Powered by Blogger.
RSS

Sem Estratégia

Arte: Claudiane Ferreira


Sem Estratégia

Quero escolher as palavras
Que te dirão o quanto conta
Cada uma que é dita
Além do sentir que desperta.

Quero escolher uma nota
Que toque música no peito
No acordo de cada vibração
Por cada sílaba pronunciada.

Quero escolher a mensagem
Que te dirá a verdade
Do poder que as palavras exercem
Só o sentir não tem idade.

Dulce Morais

Esta publicação foi inspirada pela crônica da colega e amiga Claudiane Ferreira que podem conferir aqui: As palavras exercem poder em sua vida?

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Se Eu Soubesse


Imagem da web



Se eu soubesse
que acabaria tão rápido,
teria vivido tudo de uma vez.
Se eu soubesse
que o tempo
nunca mais seria o mesmo,
que as pessoas seriam outras,
que eu seria diferente,
teria aproveitado
o que eu tinha,
naquela hora,
naquele lugar,
naquele tempo.
Se eu soubesse
que sorrir era melhor que chorar,
que amar era melhor que odiar,
que ouvir era melhor que falar,
teria chorado menos por odiar palavras ditas.
Se eu soubesse
que ter amigos era tão bom,
teria feito amizade com meus inimigos.
Se eu soubesse
como era bom amar,
teria amado antes,
amado mais.
Se eu soubesse
que antes de desistir,
era preciso ter tentado,
assim o teria feito. 
Se eu soubesse,
que a vida era tão cheia de promessas,
teria as feito serem cumpridas,
antes de partir.






Por: Jéssica Morgan

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Só vendo pra crer!



tem Religião
 e 
Tem religião...

Justificava-se o pregador - 
que vendia o reino dos céus -
a um pobre que estava pregado:

"- só vendo pra crer!"

Ainda bem que eu também vi:

- só vendo pra crer!


Gilberto de Almeida
19/09/2013




  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Trovejou




Trovejou
Era escuridão, era chuva, era neblina
Abrigo daquela briga
Sem sentido
Veja coração, mesmo no breu
Enxerguei você. Clareou
Como um trovão que destrói
Tudo que é treva
Aquilo que não nos interessa
Te abraço

Tempestade findou

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Brasil

Esta poesia escrevi em 2012 para o livro Ripples: Anthology of Brazilian an Filipino Literary Works (Ressonância: Antologia Literária entre Brasileiros e Filipinos - Volume I) de nome Poetry Essay (Poesias e Ensaios), num trabalho de união cultural entre as cidades de Itatiba-SP e San Pedro-Laguna.
JGCosta




Brasil


Nunca vi um povo mais hospitaleiro
Do que esse meu amado brasileiro
Na alegria estão de janeiro a janeiro
Apesar das mazelas do dia primeiro
Que se repetem até o 31 derradeiro

Talvez o amor que realça nossa gente
Seja o elo mais forte de toda a corrente
Da paz que permeia o nosso ambiente
Que busca justiça para todo o inocente
Sobrevivendo entre a seca ou a enchente

Herdou do exterior uma cultura sem igual
Variado ao extremo dependendo do local
Moda de viola som de raiz até o toque do berimbau
Procissões de fé mista a beleza do carnaval
Qual nação tem tanta diversidade cultural?

Porém dizem lá fora que a nossa sociedade
Ainda não tem nenhuma real identidade
Deixa-se levar por todo tipo de leviandade
Mas sei que isso não corresponde à verdade
O que sobra no Brasil é o excesso de bondade

Veja como agimos quando uma calamidade
Vem quase a destruir a mais simples cidade
Os brasileiros se unem na mais pura bondade
E aí não importa a etnia, não existe vaidade
Somos todos irmãos unidos na solidariedade

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

"Formato"



Nomear um objeto é tomar para si algo que poderia ser de tantos. No caso de um poema sem título a graça consiste em pouco a pouco desvendar aquilo que não foi pensado. Não possui título? Essa é a ideia. O que já é suficiente para inseri-lo no encanto da poesia moderna, como afirma Mallarmé. No caso desse pequeno, ou seria muito pequeno?, Fiz questão de nomear o que se esconde nessas três linhas:



 

Por Claudio Castoriadis
Imagem: fonte web

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

As palavras exercem poder em sua vida?






Cíntia demorou mais tempo do que as outras crianças da mesma idade para falar. Alguns familiares chegaram a cogitar que fosse muda, que tivesse língua presa... Sua tia avó recolheu gotas da primeira chuva do mês de janeiro, colocou-as em uma casca de ovo e deu para a pobrezinha beber, e nada. Esta simpatia não deu muito certo.

Não sei quando a mesma começou a falar, mas o que consta é que quando começou a tagarelar, não parou mais.

Cíntia,  garota esperta , alegre,  crescia e tagarelava.

Uma vez, lá ainda na  adolescência, recebeu um bilhete de um namorado que dizia assim: cinzeiro ambulante, você não acha que já está crescidinha para ficar de blá, blá, blá , blu, blu, blu...? Não entendeu nada ou melhor só a parte do cinzeiro... Resolveu  encarar e perguntar o que significava blá, blá etc... Ficou surpresa ao saber que atropelava as palavras, que muitas vezes ficava ruim mesmo acompanhar seu raciocínio. Choque geral na garota.

