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| Arte: Claudiane Ferreira |
Sem Estratégia
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Dulce Morais,
Poema
Sem Estratégia
Quero escolher as palavras
Que te dirão o quanto conta
Cada uma que é dita
Além do sentir que desperta.
Quero escolher uma nota
Que toque música no peito
No acordo de cada vibração
Por cada sílaba pronunciada.
Quero escolher a mensagem
Que te dirá a verdade
Do poder que as palavras exercem
Só o sentir não tem idade.
Dulce Morais
Esta publicação foi inspirada pela crônica da colega e amiga Claudiane Ferreira que podem conferir aqui: As palavras exercem poder em sua vida?
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Se Eu Soubesse
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Jessica Morgan,
Poema
que acabaria tão rápido,
teria vivido tudo de uma vez.
Se eu soubesse
que o tempo
nunca mais seria o mesmo,
que as pessoas seriam outras,
que eu seria diferente,
teria aproveitado
o que eu tinha,
naquela hora,
naquele lugar,
naquele tempo.
Se eu soubesse
que sorrir era melhor que chorar,
que amar era melhor que odiar,
que ouvir era melhor que falar,
teria chorado menos por odiar palavras ditas.
Se eu soubesse
que ter amigos era tão bom,
teria feito amizade com meus inimigos.
Se eu soubesse
como era bom amar,
teria amado antes,
amado mais.
Se eu soubesse
que antes de desistir,
era preciso ter tentado,
assim o teria feito.
Se eu soubesse,
que a vida era tão cheia de promessas,
teria as feito serem cumpridas,
antes de partir.
Por: Jéssica Morgan
Só vendo pra crer!
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Gilberto de Almeida,
Poema
tem Religião
e
Tem religião...
Tem religião...
Justificava-se o pregador -
que vendia o reino dos céus -
a um pobre que estava pregado:
"- só vendo pra crer!"
Ainda bem que eu também vi:
- só vendo pra crer!
Gilberto de Almeida
19/09/2013
Trovejou
Trovejou
Era escuridão, era chuva, era neblina
Abrigo daquela briga
Sem sentido
Veja coração, mesmo no breu
Enxerguei você. Clareou
Como um trovão que destrói
Tudo que é treva
Aquilo que não nos interessa
Te abraço
Tempestade findou
Brasil
Esta poesia escrevi em 2012 para o livro Ripples: Anthology of Brazilian an Filipino Literary Works (Ressonância: Antologia Literária entre Brasileiros e Filipinos - Volume I) de nome Poetry Essay (Poesias e Ensaios), num trabalho de união cultural entre as cidades de Itatiba-SP e San Pedro-Laguna.
JGCosta
Brasil
Nunca vi um povo mais hospitaleiro
Do que esse meu amado brasileiro
Na alegria estão de janeiro a janeiro
Apesar das mazelas do dia primeiro
Que se repetem até o 31 derradeiro
Talvez o amor que realça nossa gente
Seja o elo mais forte de toda a corrente
Da paz que permeia o nosso ambiente
Que busca justiça para todo o inocente
Sobrevivendo entre a seca ou a enchente
Herdou do exterior uma cultura sem igual
Variado ao extremo dependendo do local
Moda de viola som de raiz até o toque do berimbau
Procissões de fé mista a beleza do carnaval
Qual nação tem tanta diversidade cultural?
Porém dizem lá fora que a nossa sociedade
Ainda não tem nenhuma real identidade
Deixa-se levar por todo tipo de leviandade
Mas sei que isso não corresponde à verdade
O que sobra no Brasil é o excesso de bondade
Veja como agimos quando uma calamidade
Vem quase a destruir a mais simples cidade
Os brasileiros se unem na mais pura bondade
E aí não importa a etnia, não existe vaidade
Somos todos irmãos unidos na solidariedade
"Formato"
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Claudio Castoriadis,
Poema
Nomear um objeto é tomar para
si algo que poderia ser de tantos. No caso de um poema sem título a graça
consiste em pouco a pouco desvendar aquilo que não foi pensado. Não possui
título? Essa é a ideia. O que já é suficiente para inseri-lo no encanto da
poesia moderna, como afirma Mallarmé. No caso desse pequeno, ou seria muito
pequeno?, Fiz questão de nomear o que se esconde nessas três linhas:
Por Claudio Castoriadis
Imagem: fonte web
As palavras exercem poder em sua vida?
Cíntia demorou mais tempo do que as outras crianças da mesma idade para falar. Alguns familiares chegaram a cogitar que fosse muda, que tivesse língua presa... Sua tia avó recolheu gotas da primeira chuva do mês de janeiro, colocou-as em uma casca de ovo e deu para a pobrezinha beber, e nada. Esta simpatia não deu muito certo.
Não sei quando a mesma começou a falar, mas o que consta é que quando começou a tagarelar, não parou mais.
Cíntia, garota esperta , alegre, crescia e tagarelava.
Uma vez, lá ainda na adolescência, recebeu um bilhete de um namorado que dizia assim: cinzeiro ambulante, você não acha que já está crescidinha para ficar de blá, blá, blá , blu, blu, blu...? Não entendeu nada ou melhor só a parte do cinzeiro... Resolveu encarar e perguntar o que significava blá, blá etc... Ficou surpresa ao saber que atropelava as palavras, que muitas vezes ficava ruim mesmo acompanhar seu raciocínio. Choque geral na garota.
