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Hoje de manhã...

Foto de Ronaldo Savazoni
Hoje de manhã, ao acordar de meu repouso, eu,
sem querer querendo,
comecei a prestar atenção no dia que
também acordava.
Olhando pela fresta da janela
do meu quarto de dormir, eu conseguia
perceber as nuances que o dia ia tomando.
Uma tênue claridade de luz que se atrevia
e se impunha na escuridão que ainda
reinava no meu lugar de morar.
Eram os primeiros raios do Sol que
já chegavam iluminando o meu quintal
do meu lugar de morar.
Vinha já da sua caminhada por outros lugares,
e deixando uma certeza de que,
onde houvera passado,
havia cumprido o que a vida
lhe determinara fazer:
dar manutenção à vida dos seres
que habitam nosso planeta e os deixava
na quietude da noite, companheira fiel do
repouso de todos nós.
Como que acompanhando o meu
lento despertar, pois que eu também
 vinha aos poucos tomando
consciência de mim, ele também
impunha-se com sua claridade e
seu calor de uma forma lenta e
gradual e aconchegante, necessária,
bem vinda e gostosa!
Aos poucos eu percebia que
a Natureza o acompanhava nesse acordar
porque, sentindo sua presença,
dava os primeiros sinais,
também, de sua vida exuberante.
Pássaros aqui e acolá se saudando
uns aos outros, e à vida que os animava
nesse mais um dia que nascia.
As flores, até então recolhidas no
repouso da noite finda, abrindo
como um espreguiçar nosso para,
também, saudar a vida que renascia, mas,
que renascia só por existir sempre
em cada cantinho de espaço desse nosso planeta.
O sono e o descanso de todos os
que viam aquele novo dia, havia sido
protegido, havia sido vigiado e a vida,
em sua forma latente, havia sido preservada,
havia sido respeitada, havia sido mantida.
De forma misteriosa, sublime, incondicional,
a minha vida e a vida de todos aqueles seres
que estavam, junto comigo, tendo o privilégio de
despertar, havia sido conservada.
Eu agradeci e senti que não há expressão
de amor maior que esta que todos nós recebemos
todos os dias e que todos nós deixamos
de perceber todos os dias:
a minha vida a cada novo despertar;
a sua vida a cada novo despertar;
a vida de todos nós a cada novo despertar;

A vida! A vida! A vida!

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2 comments:

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

Ronaldo,sem dúvida a dádiva de presenciar e movimentar dentro de cada amanhecer é um espetáculo que ainda poucos internalizaram.
Ainda bem que existem poemas como o seu, que são sementes, que ...

Parabéns!

Ronaldo Savazoni said...

Claudiane, não existe prazer maior para quem escreve do que sensibilizar e causar entendimento do seu texto a quem o lê e o seu comentário me deixa assim...prazeirosamente satisfeito! Só posso te agradecer por isso...Abraços

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