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Do poeta ao poeta

Morreste...
Pintaste sonhos,
Pintaste este,
Mas não viera o sol...

Tua mão infame
E ímpia,
Mãos
De sofrimentos
Domados...

Morreste de sonho,
Morreste da morte
Que mataste só...

Mas não morreste
De outra morte se não
Da tua...

Morreste de verso,
Morreste reverso e do
Avesso...

Morreste desnudo de honra,
Morreste vestido de roupa...
De tantos pobres versos
Escondidos, morreste entalado.

Morreste de mares que
Decoraras de beleza...
Mas afinal morreste
De tanta vida.


Josué Brito 

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De tanto amar, deixo-te partir

























Eu não sei dizer adeus, nem sei que palavras
Podem mais machucar... eu só aprendi, eu só
Sei te amar. Talvez seja até egoísmo, mas como
Posso querer a outro se não a ti...

Em meus sonhos mais escondidos...
Em minha vida mais colorida, foste tu, em
Meus dias e em minhas noites, o amor
Mais lindo que eu poderia ter...

Eu bem queria, mas eu sofro por saber
Que só posso adiar... Dizer adeus também
Faz parte do amar, afinal o meu eu prefere
Hoje sofrer do que saber que quem sofre
Por não poder eu realizar teus sonhos... é ti.

Eu muito te amo, todos os anos que passamos
Juntos já sabem... todos os amigos, todos os
Copos e todos os bares, sabem do amor, porém
Eu tenho que te dizer um grande adeus...

E se um dia, se de novo o destino nos colocar
Lado a lado, seremos apenas um doce retrato...
A imagem de um adeus que pôs fim a um 
Grande amor... Seremos dois... um dia fomos paixão.


Josué Brito

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Dizeres à primavera

Sabe o tempo, vento que passa tão lento...
Hoje para mais uma árvore de primavera...
Contei meus sonhos tão profundos, pertencem-te
Também, amada, todos os dilúculos do mundo
E todas as rosas ainda não plantadas...

Com a lua que de longe mira, perdida na
Mais profunda das nevoas... Eu conversei
Tão profundo, conversei verdades tão
Secretas e coisas que só tu sabes bem.

E disse sorridente... as coisas que esqueço,
E disse mais feliz as coisas que nos pertencem...
E foi tão belo que pareceu chover, mas era
Vento, era saudade profunda... Amei-te vendo
A lua, vendo a face refletida, era tua... Pertencia-te.

Sabe... O amor é tão profundo, mas o amor às vezes
É mudo, o meu não, o meu vocifera e não se cala.
A face na lua que era tua, não era, as estrelas
Que foram por um segundo de amor... foste tu
Meu céu, és tu animal, amo tanto na lua te ver.


Josué Brito 

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Para Lésbia

Imagem da Web

















Vivamos, minha Lésbia, e nos amemos
Que os rumores dos senis velhos
Todos não nos passem de centavos!
Os sóis podem se fazer poentes e alvoradas
Mas a nós, quando se esvai a breve luz,
Dormência perpetua resta.
Dá-me mil beijos, e em seguida cem,
E após mais mil, e mais cem.
E logo depois mais mil, e outros cem.
Então, quando já se fizerem milhares,
Esqueceremos a medida de todos, para que
Os que invejem nenhum mal nos faça,
Visto que não saberão quantos foram.

CATVLVS


Tradução: Brito, Josué. 2015. 

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Cantilena

Josué Brito 
Por instante solitário, por instante sozinho,
Gostaria de me confundir com tua face e ser
O arrebol que se reflete nas alvas faces tuas.
Alhures de tua florescência das luzes tão
Distantes, no teu sol reflete os olhos que
Te veem em doce na primavera incessante.

Segredado em teus lábios o sorriso de todos
Os risos... um pedaço esculpido de todos teus
Arroubos, um dilema a ser desvendado... Um
Luzir tão amado... escondido em cada canto
De teus doces céus um pedaço de paixão.

Escondas os dislates que ainda tenhas, não
És feito anjo, já que não surgiste abraçada
Em inalcançável sensibilidade aos prantos
Humanos, mas tão próximas das veleidades
Que tem todos os planos e de todos os amores
Que tem todos os poetas, tu és mais.

Tu és no fim, estrela sem fim de um poeta,
Um brilho estrépito as utopias tantas...
Deveras do dilúculo és dono, mas mais
Te pertente a canção, te pertence à música,
Os olhos de ti fazem submissos... És o verso,
De um o tempo que só existe em nós. 

