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| Foto de Kawika Singson
Espera-me a terra
Passeio entre as
nuvens
Sendo ora livre
Isa Lisboa
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Sinônimo de Amar é Aceitar
Labels:
Osny Alves,
Poema
Imagem Google
Algumas pessoas estão sempre
Tentando mudar algo ou alguém,
Elas já são assim desde o ventre,
Não estão felizes com o que tem.
Elas não conseguem apreciar...
Com naturalidade o que é natural,
Estão querendo sempre mudar
Para o jeito delas o que era original.
Não que a mudança seja algo ruim
Ela é muito boa, pelo contrário,
Mas tem que começar em mim,
Para não ser então contraditório.
Quando nós conhecemos alguém
E apaixonamos a primeira vista,
Aprendemos a gostar também...
E sem hesitar, sem freio, ou cisma.
Então simplesmente eu pergunto:
Por que mudar o outro?
Paixão é mais que gostar, ou estar junto...
É ser a alma gêmea e dar um ombro...
E se são gêmeos, porque mudar?
Por que agora essa preferência?
Amar não é ter ciúme ou podar
É a liberdade em real essência!
A critica não pode ser construtiva...
Ao comentar os defeitos de alguém,
Ela acaba sendo realmente destrutiva...
É acionar o botão do caos também.
Transformam um sonho em pesadelo
E querem mudar um sorriso, um olhar,
O que conversa ou como deixa o cabelo
Como se arrumar, ou como se portar...
Pessoas que nunca estão contentes com nada
Seria melhor isso, seria melhor aquilo...
Esquecem que há vida na pessoa amada
E que ela está feliz nisso, ou naquilo.
Amar é aceitar o seu jeito!
Sem ordens, pedidos, mudanças...
Sem insinuações... Crer no imperfeito
E confiar como fazem as crianças!
E que nos ama sem tirar nada
Ou sem realmente se quer por,
Então por favor, aprenda...
Pois isso sim se chama amor.
Dimas e Madalena
Labels:
Crônica,
Diego D' Avila
saul landell
Madalena chegava todos os dias em casa e se entristecia com o que via na TV. Eram sempre as mesmas notícias. Estupros, assaltos, assassinatos. Madalena sentia profunda pena das vítimas. Mas de forma avassaladora sentia ainda mais pena dos que cometiam os delitos. Ela não entendi o por quê. Simplesmente era o que sentia. Madalena, muito simpática com todos e bastante amada, conversava com todos à sua volta. Até que resolveu expor seus sentimentos e pensamentos. As pessoas discordavam de Madalena, muitas esbravejavam, algumas apenas silenciavam e pouquíssimas, bem pouquíssimas, concordavam com ela. Madalena achava estranho seus amigos e conhecidos pensarem daquela forma, inclusive as autoridades, inclusive os políticos, inclusive o povo. Madalena achava as atrocidades cometidas apenas a ponta do iceberg. Madalena acreditava nas pessoas. Acreditava no amor. Na fé. Na humanidade. Madalena achava que o governo, para além da nação, deveria investir em outras medidas, que resolvessem os problemas sociais. O que Madalena não sabia é que as pessoas começavam a desejar, às vezes falando, ás vezes pensando: "queria ver se fosse você a ser assaltada e espancada", "queria ver se fosse sua filha a ser estuprada".
A voz do povo é a voz de Deus.
Ao chegar em casa noutro dia, Madalena reparou que havia algo errado.
Foi surpreendida por estranhos dentro de sua casa.
A sua filha foi estuprada na sua frente. Depois brutalmente assassinada. Madalena teve sua casa assaltada, perdeu tudo. Madalena foi espancada e em seguida esquartejada. Os infratores foram embora, impunes.
As pessoas que conviviam com Madalena, maioria cristãs, compareceram ao simbólico velório. A maioria pensava: "tá vendo". Com sede de vingança e sabendo que a polícia demoraria para encontrar os bandidos, um grupo dentro do círculo social de Madalena se reuniu e conseguiu achar o responsável pelo crime. Era um menor. Eles sabiam que não daria em nada entregar para a polícia. Fizeram um vídeo onde o menor, chamado Dimas, era violentamente golpeado, penetrado e enfim assassinado para que servisse de exemplo. Divulgaram o vídeo na internet.
Foi o sucesso do momento. Milhões de acesso no mundo todo.
Sete dias depois compareceram à missa de sétimo dia. Estavam todos bem cheirosos, com roupas limpas, ouvindo o padre pronunciar duas passagens da Bíblia: a conversão de Saulo e o perdão na cruz do Calvário.
