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Moinho

Moinho

(Imagem: Mãos livres – Daniel Zanini – Fonte: Flickr)

Roda, acorda, torna a girar
Incansável moinho
Ingrata água, se deita no mar
Papel de parede noturno
Onde se penduram a lua
As estrelas e até saturno
Enxadas que marcam o chão
Esporas que ferem a pele
Os frutos que sempre se vão
Arrancaram da mão a palma
Tudo escorre, sempre corre
Hoje acordei e não vi minha alma
Mas calma, amanhã, tudo roda
Acorda e torna a girar
Vou derrubar o céu na madrugada
Quero ver desabar os astros
A lua se sustentar numa jangada

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2 comments:

Anonymous said...

Os frutos que sempre se vão
Arrancaram da mão a palma
Tudo escorre,"

Adriano Yamamoto, muito interessante seu poema.
O trecho que destaquei me lembra a situação financeira do Brasil.

Claudiane Ferreira

Adriano Yamamoto said...

Olá, Claudiane. Tudo bem? Esse poema é meio abstrato, mas ele é inspirado na exploração do trabalhador. Na relação entre sistema capitalista e o ser explorado para o grande "moinho" continue rodando. O trabalhador, é o pano de fundo, o "céu" que sustenta todo um sistema, mas é a parte menos valorizada. Por isso a poesia termina assim:
"Vou derrubar o céu na madrugada
Quero ver desabar os astros
A lua se sustentar numa jangada".
Grande abraço e obrigado por seu comentário!

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