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Todo dia é natal


Quando eu morrer, uma parte imaginária de tudo isto
desvanecerá.
Com o corpo, perecerão 
todas as coisas efêmeras que fiz.

O que restar, em meio à aparente desolação,
nascerá das sementes de eternidade
que porventura
eu tiver plantado.

Quando eu morrer, 
no entanto, 
uma parte significativa de tudo isso
renascerá.
Porque, para o espírito, 
todo dia é natal!

Gilberto de Almeida
30/11/2016


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