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Magia

                                                                 Alexandre Soma


  Quero a magia
  queimar a monotonia
  Sentir frio ou calor
  livrar-me desse bolor

  Quero o colorido
  trincar o entupido
  romper com a tristeza
  praticar essa certeza

 Quero ultrapassar  meu limite
 seduzir como Afrodite
 entender o sobrenatural
 aprender poesia caricatural

Quero ultrapassar os noventa
no meu jeito pimenta
caminhar pela luz
honrar minha cruz

Tanto querer ...

Sou parte da energia que rege a vida

Claudiane Ferreira 


" Uma árvore em flor fica despida no outono. A beleza transforma-se em feiura, a juventude em velhice e o erro em virtude. Nada fica igual e nada existe realmente. Portanto, as aparências e o vazio existem simultaneamente"

Dalai Lama














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Tarde da noite

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ESSE É O SONO: - SÓ É ESSE!
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Gilberto de Almeida
06/08/2014

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Crescimento

Gilberto de Almeida
06/08/2014


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Sem ti o meu coração é quase nada!

Reencontro-me em ti
nos meus passos
a vida corre pelas ruas ...

Nas emoções que dentro em mim crescem
o meu coração bate
o teu corpo agora é vento
sem ti o meu coração é quase nada
é na tua rua que ouço o amor a chamar por mim...


Manuel Marques (Arroz)

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Waldeinsamkeit

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Cercado por árvores,
Pinheiros velhos e novos
Pela palmeira verde
Sombria...
Sentindo solidão...

Só a terra que não fala,
Aos riachos gritantes mudos
E as folhas secas sem
Boca fazem companhia
A um poeta surdo.

Eu e a natureza, solidão...
Não falam as madeiras
Das árvores aos meus ouvidos
Só gritam em perene grito
“solidão”...

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Entrelinhas

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Escondido entre um sopro
De vento, e um beijo d’água
Muito além do pensamento,
Longe de desventuras,
Onde os olhos não tem visão,
E onde os ouvidos não ouvem...

Bem perto do esquecimento,
Aonde não chega o ressentimento,
Curado das dores da vida,
Das dores provocadas e das sentidas...

Naquele ponto de tinta,
Que está ali sem o consentimento
Da mão... Um simples erro
Ou borrão normal de tinta.

É nas entrelinhas do papel
Que se escondem implícitas
Silenciosas, as verdades
Que dizem os corações...


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Você é um sonho sem fim

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Descobri a distância de um sonho
E é você meu bem... Descobri em você
Meus enganos, as utopias intratáveis
E os erros que cometi...

Descobri em você a verdade do coração...
Só em você estão meus poemas
E minhas canções. Nossas juras
São as únicas frases que quero pronunciar.

O calor de um beijo seu é o elixir
Que pode de qualquer coisa me curar...
O acolhimento dos seus braços
É tudo que preciso para ser e amar...

Meus sonhos são agora os seus... Minha
Vida se resume no seu respirar... Minhas canções
Tem seu nome, meu tom é o tom
Da música sua...

Descobri a distância de um sonho
E é você meu bem... Descobri em você
Meus enganos, as utopias intratáveis
E os acertos que acertei... e um deles é você.

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Tudo o que importa


Toda uma divina ordem... 
Ondulação 
que une esta 
insondável musicalidade permanente onde reside Teu amor.
É
onde
aguardo mansamente onírica resposta...

---

No início era o verbo
e, do verbo,
o início
é a chave!

Gilberto de Almeida
05/08/2014


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PAZ CELESTIAL


PAZ CELESTIAL

Há horas que o que se mais se quer é a Paz Celestial,
que seja numa praia deserta e ensolarada,
cujo som ambiente, além de o mar quebrando na praia,
tenha também um solo bem tranquilo do Pink Floyd,
e que se eu resolver fazer uma Poesia de Saudade,
eu a escreva na areia, pra quando a maré chegar
à leve para o lado escuro da Lua,
para lá ficar guardada e resguardada,
de quem a queira desconstruir.

Ser Poeta acima de tudo é se expor,
e não temer Criticas seja de quem for.

Entretanto, de jeito nenhum aceitar,
de quem é o motivo da Dor maior,
nesse Coração que nunca cicatriza,
tenha esta a falta de sensibilidade
de desmerecer minha licença Poética,
e transforma – la em mero clichê.

Pois eis que tal uma Vampira
sugadora de sentimentos alheio,
emergida de um passado tão triste,
se veja no direito de de repente,
incomodar meu desassossego,
alimentando assim meu sôfrego.

Quero ficar na minha Paz,
uma Paz fraternal,
nessa minha solitária vida imaterial,
que pra mim é tão essencial,
onde almejo a minha Paz Celestial.

Marco Aurelio Tisi


( 05/08/2014 )  

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Restou de mim

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As poças de água sujas,
são mágoas que não olvidei,
com tempo todas as miragens
se tornaram turgidas, deixei
de caminhar para o futuro
e retornei...

