim.
Há uma referência em cada um deles, de mim.
Diferente em cada um, mas ainda, de mim!
Isto me faz ter a certeza de que,
mesmo em pedaços do que sou,
nunca me aparto de mim!"

Ronaldo, adorei seu poema no todo é essa parte que destaquei e o que penso de Deus em relação a nós os seres humanos.
Abraço.

Ronaldo Savazoni said...

Oi Claudiane, obrigado pelo seu comentário. Nenhuma coisa agrada mais a quem escreve, do que agradar aquele que o lê. O trecho grafado é uma maneira de dizer da existência do ser e das vidas que a compõe na sua trajetória de existir. Obrigado mesmo Claudiane.
Abraço.

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