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A maturidade

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Antes mesmo de abriste os olhos,
Quando tu eras ainda filha do ventre
E no ventre se encontrava a carne
E éreis tu e ele as verdades, mesmo
Quando os olhos não te pertenciam
E tudo que tivesse visto fosse nada
Mais que turgidez...

No dia em que vieste do pó e
Tu se fizeste ser do nada... Lá
Estava aguardando languido na
Clepsidra, como se um dia o tempo
Passasse.

O amor, que te toca hoje a face
E se entranha no teu próprio
Ventre e te conhece cada aleivosia
E entrega ao mar cada um de teus
Pecados, esperava-te e já existia
Como se teu âmago fosse feito
Para amar.

O coração que te não pertencia
Na primavera primeira despertava
Então ao fulgurante pálio do dia 
E dissesse pela vez única o que
Acreditava ser amor.

Todavia, o sentir te assistia antes
Mesmo de tu desprenderes o sorrir
Na vida fora das vísceras... cultivava-te
Feito videira para que quando viesse ao
Solo a flor da figueira já tivesse fecundo
O teu coração.

Acompanhar-te-á a essa e velará o
Corpo para que se diga eterno. E levará
Consigo a alma do fiel amante, como
Pombas vós partireis a evo na mesma
Quimera que criara o amor.

Poeta Josué Brito 

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2 comments:

MARY said...

Que lindo, Josué!!! Vc está de Parabéns!!! Mary Am Chef

Luiza De Marillac Bessa Luna Michel said...

Lindo poema querido amigo Josué, de uma beleza exuberante!!! Luiza De Marillac Bessa Luna Michel

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