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Minhas Pazes (Resposta “Pazes” de Ricardo Reis de 1916)

Procurando seguir
Por caminhos certos...
Procuro acertar no caminho,
No meu destino ou carma
Flores eu Amo,
Apaixonadamente...
E tenho um jardim que me povoa.
Flores...
Rego-as por vezes
Com lágrimas...
Outras...com gotas
De água corrente,
Rosas…tenho sempre
Em minha alma,
Guardadas…
Brancas...se transformam
Quando penso em Iemanjá
Ou Oxalá…
Laranjas amareladas …
Cor de fogo ardente
Quando penso em Oxúm...
Maravilhosa, poderosa,
Tão magnífica que a sinto 
Flamejante de amor...
Beleza espelhadas nas águas
Límpidas do lago de meus olhos.
Verdes e amarelas...
Quando sinto em minha pele
A presença de Iansã...
Mais Lilases que roxas,
Poderosas e profundas
As da maravilhosa Nanã...
Mas quando me lembro de Oxóssi,
Árvores povoam minha
Imaginação…
Pássaros voando,
Corças saltando e,
O sol lá muito longe...
Escondendo seus cabelos
Por detrás dos troncos
Ao longo de todo o horizonte…
Na sombra, fica apenas o medo
A dúvida de não conseguir
Vislumbrar a verdade...
A verdadeira razão
Dos sonhos que me atropelam...
Do amor que me possui…
Da paixão que em mim flui...
Ao riscar numa página
As escritas,
Umas mais espontâneas que outras…
Mas, todas nascidas pela força
Da mesma nascente.
Vivo … sim vivo,
Mas não simplesmente...
Porque nunca me senti
Igual a mim mesma…
Nem mais, nem menos…
Porque não sei viver só,
Nem sei viver acompanhada...
Sou errante...
Procuro incessantemente
O meu lugar...
Suave seria
Poder viver só e acompanhada
Ao mesmo tempo…
Ser grande e nobre
É o meu sonho...
Mas, esse é o destino 
Dos escolhidos
Por dons magníficos...
Que penso não ter.
Viver simplesmente
Também não é fácil
Ou mesmo acessível...
Pois precisava ser capaz
De me deixar levar,
Pela aragem mais leve,
Ao nascer do primeiro luar
De qualquer primavera …
A vida comigo conversa,
Devagar e depressa,
Procura dizer-me,
A cada instante, 
Que os Deuses
Comigo se importam...
Porque, para sua luz,
Sou seu suporte...
E sem o tempo certo
A luz se apagará...
As respostas que procuro,
A missão que tento cumprir,
Ficam por se realizar...
Fica então, necessariamente
No meu coração,
No compasso por ele impresso
Em minha alma...
a dor da imperfeição
E a cada instante está,
O pensamento mais profundo
Dos Orixás...Filhos de Olórum...
"Amai-vos assim como eu vos amo".
Eis porque não sei viver…Simplesmente,
Porque, em mim,
Deus e suas divindades...
Refletem como se pensam…
Em mim, se for digna deles,
Encontram o eco da sua razão...
E o da minha existência!
Porque Deus...sendo Deus
E, seus filhos...seus emissores
Eu ...por certo, serei
Seu pombo correio ou candelabro
Para que a luz divina se perpetue
Além da minha simples vida terrena!


2015 - 29 dezembro.

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3 comments:

Dulce Morais said...

Manuela,
Adorei a metáfora dos "cabelos do sol" :)
Quanto ao pombo correio, é importante não sobrecarregar-lhe as penas para que ele possa voar...
Obrigada pela viagem!
Beijinho!

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

"Vivo … sim vivo,
Mas não simplesmente...
Porque nunca me senti
Igual a mim mesma…"

Manuela sua escrita provocou uma explosão de sentires em minha alma

Claudiane Ferreira de Souza da Silva said...

"Vivo … sim vivo,
Mas não simplesmente...
Porque nunca me senti
Igual a mim mesma…"

Manuela sua escrita provocou uma explosão de sentires em minha alma

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