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Meta-soneto em redondilha maior

Há dois anos e meio publiquei no blogue "Poemas sem Pressa" um soneto chamado "Meta-soneto em redondilha menor". Esse soneto, não sei por que (vai entender a mente humana!) foi um dos mais visualizados no blogue. Motivado por essa estranha constatação, ontem publiquei aqui o mesmo soneto e hoje decidi escrever a sua "continuação". Desejo que se divirtam!


Por outro lado, se escrevo,
não hei de esperar que ninguém,
na estrofe de baixo-relevo, 
em braile (e em russo, também!),

perceba o quanto me atrevo,
 - e até não sei se convém! -
na quinta folha dum trevo,
a pôr sentido no além!

Do além, eu trouxe meu verso
febril, estranho e abusado;
lá, d'onde, louco e disperso,

voltei, sem nem ter chegado.
Por isso, entenda, se verso,
meu verso vem de outro lado...

Gilberto de Almeida
23/01/2016




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1 comments:

Dulce Morais said...

Gilberto,
Há sempre curiosidades estranhas que nos surpreendem, mas aqui não é surpresa que o(s) sentido(s) tragam leituras sensíveis...
Gostei muito da vibração

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