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Insónia

Arte: Pixabay

Insónia


As horas passaram
Os olhos não se fecharam.
Na mente desfilava
A saudade de quem não estava.
As horas continuavam,
As lembranças saltavam
De uma a outra memória
Dos momentos de glória.
E a recordação percorria,
Com uma lágrima que morria,
Tempos de felicidade
Que já não são desta idade.
A noite não foi perdida;
Foi só mais uma despedida
A quem jamais voltará,
Àquele que sempre contará.


Dulce Morais

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7 comments:

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

Feliz do homem que ainda possui em pleno vapor essa função cognitiva (memória).

O tempo não para! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo...

Mario Quintana

A saudade e as memórias não é?

Beijos

Dulce Morais said...

Clau,
Ele pode não parar, nada apaga...
Obrigada pelo seu carinho.
Beijinhos!

E.P. GHERAMER said...

O tempo não para, é verdade. Mas, ele nunca apagará.
Parabéns, Dulce!

Dulce Morais said...

Grata, EP! :)

DJALMA SOARES said...

Impossível esquecer,
Teus lábios, beijos, cheiro, perfume...
Como esquecer se nem lembro se conheci!

Carlos NNeves said...

Lindo poema, Dulce!
Insônia... saudade... Ah saudade, tão cantada aqui no tubo. tem cor, não tem, se enfeita...é poesia.
Amei esse poema...!
Gd abraço

Dulce Morais said...

@Djalma,
A memória é assim feita que não explica a saudade...
@Carlos,
Cada poeta a pinta de uma cor diferente, o que não impede que ela sempre seja...
Obrigada a ambos!

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