Em seguida foram almoçar numa churrascaria deliciosa e enquanto saboreavam aquele cordeiro magnífico passava na televisão, pendurada na parede, algumas reportagens sobre estupros, assassinatos e roubos. Mas ninguém prestava atenção. A carne estava muito saborosa!
*originalmente publicado em leão de gaza
*originalmente publicado em leão de gaza
Pensamento chiclete
Labels:
Claudio Castoriadis,
Poema
Um bom pensamento
a gente não esquece
Gruda na mente
tipo chiclete liguento que liga
Fixa o gosto que
se faz presente no desejo que ocupa
Uma imagem que se
desmancha com gosto de fruta retornando
Outra fruta do
chão deitado para o céu caído no seu telhado
Repouso para lua
pousar sua luz.
Por Claudio Castoriadis
Imagem: fone web
Amor vadio!
Labels:
Manuel Marques,
Poema
A noite flutuano sono acordado dos amores
Sinto-a nos meus lábios
e de amor suspiro...
Noite de lua alva
corpo de mulher
noite por mim despida
amor vadio...
Rumo ao desconhecido
Rasgo o silêncio da noite
enamorado do amor
fantasio tua boca quente
Porque a noite é a tua imagem
corpo nu ardente...
Manuel Marques (Arroz)
A cicatriz marca o lugar
Labels:
Isa Lisboa,
Poema
Do Amor
Só guardo cicatrizes
De cortes até à
veia,
Algumas poucas.
Superficiais,
outras.
Nem cheguei a
sentir, não muito. Só uma picada,
Como se fossem
anestesia
Para o que viria
depois.
Cortes feitos sem
pressa,
Estes que olho
agora.
Quase com arte,
diria.
Sei que foi Amor,
Porque senti a faca
A entranhar-se na
pele,
E eu deixei.
Sei que foi Amor
Porque a minha carne
Logo se fechou;
Como se a lâmina
Tivesse também ela
bálsamo.
E tinha.
Não era veneno,
Porque eu ainda
estou viva,
E a ferida fechou.
A cicatriz marca o
lugar.
Crava de novo o meu
corpo,
Amor,
Ainda que me firas
de novo,
A minha pele sara,
Com teu balsâmico
veneno…
Isa Lisboa
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| Foto: Vadim Stein |
Bonecos palitos
Era apenas uma folha de fichário, logo pensei em lhe dar um fio de vida. Confesso, de repente surgiu uma dúvida, desenhar sobre o quê? Deixei a imaginação correr solta... Taí, achei o tema "lealdade".
Na folha amarelada tento desenhar humanos em atitudes leais, mas o que surge são representações rudimentares e díspares... Paro e penso se na vida existe o bem e o mal, também é pessoal ser ou não desleal.
Desisto da ilustração e resolvo pesquisar o que grandes filósofos pensavam sobre o tema. Quem sabe eles não me inspiraria a escrever uma prosa poética Dentre tantas uma citação de Confúcio me chamou bastante atenção " Coloque a lealdade e a confiança acima de qualquer coisa: não te alies aos moralmente inferiores; não receies corrigir teus erros. A parte sublinhada remeteu-me a pensar em um homem livre, como um pássaro do Pantanal. Sim esse homem existe por um acaso poético é meu marido e sua luta em não fazer alianças com o que julga estar contra a lei é bem acentuada. Neste ponto também esqueço a prosa poética que tentava escrever e peço a ele que fale sobre lealdade.
Claudiane
Claudiane
Lealdade, é aquele que é fiel aos seus compromissos e amizades; qualidade de quem é honesto, de quem tem respeito, de quem tem amor; por outro lado, pode ser uma qualidade de quem é servo, cúmplice. Este valor ético, no setor público, é usado pelos patrimonialistas e corruptos como forma de coação contra aqueles que não aceitam locupletar-se da coisa pública. Ou seja, se não aceitar a corrupção, demitem-no por deslealdade. Lealdade, para mim, é um valor que se oferece à(s) pessoa(s) amada(s), ao País, ao lar, à comunidade, à fé.
Sylvio Ricardo da Silva14/10/13
Pois é Ricardo, citarei alguns versos da música " Funk da Lama",do Zeca Baleiro e gostaria que você comentasse.
"O mundo esta atoladinho na lama." Você acredita que um dia sairemos dela?
Acredito que sim, mas levará bastante tempo, talvez, algumas existências. A evolução ética e filosófica do ser humano não acompanha a rapidez da evolução tecnológica. A segunda é movida, geralmente, pela ambição. A primeira, depende de políticas públicas adequadas, famílias estruturadas, bons empregos e renda para todos... Enfim, respeito, lealdade, honestidade, probidade e humildade daqueles que deveriam servir ao público.
