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Meta-soneto em redondilha menor


Quando a gente escreve
parte do que pensa,
quando alguém se atreve,
pouco lhe compensa;

tenta a escrita leve,
tenta a escrita densa,
tenta o que não deve,
sem pedir licença.

Quando, então, termina,
cada um se rende
ao que bem entende;

Eis a minha sina:
- tento ser sincero,
mas querer, não quero!


Gilberto de Almeida

20/07/2012

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2 comments:

Josué da Silva Brito said...

Lindo poema! O primeiro terceto se destaca maravilhosamente por ser marcante! "Quando, então, termina,/cada um se rende/ao que bem entende;". Muito bom poeta!!

Dulce Morais said...

Gilberto,
Há verdades que nem sempre nos agradam... mas os versos sempre nos fazem sentir que é indispensável que assim seja. :)
Adorei!

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