Josué Brito 

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Nos sonhos, eu te encontro






















Quando meus olhos se fecham,
Em pálido sonho e em plácido
Encanto mergulha minha mente...
Encontro em minhas veleidades
Todas as realidades que vivo contigo.

Meus pés se enchem de brilho
E então caminho entre as galáxias...
Todas elas tão próximas e tão
Amigas... É lá onde te encontro,
Fulgurante e cheia de glória...

Encantado com os olhos que como
Sóis te iluminam a face, tampo
Meus olhos, pois não se fazem
Dignos de ver teus emblemas, te
Amo apaixonado e me entrego
Tão prontamente quanto me queiras.

Estreladas que não falam, mas que
Murmuram por um instante
Bradam veementes no interior
Do meu corpo... como relógio desesperado
Pelo atraso das horas... meu peito
Palpita em descompasso, simplesmente
Entendes e sabes quanto eu te amo,
Acordado e no sonho...


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Coleção

























Se vissem os olhos cegos e se os ouvidos moucos
Ouvissem por um instante
Os sentimentos tantos que guarda o peito
Meu, que dor sente e que saudade sente e
Que amor sente...

Poucas são ao mesmo que são imensuráveis
As anuviadas declarações que são minhas,
Que são tuas... e que te buscam para o
Encontro com as palavras... Ganham sentidos
Os versos tão apaixonados.

Para fazer um afago constante, num eterno tão
Relativo... o profundo interior tão discreto, como
Gostaria que o raio de luz que te faz tão altiva,
Fosse por um instante tão próximo...

Não é de mim invenção nem tão pouco me pertence,
Se a expressão eu te amo, todavia não existisse,
Eu inventaria, faria uma coleção de amores tão próximos
E distantes para te dizer... Para te amar eternamente.


Josué Brito 

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August IX

Não foi festa, foi a fantasia
Da ilusão bem vestida... Luzes
Incendiárias no plenilúnio guardado
No peito que se fez de incontido.

Belas formas translúcidas dos olhos
Saltitando colorindo de selva
A quietude tão finita... para a
Serenidade esquecida se apaixonar.

Pela visão primeira, incansáveis
Jardins floresceram... era um novo
Dia, mais não apenas um dia, fizeste
Para a vida uma nova face...

Foi beleza, foi o céu que se enchia
De claridade... Houve luz de uma centelha
Tão pequena, surgiu o sol e nunca mais
O amor deixou de brilhar.


Poeta Josué Brito  

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Poema do amigo

Imagem da Web






















Mentes para mim, eu sei. Vês com os olhos
Mais bonitos. Não concordas, podes dizer,
Mas apoias as loucuras do viver... És
O colo das lágrimas, o sorriso para sorrir.

Tu és a vida que espera o mundo mais
Feliz... Das contas que o dedo não faz,
Tu és a doce amizade... Não sei mais
Como era a vida antes de ti.

Ah como sofre todos nós... todavia  dividir
Manias e dramas contigo, faz o
Mundo mais feliz e a tristeza
Menos sozinha...

Ouves com o silêncio falado e com as
Falas silentes. Para acalentar as infelicidades
Tantas que existem nesta vida, basta
Apenas que ouças e já fazes bem...

Quantos invernos são frios... quantas
Areias no céu. Posso contar contigo,
Podes contar comigo... É assim, até
O fim, toda amizade é para sempre.


Josué Brito

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Nos sonhos, eu te encontro

Quando meus olhos se fecham,
Em pálido sonho e em plácido
Encanto mergulha minha mente...
Encontro em minhas veleidades
Todas as realidades que vivo contigo.

Meus pés se enchem de brilho
E então caminho entre as galáxias...
Todas elas tão próximas e tão
Amigas... É lá onde te encontro,
Fulgurante e cheia de glória.

Encantado com os olhos que como
Sóis te iluminam a face, tampo
Meus olhos, pois não se fazem
Dignos de ver teus emblemas, te
Amo apaixonado e me entrego
Tão prontamente quanto me queiras.

Estrelas que não falam, mas que
Murmuram por um instante
Brandão veemente no interior do
Meu corpo... Como relógio desesperado
Pelo atraso das horas... Meu peito
Palpita em descompasso, simplesmente
Entendes e sabes quanto eu te amo.


Poeta Josué Brito

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Idílio de um poeta míope




















Se enxergo...  não imagino...
O que não vejo, jamais atino...
Tudo passa entre fantasia... todos
Não passam de melancolia...
Todos os sorrisos são óculos
Para se ver as almas tardias..
Não sei se são míopes os olhos
Ou são cegas as mãos.