"Tanto faz se é Demóstones ou Palloci
Se é Fábio Melo ou Marcelo Rossi
Você vai ter que responder pelo que faz, você vai ter que responder pelo que diz"
"Tanto faz se é Demóstones ou Palloci
Se é Fábio Melo ou Marcelo Rossi
Você vai ter que responder pelo que faz, você vai ter que responder pelo que diz"
Como disse acima, precisamos do respeito, da lealdade, da honestidade, da probidade e da humildade daqueles que deveriam servir ao público. Mas, as leis são feitas pelos Paloccis e Demóstenes, são elaboradas com duplo sentido, e a ignorância popular é que vai determinar a responsabilidade, ou não. O aparato jurídico e tributário nacional são extremamente complexos, favorecendo lobbies, tornando incompreensível o que deveria ser de fácil compreensão, ou, transparente, o que é opaco.
O acesso à justiça não está disponível aos pobres, enquanto os inúmeros recursos são de fácil acesso aos criminosos do colarinho branco e do crime organizado. Como cantou Cazuza, na música "O tempo não para": "... Transformam o país inteiro num puteiro. Pois assim se ganha mais dinheiro". O que constata-se é que "sem justiça, não há democracia".
Se não conhece esta música do Zeca Baleiro convido-o
Sololetreando sobre o tempo
Labels:
Claudio Castoriadis,
Poema
O bastante já me
basta
Já é o suficiente
Coeficiente
O Básico
Basica
Mente
Isso
Velocidade para
quem corre
Tempo que transcorre
Pensamento é
passatempo
Com o tempo a
gente aprende
Sobre o tempo não
é fácil de- escrever
Inscrever, escrever o que tem sido
Só vendo, ter-sido,
só sendo
(Tempo), pra que
te quero?
É pouco, eu acho é
pouco
Quando pouco se
vive
Por Claudio Castoriadis
Imagem: fonte web
Como construir uma família feliz
Labels:
Cássia Torres,
Poema
Para construir um alicerce familiar
deve-se utilizar o ingrediente principal
Muito Amor para que possa firmar
depois zelo de um jeito especial
Em seguida, erga paredes de confiança
com uma linda pintura de fidelidade
Que segurarão seu teto de aliança
E formarão um lar digno de lealdade
Quando ela estiver firme e completa
com bastante carinho deverá ser regada
Assim, ela se tornará uma família repleta
de Amor e paz para sempre ser amada
A propósito
Labels:
Cris Campos
Pernas
Labels:
Poema,
R. H. Andrade
Pernas.
Deslizam pela minha cintura com ternura.
Enquanto te desvendo com bravura.
Elas têm um quê, essas silhuetas feitas pela luz da janela.
Não consigo deixar de pensar nelas.
Suas pernas.
Me agarram, me prendem,
sou delas.
Meus dedos deslizando por essas vielas.
Por essas pernas.
Pelas marcas que deixo.
Frutos do meu desejo.
Das coxas que agarro.
ao que se faz no quarto....
Ah... Como amo essas pernas.
E tudo com elas.
ENCANTAMENTO
Labels:
Marco Tisi,
Poema
ENCANTAMENTO
Todo dia tem
Encantamento lá na Aldeia,
os Curumins
Encantados,
na sua
Infância a vivem num todo enfeitado,
nas
brincadeiras a Flor da Pele,
não há
nada que os atropele,
brincam de
correr na Mata,
brincam de
arco e flecha,
tem os
mascotes mais lindos,
pode sem um
filhote de onça,
uma Arara
Azul ou Colorida,
e até um
lindo filhote
de Bicho
Preguiça.
E quando
resolvem no Rio ir nadar,
tem o Boto
Cor de Rosa como companhia,
naquele nado
que é uma bela sincronia .
Mas
infelizmente, eles nem imaginam
do maior
perigo que os espreita,
não, não é
um perigo que vem da Mata,
a Mata é
Encantada, nela não tem perigo,
o Perigo vem
do “ Terrorismo Ruralista “,
que a todo
custo, quer a Mata dizimar,
para que ali
ponha o gado a engordar.
Mas os
Curumins Encantados,
de tanta
brincadeira, estão saciados,
mas antes de
dormir,
sobre a Luz
do Luar,
envolta dos
mais antigos,
eles vão
ficar,
para ouvir
as Historias
daquele
Povo,
que tem uma
linda trajetória.
Mas nem os
Curumins Encantados
nem os mais
Velhos, todos eles Imaculados,
imaginam que
o seu Futuro pode ser expropriado,
pelo Perigo
que não vem da Mata.
Mas por ora,
todo dia é dia de Encantamento,
para os
Curumins Encantados,
que vivem lá
na Aldeia,
Todos eles
Imaculados.
Marco
Aurelio Tisi
( 12/10/2013
)
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