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Ao apagar das luzes de Montevideo

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Não sei quais luzes a levam...  Seja o vento
Ou seja a noite... talvez pene de  despreparo...
Talvez pene por ter asas demais e liberdade
Que ainda duvida... que ainda ausente.

Ou o tempo... ou  a cegueira... Quem nunca
Ouviu o último tango de Gardel? Talvez
A voz partiu, talvez os ouvidos se tornaram
Moucos... ai Montevideo...

Mas de tanta luz... talvez algum dia padeça
A escuridão... talvez algum dia os poemas
Sejam doces ilusões para sanar os pobres
Corações daqueles que viveram o amor...

Ai Montevideo... ai que pernas a levam
Que só são capazes de levar para lugar
Nenhum... para onde as luzes da velha
Cidade... não podem jamais a iluminar...

Mas Montevideo... de meu velho Uruguay...
Dançaremos um dia enfim os velhos boleros
Das antigas capitais... As luzes das janelas...
A cantiga das flores... as doces serestas...

Um dia a última flor do lácio só terá poemas
Belos, não mais cantará com viola e num
Bordel... os dilemas que o próprio Gardel
Não mais quis cantar... Ah, Montevideo...

Josué Brito


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