Longe, sozinho, no meio do mato...
De fato só vejo breu... os olhos
São míopes... a vida é cega...
Mas o amor é visível...
Pelos teus olhos, eu vejo... 

Josué Brito 

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Em teu coração, canção mais bela



























Nos olhos marejados, esperança...
Um pouquinho de criança...
Um jeito doce de mulher...

Na boca tua, todos os versos...
Na alma tua, múltiplos universos...
Sem ti não posso viver...

Mora na alvura da tua pele,
O doce de todos os meles...
És a deusa de toda ilusão...

Descompassadas canções mudas...
Em ti tudo muda...
Nenhum ontem hoje pode ser...

Os teus apertados abraços,
Oh como esperam os meus braços...
Meus versos são para ti...

Vejo de teus olhos doce vida...
Manda em minhas idas e vindas...
Em pensamento agora estou contigo...
Tu que és meu paraíso... 
Do viver único sorrir...


Poeta Josué Brito

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Tudo em ti



























Não sei se vejo um rio, não sei se
Vejo teus olhos... Sinto-te no vento...
Sei que te respiro... Vejo-te intocável
Pairando silenciosa sobre uma duna.

Não sei se é céu ou se é uma extensão
Tua... Não sei mensurar estrelas, outrossim,
Não sei medir de forma humana a tua
Perfeição...

Vejo-me perdido. Não sei o que é a
Vida, só sei o que tu és... E isso
Me basta. Sei que és e sei que em
Tudo muito te amo...

Não sei o que são palavras... só sei
Que os meus versos são teus... desde
A ponta do lápis até o rubro sangue
Que arde... tudo possuis...


Josué Brito 

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Soneto de amor desesperado


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E se amanhã....


E se amanhã....

A nossa imaginação é, por vezes, despertada em situações curiosas.
Num banco de pedra, foi escrita uma mensagem por um autor desconhecido e a pergunta foi feita: “E se amanhã o sol não nascer?”
Bastou uma foto dessa curiosa mensagem e um desafio aos autores deste vosso Tubo de Ensaio, para que surjam da imaginação de cada participante a iluminação de cada personalidade.



Isa Lisboa

O que faria hoje se soubesse que amanhã o sol não vai nascer?”

Parava tudo que estivesse a fazer e ia ver o último pôr do sol, de olhos bem abertos e alma mais ainda, para reter tudo, tudinho, desse último espectáculo!

E... como não sei se amanhã haverá outro... Até amanhã, vou até ao mar, ver o sol a pôr-se!


Ronaldo Savazoni

E se o Sol amanhã não nascer?
A vida não teria cor...
As flores seriam só flores...
Não haveriam rosas, nem lírios amarelos
Nem agapantos azuis e brancos...
Nem minhas árvores seriam verdes...
Mas apenas sombras de arvores verdes...
Eu não seria mais o que sou...
Apenas uma sombra do que já fui...
A vida... A vida seria apenas uma sombra de existir!

Mochiaro

Na previsão autônoma dizeres anunciam a ausência do Astro Rei.
Frio, o dia, torna rígido os sentimentos;
tal qual os dizeres na fria pedra.
Cumpre-me armazenar o que temos em reserva.
Participar, compartilhar, ofertar
o que é intensamente valioso
em cada um de nós.

"O CALOR HUMANO"

Josué da Silva Brito

Se o sol não nascer amanhã

Não andaria passos, correria pensamentos...
Procuraria entre teus braços... alento...
Iria atrás da luz verdadeira, pois o sol é só uma
Centelha perto do que sinto a teu lado...

Claudiane Ferreira

Gilberto de Almeida
Maná

Se o sol não nascesse amanhã,
o que pensar?

???

Sinceramente?

Eu  não me preocuparia:

pois nessa fartura de estrelas
- que é o universo! -
onde o sol é apenas um grão de areia,
Aquele que nos dá o pão
não deixaria faltar fermento!

Carlos Neves

O que faria hoje se soubesse que amanhã o sol não vai nascer ?
Quando o dia termina
O que vem é a aurora
Mas se o sol não nascer
O amanhã nem vai ser.

Quando o sol se por
Adormeço com ele
Vou entardecer
Mas dormir nem pensar.

Contando as horas
Eu vou vigiar
Esperando a aurora
O dia raiar.

Aleluia, aleluia!

Mas se acaso não vir
Não conte comigo
Pois que adormecido

De tanto chorar
Só abro meus olhos
Quando ele chegar.