Os caminhos se tornaram
mais curtos e os sonhos
deixaram de existir,
as utopias não foram
feitas para mim...

Minha vida se tornou
sozinha e minhas alegrias
se tornaram distantes...
só resta eu a mim...


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Figueira seca


Gilberto de Almeida
03/08/2014


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Da Lucidez



          Na adolescência, Alves via seu futuro envolto em trevas impenetráveis. Era voz corrente que ao jovem não adiantava estrebuchar, pois, no final, depois de todas as suas contestações e rebeldias, acabaria caindo na realidade da vida. Os mais velhos dizem que o tempo passa e que não se deve fechar a porta porque, mais dia menos dia, se conclui que tudo é igual e só você pensa diferente. Portanto, é bobagem espernear. Dizem para os jovens que seu tempo vai chegar e, então, verão de que nada valeram seus sonhos e, quando já cansados, veriam que não deveriam ter sonhado tão alto. Ah! A opinião dos mais velhos... Como juízes implacáveis e sempre presentes, não deixam que os jovens vivam seu tempo presente e sonhem. Dizem a todo o momento que não adianta sonhar. E na luta contra todos e contra tudo já instituído como verdade absoluta, muitos jovens caem por terra, qual guerreiros batidos e muitos deles até mesmo pedindo misericórdia para poderem viver seus sonhos. Momentos difíceis para quem quer pensar por si mesmo, momentos em que é mais fácil ceder ao conformismo da multidão. E muitos cedem. É então que compreendemos a causa do olhar cansado daquele velho que já não mais sonha, pois sabe que o que foi continuará sendo e então ele não tem mais pressa de chegar a algum lugar. Já sabe que andando também chegará e não quer antecipar o sofrimento. Por isso, vai de mansinho e parecendo que vai parar, apenas à espera do último sono. São somente os olhos ansiosos daqueles que, olhando para o velho, acham que ele precisa de algo para se reanimar. Mas não se reanima quem está morrendo um pouco a cada dia e está assim desde que soube que o que foi, continuará sendo e o que ainda não é nunca será. Tais eram os pensamentos que habitavam a mente de Alves desde sua adolescência. Os sonhos dos jovens não são como quer fazer crer a ciência, uma questão cronológica. Os sonhos continuam a existir enquanto durarem as questões sem respostas que afligem os jovens em geral e, mais intensamente, a alguns  que se recusam a abrir mão deles. Os pensamentos juvenis não podem ser medidos, cronológica e fisicamente, pela maturação do organismo.
          A primeira fase da vida do jovem é passada quase que somente recebendo de uma forma passiva as informações do meio que o cerca. É somente depois que seu pensamento começa a ser elaborado. No caso de Alves, essa elaboração foi sentida como uma luta brutal. O confronto do que aprendera de seus pais com a realidade do mundo exterior, fez surgir nele uma personalidade que continuou questionando os valores e a sociedade na qual vivia. O conflito foi grande, pois foi maior a intensidade com que tal diferença foi sentida. De seu lado, toda a força de uma vida que desabrochava e do outro o conformismo que fazia da Vida uma coisa vulgar. E Alves não via assim. Até a literatura produzida já tinha um destino traçado e era o de atender aos desejos de uma sociedade conformista e isso contribuía para manter uma forma de pensar inquestionável que, por sua vez, mantinha uma segurança cômoda e confortável, dentro de um padrão, porém falsa. E assim, foi numa sociedade acomodada, uma realidade falsificada e vivendo de mentiras que Alves nasceu, obrigando – como a todos os de sua idade – uma vida em botão a desabrochar em frutos já maduros antes do tempo, pulando a fase da floração.
          Este era o espírito da época em que, como ele, os jovens nasciam e eram ensinados. O espírito de uma época pode ser visto, por exemplo, olhando-se para a literatura que é produzida e que contribui de uma forma sutil para moldar mentes em formação, a um espírito conformista e bem ao gosto daqueles que não querem mudanças em seus modos de viver e de ganhar a vida. Em tal momento, uma mente ainda não contaminada pode questionar pensamentos anteriormente nela plantados.
          Ah! A alegria dos jovens!  – pode alguém exclamar – É feita com pensamentos que têm asas e é sem pouso. Época em que tudo é possível, basta querer. Ah! Coração sonhador não tem culpa de preparar seu próprio sofrimento; se fosse mais sereno e mais modesto em teus sonhos azuis; se ao invés de dois, contasses um e no lugar de tudo, somente um pouco... No lugar do gargalhar, um sorriso pequeno e sentido. Mas eis que chega o Pensamento! Carrasco presente, algoz de machado sempre afiado! Um dia ele acorda dizendo que já é hora de começar a sofrer. É hora do clamor e da súplica. É quando homem pede mais de tempo para poder sentir a alegria de outrora; pede que o deixe conquistar o mundo novamente; que o deixe salvar a princesa presa no castelo; que o deixe ajudar os pobres que dormem na fria calçada; que o deixe respirar novamente e sentir o ar puro de um campo açoitado por uma chuva suave e que vem de repente; que ainda possa sentar sob uma árvore e pensar que o mundo foi feito para ele ser feliz... E se o Pensamento continuasse a dormir, esperando mais um pouco, o jovem-homem, num ato de sublime covardia, iria matá-lo; iria matá-lo para que ele pudesse viver! Tais eram os pensamentos que enchiam sua alma, causando todo o sofrimento de Alves.
          Estes eram o sofrimento e a angústia reservados àquele jovem que tentara encontrar somente beleza nesta vida, mas que se deparou com uma realidade que lhe era contrária. Tais são as causas da raridade de espíritos nobres e valentes na sociedade. Dom Quixote, é obra estudada e usada nos meios escolares para arrefecer os sonhos dos jovens, apresentando o herói como um louco. Cervantes não falava de moinhos, mas de algo real e usava seu personagem para disfarçar pensamentos que ele, como autor, nunca poderia apresentar à sociedade de seu tempo. 
          E o mesmo acontece hoje e continuará acontecendo enquanto o homem não falar a linguagem dos pássaros. A verdadeira arte é a linguagem dos rebeldes, pois nela pode ser dito e feito o que cada um quiser, sem ser marginalizado ou chamado de louco. O retiro voluntário é bom, mas a exclusão involuntária é quase impossível de suportar. 
          A arte é a boia salvadora.



