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Além da poeira batida













(A minha mãe)

Hoje não lhe comprei um vestido,
porque você já está coberta de luz;

não lhe comprei um colar.
porque você já está adornada pela felicidade;

não lhe comprei um perfume,
porque você é o perfume das minhas horas boas,

não lhe comprei nada,
porque você está em tudo;

não lhe comprei coisa alguma, mãe,
porque, aí onde você está,
nada daqui tem utilidade,
nada é mais que poeira batida
da estrada por onde você passou como um anjo...

E os anjos nada desejam,
nada pedem para si.

O que de mim é seu você já sabe,
e o tem desde antes de mim mesmo,
e apesar de hoje,
e para sempre, 
porque o amor nunca morre!

Gilberto de Almeida
10/05/2015


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3 comments:

Dulce Morais said...

Emocionante...
Deixou-me sem palavras...

Gilberto de Almeida said...

Obrigado por compartilhar da emoção deste poema, Dulce. Você, como eu, sabe que o amor é um sentimento que nos conforta (e às vezes nos deixa nostálgicos) e que jamais nos abandona...

Maristela Ormond said...

Que lindo Gilberto! Não havia visto ainda, é realmente emocionante.

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