Cíntia fez reflexões e com ajuda do namorado chegou a conclusão que o que acontecia com ela era muito parecido com aquela brincadeira chamada telefone sem fio.


Sabe qual é? Aquela brincadeira que o 1º da fila cochicha no ouvido da pessoa mais próxima uma palavra ou frase. Este faz o mesmo com o seguinte, e assim por diante... e o último diz em voz alta o que entendeu, geralmente bem diferente do que o 1º falou.

Só que era um telefone sem fio entre seu pensamento e a verbalização (pensava bem rápido e não conseguia verbalizar com a mesma intensidade).

Com ajuda dos amigos começou a domar, treinar, organizar enfim cuidar de sua comunicação. Hoje é uma conceituada publicitária. 

Você poderá estar se perguntando onde eu estou querendo chegar com todo este meu blá, blá, blá.

Respondendo:

Pensar no que se fala, ao mesmo tempo em que você diz, causa uma confusão enorme para quem tenta escutar você. A comunicação começa em si, mas é processada na mente de outra pessoa.

Outro fator, o  que importa não é apenas o que você diz ou escreve, mas o que a outra entende do que foi dito. Tudo muito simples na teoria. Na prática, porém, a situação pode se complicar muito.  Isso ocorre por conta das experiências ou estados emocionais do ouvinte que pode pintá-la ou não. 

Claudiane


Confira   abaixo o poder que as palavras exercem.





  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Poema cebola (ou "No âmago da coisa")


Gilberto de Almeida
18/09/2013



  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Uma pena


Gilberto de Almeida
17/09/2013



  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Haicais - Estátuas Vivas de Tomar


                                                                    





           equilíbrio

      concentração e força

      palmas pra eles



1º lugar - Cátia Ferreira e Hugo Almeida.

Quadro 20 - Farsa de Inês Pereira, Gil Vicente




    
                                                                                                              
                homem e mulher
 
          calor e glamour

          atraem olhares

 

 
2º lugar - Guilherme Ferreira e Patrícia.
                                                              
                                                                                           Quadro 12 - Rimas, Bocage




 dia ensolarado

 beijo e arte

 manjar dos deuses
                                                                                                               


 
 
3º lugar - Anni Katajamaki e Sérgio Fonseca.
Quadro 8 - Os Lusíadas (Pedro e Inês)

Imagem e informações:


Se ficou apaixonado por essas estátuas não deixe de visitar o blog e assistir ao vídeo (produzido por Dulce Morais), cujo link encontra-se abaixo:

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Um estudo (leve) sobre pontuação gráfica e semântica


Não seja leve. Não! Se leve ao pé da letra...
Não seja leve, não! Se leve, ao pé da letra!
Não! Seja leve! Não se leve ao pé da letra.
Não! Seja leve: não se leve! Ao pé da letra!
Não seja; leve! Não, se leve, ao pé da letra...

Não! Seja! Leve, não. Se leve... ao pé da letra!

Gilberto de Almeida
16/09/2013

Inspirado em um trecho de "Consertando uma Estrela", de Cláudio Castoríadis


  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Sobre o amor apaixonado



Sabe aquelas noites
que acontecem na vida de todo mundo,
em que você está sentado num bar,
tomando uma cerveja,
comendo uma carne seca com aipim
e, de repente, bate aquela vontade 
de escrever um poema sobre o amor apaixonado?

Pois é...
Não é de noite
e não acontece na vida de todo mundo

e também
não me sento em bares,
não tomo cerveja,
não como carne
e nada tenho a dizer sobre o amor apaixonado!

Pelo menos escrevo poemas!

Gilberto de Almeida
16/09/2013


  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Consertando uma estrela.




Não me leve tão a sério,

Nem para outro lugar,

Seja leve não se leve ao pé da letra.



Leve como a brisa que voa circulando pelo quintal

Leve feito o corpo que veste a roupa  pendurada no varal

Leve somente o necessário, os dias, um pouco do tempo da vida inteira

     Deixe apenas o ponteiro do relógio invisível que aponta para noite

Consertando uma estrela.




Por Claudio Castoriadis
Imagem: fonte web


  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Roto...

Menos brilho que a menor das estrelas
mais pálida que o diamante mais impuro.

Eu,  que sempre mergulhei demais,
tenho vontade de boiar.

Esao Andrews

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

A SOMBRA DA LUZ por Danka Maia



Anita e Amália viviam numa ilha.
Sós não, tinham a vista.
Amália amava a vida.
Anita,a vida de Amália.
Amália apreciava cores e sabores,
Anita os dissabores dessa conquista.
Amália queria o céu,
Anita o véu caso ela não conseguisse.
O tempo esvaia entre elas,
Como as altas da maré,
Ora revoltas, ora de bem-me-quer,
Amália via um mundo arfante em tudo,
Anita via o mesmo mundo, mudo.
Onde Amália via coqueiros, beleza e luz.
Anita queria seus olhos, sem tentar ver a própria força que a conduz.
Anita, Amália.
Amália vivia. Anita via.
Sem entender que há segredos ,
Que só o tempo e a experiência,
Instrui, exprime,mostra, ensina.
Que na sorte da vida cada um tem seu brio,
Sua seiva, sua história e sua lida,
O que a moça não alcançava, não compreendia,
Que jamais seria a outra,
Pois para ser Amália não podia ser Anita.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Publicações populares