EP.Gheramer
#Fragmentos
Foto/Imagem "Lucidez Desconfortável", de Clarissa Braga

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Fugazes

                                                                 Zé Suassuna Oliveira

Psiu! resgate
Caminhos interrompidos
Fugazes  impressões

Claudiane Ferreira



"Finalmente partiste  para o invisível. 
Estranho rumo seguistes para deixar esse mundo
A força  de tuas asas rompeu a gaiola,
ganhastes os ares e voaste para o mundo da alma."

     Jalal ud-Din Rumi







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A menina e o cipreste


Gilberto de Almeida
31/07/2014


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ESPERANÇA


ESPERANÇA

Ela é uma Linda e meiga Menina Palestina,
que por coincidência ou não,
esta trajando um vestidinho verde,
então, como dizem ser o verde a cor da Esperança,
é ela a menina Palestina com Esperança.

Ela agora, esta recolhendo, nas ruínas dos bombardeios,
Livros que restarão desta guerra insana,
assim como se estivesse colhendo flores,
talvez até, porque agora ela seja uma refugiada
em uma escola, que pensa ser um lugar seguro.

Ms isso é um ledo engano,
eis que mesmo as escolas são alvos
que não são poupados,
da voracidade ignóbil dos Senhores da Guerra,
porque estes, estão em seus “ bunkers “ protegidos,
enquanto tramam a insanidade ignóbil
deste Eterno conflito,
que a cada dia que passa só há mais vitimas fatais,
principalmente crianças inocentes, a contar.

Esse nosso Mundo louco, é assim,
certas situações nunca irão acabar,
como por exemplo agora o “ Nazismo “
que simplesmente só mudou de lado.

Então se a Querida Menina Palestina com Esperança
sobreviver do seu refugio,
que pensa ser seguro de mais um bombardeio absurdo,
na próxima obscura Aurora,
Ela irá procurar mais Livros,
como se estivesse colhendo Flores,
nos escombros da Intolerância.

Marco Aurelio Tisi


( 31/0702014 )

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NEM TUDO.


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Uma andorinha



A igreja só
não faz verão,
mas a andorinha,
matreira
(que Deus lhe pague!),
na minha mão,
mais vale dois
voando!

Por mais que eu queira,
por onde ando
não tem milagre!

Gilberto de Almeida
30/07/2014


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Rugas na face

As rugas da face são livros,
contam a história de uma vida,
os cabelos brancos são
destinos e atinos...
O cansaço nos olhos
veio das noites de choro...
O rosto marcado é o tempo,
mostra o alento que se esvaiu,
O resto de sorriso no rosto
é a saudade do tempo
no qual se foi feliz...

Josué Brito

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O Monstro


Gilberto de Almeida
14/07/2014






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Fado da tristeza mais que profunda

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Todos os meus fados são tristes,
Tristes são os fados... fados tem
Que ser tristes, fados são tristes
E abandonados...

Até o canto dos fadistas são tristes,
Amores incompreendidos e mal amados,
Vivem amores estranhos... até hoje
São assombrados...

Pedro e Inês inda são destinos,
Não existem histórias felizes,
Fados são tristes... fados
São destinos...

A Mouraria escolhe o cantor
Quando este nasce, não é escolha
É destino... fado nos torna,
Fado nos mata...

Meus fados e acordeons fazem
A todos sofrerem... é ingrata a vida
De fadista... sofrer é nosso destino...
Fado é nosso algoz...

Mais pelo menos me resta os fados,
Fados e a companhia da solidão,
Resta-me a voz muda dos paços
E a solidão das freguesias...

Sofro por ti, oh Portugal,
Meus fados são sós,
São tristezas desenhadas
Nos alvos lençóis... 

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