"E se quiser saber

Pra onde eu vou
Pra onde tenha Sol
É pra lá que eu vou"


Sandro Ernesto

Último suspiro
Carregaria no colo meu amigo,
para a overdose de vitamina D.
Nossa sombra de relógio solar,
marcaria o tempo de agradecer.
Passaria filtro com tanto zelo,
deixaria-o afrodescendentar.
Com uma lupa filtraria um raio
e uma fogueira faria levantar...
Para que quando o sol se puser,
se por acaso for último suspiro,
na noite aqueça meu coração,
num luau de sol do teu sorriso.

Dulce Morais

Memória da Luz
Do Astro Rei fugido
Hoje: Esperança

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Soneto de enlevo da amada

Imagem da web


















É preferível chorar uma pétala
A uma lágrima provocar em uma flor...
É previsível que se possa mover
Universos quando se tem verdade...

Tocar o intocável e conversa na
Mesma língua com todos os bichos...
Cantar a mesma lira a fazer-se
Sempre mais encantado...

É fatal quando o amor invade
Que o coração se faz em chama...
É fácil dizer que os poemas são poucos...

Encontrar nas estrelas o abrigo
Desejado... como viver se não em função
Daquela que é eterna.

Josué Brito 

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O amor é...

















"É ver na finitude o motivo
Da eternidade... amor é esquecer
Os segundos e tratar cada
Instante como único momento...
Amor não se resume a juras
Ou afirmações fugazes... amor
É querer completar e completando
Sentir-se completo... "

Brito, Josué. In Tomo I - Ab Ovo - Duzentos e setenta versos de amor eterno


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Doce Jeito de Querer
























Quero-te linda nos meus braços,
Quero que surjas do nada feito vento.
Quero que finjas que sou completo
E que não importas com meus erros
E inconsequências. Quero o parco
Espirito que modela os teus silenciosos
Desejos tomando conta dos meus
Anseios mais secretos...

Quero-te aqui, querido, materializado
Não somente tua figura imaginada e distante
Teu rosto quero tocar
Teu amor quero sentir e
Real tornar esse sentimento que me consome
Por inteiro, cada parte do meu ser
Indefeso, sem te ter aqui comigo

Quero que sejas presente na ausência
E quente nas noites de inverno,
Quero-te como sol e como lua.
Tu és tão bela e tão magnifica,
Não quero de ti a espera... Quero
Tua vinda mais célere e completa
Hoje ainda... como se não houvesse tempo

Galope, ó tempo!
Traga meu amor em tuas costas invisíveis
Derribe as montanhas que nos separa
E faça florescer fulgurosas pétalas delicadas
Que tracem o caminho até meu amado
Não me mate, ó magnífico tempo
Até que eu esteja com ele face a face
E até que tua boca toque a minha
E tuas mãos delineiem meu corpo,
Com amor e saudade, como eternidade.

Josué Brito e Amanda Santos 

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Soneto de desejo

Tua face atordoa minh' alma...
E tira-me a calma...
E enlouque meus olhos que te desejam...
Todos os cantos do meu corpo te almejam...

Espécie grotesca de desejo...
Que implora o último beijo...
Quero me conjugar com tua alegria.
Saltitam anjos com tu que és meu dia...

E a noite consuma a alma
E leva consigo a calma...
De uma suposta utopia...

E no fim eu vejo...
Que não foi um gracejo...
Agora é amor e alegoria...

Josué Brito e Jhordany Siman 


 
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Aos Cravos

Celeste Caeiro - Imagem da Web - "Celeste do Cravo"















Se não puder tirar da boca o pranto vencido,
Incontido nas amarguras da própria querença...
Se não puder levantar minha própria bandeira
E ter a liberdade de errar sem ser condenado...

Caso não se possa cantar as próprias canções
Que digam as verdades ou até mesmo as mentiras,
Desde que me convençam... se não puder bailar
Sozinho sem bailar com ninguém...

Correr sem olhar o rumo e afirmar que existem
Imensos caminhos... dizer que todas as verdades
São invenções e que a história não passa de opinião
De alguém que desmanda o próprio mando...

Graças aos cravos guerreiros, hoje a liberdade
Habita em todo Tejo há um desejo e o poder
De dizer que se pode viver a própria vida...

Nos vermelhos daquele sangue...
De 1975... a memória ainda guarda a felicidade
Da luta, pois só vale o grito lutado... o grito
Libertado do grande Portugal mais que
Querido...

A minha sincera homenagem a todos os amigos lusitanos, que há 40 anos deram ao mundo um grande exemplo da força que possui o povo e como uma revolução pode ser realizada sem se derramar uma gota de sangue! Viva a Revolução do Cravo! E viva Portugal!!! 

Josué Brito 

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