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Mentiras que são verdadeiras


Tudo o que eu falo, escrevendo do amor, não é verdade.
Não é a minha verdade.
É apenas o meu desejo de que ele seja da maneira
como o meu desejo quer que ele seja.
Não o sinto assim como o desejo sentir em mim,
Talvez, até, nunca o tenha sentido assim,
Nem de outra maneira qualquer.
Não, nem nunca o tenha sentido
de qualquer maneira que se possa senti-lo.
Apenas o meu desejo de te-lo assim, dessa forma,
em mim, é existente desde sempre.
Apenas o que eu sentiria, se o sentisse,
é o que de verdade há em mim.
Apenas o que eu faria, se o conhecesse,
pelo meu querer do que ele seja,
é verdadeiro em mim.
Um dia, talvez, eu realize o meu querer desse amor
e este querer louco de amar você loucamente.
Um dia, talvez, o meu amor de amar
não seja tão impossível em mim.
Quanto mais cresce em mim este amor de amar,
Mais me vejo distante, amando,
Mais impossível me amar de amor é,
Porque eu não amo na realidade do que é real,
Mas na realidade do que é real do meu amor em mim.
Não é real o que eu sinto de amar, pois
é tanto o amor que me preenche,
que me sufoca com prazer,
que me transborda todo o meu ser e
que me afoga e
que me mata de tanta vida que me dá!
Nada sei de amar apenas,
Só sei amar como meu amor de amar...você!

(De que vale um sentir de amor tão louco,
se só eu é que o sinto, sozinho?
Você é o que meu amor quer amar,
e o meu desencanto não é desencanto do amor,
é apenas o de amar e não ser você o meu amor!)

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1 comments:

Eduardo Aleixo said...

Gostei de ler essa sua estranha maneira de soletrar o sonho do verbo amar...

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