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Sombra

Arte: Rahaf Dk Albab

Mar de sal
Lavando o rosto
O coração
Escorrendo
Pelos olhos
Morfeu abandonou-me
Só o cansaço
O fará abraçar-me
Rendida
Me esqueci
Exausta me deixei ir
Para lá da luz de Mim;
A sombra era precisa
Para saber que ela
Não sou eu.
Bato à porta
Procurando o silêncio
Apenas para não conseguir
Ouvi-lo.
Gritaria.

Mas perdi a voz.

Isa Lisboa

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5 comments:

Ronaldo Savazoni said...

Gostei muito de sua poesia Isa...
"Morfeu abandonou-me
Só o cansaço
o fará abraçar-me
rendida
me esqueci
exausta me deixei ir
para lá da luz de mim;"
me encantou.

Isa Lisboa said...

Muito obrigada, Ronaldo! :)

Suzana Martins said...

Isa, estou demasiadamente encantada com os teus versos.

Eu que nasci e cresci no litoral hoje vivo longe dos mares que abraçaram os meus versos. Engraçado que ao anoitecer, enquanto voltava pra casa, conversava com um amigo sobre a falta que sinto do mar. Penso que essa mistura de mar e sal é uma espécie de segunda pele... rs...

Acho que acabei viajando um pouco e fugindo do poema, não é?! Mas seus versos é uma espécie de explosão da minha saudade.

Desculpa o desabafo!

Mar de sal nostalgia descrevendo o litoral!!

Beijos

Isa Lisboa said...

Não sei se fugiu, mas poesia é para se sentir, e se foi isso que sentiu ao ler os meus versos, eu agradeço muito a partilha! :) Obrigada!

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

E o coração escorrega sempre pelos meus olhos quando a emoção não cabe mais no meu peito.

Isa grandes versos ,pitada transcendental. "Exausta me deixei ir
Para lá da luz de Mim;
A sombra era precisa
Para saber que ela
Não sou eu."

Beijos

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