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Longínqua, te sinto comigo

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Imagino-te hoje no invernal outono eterno do sul,
Entre as folhas alaranjadas das árvores que dançam
Na sinfonia que profere o vento... Uma terra tão escura
E de tanta frialdade recebe de ti o sol...

Vejo garças brincando com os teus cabelos e as palavras
Celeremente pronunciadas cantando para ti um acalanto...
És tu a nova estrela donde o céu tem uma cor tão distante
E tão diferente...

Sinto ciúmes por saber que é um léu tão inalcançável
E tão alvo que ocupa de teus olhos, como queria dividir
Contigo todas as imagens...

Todavia encontro consolo sabendo que um dia hei de contigo
Nomear estrelas inomináveis... e que por mais que estejas
No sul... és meu norte, motivo de minha vida. 

J. Brito 

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2 comments:

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

"e que por mais que estejas
No sul... és meu norte, motivo de minha vida. "

Bacana!

Dulce Morais said...

Ah, quando os versos nos transportam....
Belíssimo, Josué!

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