Cíntia fez reflexões e com ajuda do namorado chegou a conclusão que o que acontecia com ela era muito parecido com aquela brincadeira chamada telefone sem fio.
Sabe qual é? Aquela brincadeira que o 1º da fila cochicha no ouvido da pessoa mais próxima uma palavra ou frase. Este faz o mesmo com o seguinte, e assim por diante... e o último diz em voz alta o que entendeu, geralmente bem diferente do que o 1º falou.
Só que era um telefone sem fio entre seu pensamento e a verbalização (pensava bem rápido e não conseguia verbalizar com a mesma intensidade).
Com ajuda dos amigos começou a domar, treinar, organizar enfim cuidar de sua comunicação. Hoje é uma conceituada publicitária.
Você poderá estar se perguntando onde eu estou querendo chegar com todo este meu blá, blá, blá.
Respondendo:
Pensar no que se fala, ao mesmo tempo em que você diz, causa uma confusão enorme para quem tenta escutar você. A comunicação começa em si, mas é processada na mente de outra pessoa.
Outro fator, o que importa não é apenas o que você diz ou escreve, mas o que a outra entende do que foi dito. Tudo muito simples na teoria. Na prática, porém, a situação pode se complicar muito. Isso ocorre por conta das experiências ou estados emocionais do ouvinte que pode pintá-la ou não.
Claudiane
Confira abaixo o poder que as palavras exercem.
Haicais - Estátuas Vivas de Tomar
equilíbrio
concentração e força
palmas pra eles
1º lugar - Cátia Ferreira e Hugo Almeida.
Quadro 20 - Farsa de Inês Pereira, Gil Vicente
homem e mulher
calor e glamour
atraem olhares
atraem olhares
2º lugar - Guilherme Ferreira e Patrícia.
Quadro 12 - Rimas, Bocage
dia ensolarado
beijo e arte
manjar dos deuses
beijo e arte
manjar dos deuses
3º lugar - Anni Katajamaki e Sérgio Fonseca.
Quadro 8 - Os Lusíadas (Pedro e Inês)
Imagem e informações:
Se ficou apaixonado por essas estátuas não deixe de visitar o blog e assistir ao vídeo (produzido por Dulce Morais), cujo link encontra-se abaixo:
Um estudo (leve) sobre pontuação gráfica e semântica
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Gilberto de Almeida,
Poema
Não seja leve. Não! Se leve ao pé da letra...
Não seja leve, não! Se leve, ao pé da letra!
Não! Seja leve! Não se leve ao pé da letra.
Não! Seja leve! Não se leve ao pé da letra.
Não! Seja leve: não se leve! Ao pé da letra!
Não seja; leve! Não, se leve, ao pé da letra...
Não! Seja! Leve, não. Se leve... ao pé da letra!
Gilberto de Almeida
16/09/2013
Inspirado em um trecho de "Consertando uma Estrela", de Cláudio Castoríadis
Sobre o amor apaixonado
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Gilberto de Almeida,
Poema
que acontecem na vida de todo mundo,
em que você está sentado num bar,
tomando uma cerveja,
comendo uma carne seca com aipim
e, de repente, bate aquela vontade
de escrever um poema sobre o amor apaixonado?
de escrever um poema sobre o amor apaixonado?
Pois é...
Não é de noite
e não acontece na vida de todo mundo
e também
Não é de noite
e não acontece na vida de todo mundo
e também
não me sento em bares,
não tomo cerveja,
não como carne
e nada tenho a dizer sobre o amor apaixonado!
e nada tenho a dizer sobre o amor apaixonado!
Pelo menos escrevo poemas!
Gilberto de Almeida
16/09/2013
Gilberto de Almeida
16/09/2013
Consertando uma estrela.
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Claudio Castoriadis,
Poema
Não me leve tão a
sério,
Nem para outro
lugar,
Seja leve não se
leve ao pé da letra.
Leve como a brisa
que voa circulando pelo quintal
Leve feito o corpo
que veste a roupa pendurada no varal
Leve somente o
necessário, os dias, um pouco do tempo da vida inteira
Deixe apenas o
ponteiro do relógio invisível que aponta para noite
Consertando uma estrela.
Por Claudio Castoriadis
Imagem: fonte web
Roto...
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Cris Campos
A SOMBRA DA LUZ por Danka Maia
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Danka Maia,
Poema
Anita
e Amália viviam numa ilha.
Sós
não, tinham a vista.
Amália
amava a vida.
Anita,a
vida de Amália.
Amália
apreciava cores e sabores,
Anita
os dissabores dessa conquista.
Amália
queria o céu,
Anita
o véu caso ela não conseguisse.
O
tempo esvaia entre elas,
Como
as altas da maré,
Ora
revoltas, ora de bem-me-quer,
Amália
via um mundo arfante em tudo,
Anita
via o mesmo mundo, mudo.
Onde
Amália via coqueiros, beleza e luz.
Anita
queria seus olhos, sem tentar ver a própria força que a conduz.
Anita,
Amália.
Amália
vivia. Anita via.
Sem
entender que há segredos ,
Que só o tempo e a experiência,
Instrui,
exprime,mostra, ensina.
Que
na sorte da vida cada um tem seu brio,
Sua
seiva, sua história e sua lida,
O
que a moça não alcançava, não compreendia,
Que
jamais seria a outra,
Pois
para ser Amália não podia ser Anita.
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