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| Imagem Josué Brito |
Estou indo encontrá-la
Labels:
Josué Brito,
Poema
Prepara o café, pois estou chegando,
Tire a poeira dos livros, as rugas da face,
Troque de roupa, esqueça os passados, não chore
Minha falta, estou indo encontrá-la...
Passe batom nos lábios, se perfume,
Penteie os cabelos, tire os receios do peito,
Não esconda segredos diga-me tudo que você
Pensa, não remoa saudades...
Levo junto a mim poemas,
e uma centena
De esperanças, por isso não espere que eu fique
Só uma semana, irei morar consigo, não mais
Irá só meu pensamento, aguarde-me na sala...
Mas por pouco, depois vamos para o quarto
Pagar o tempo perdido, ganharemos segundos
E minutos, nada perco ao seu lado... Darei em você
Um ósculo como nunca dei antes...
Tudo será perfeito, nosso pranto, nosso sofrimento
Será olvidado, vamos fazer ígneo sentimento
Do que resta de uma chama... Nosso amor será
Eterno, não nos faltar lembranças...
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A música do mar
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Isa Lisboa,
Prosa poética
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| Foto: Kawika Singson |
Sento-me
na areia molhada e deixo que as ondas me refresquem os pés. A brisa invade-me
as narinas e desafia-me a alma
a dançar. É a música!
A
música que o vento traz. A música que o mar canta. Não entendo a letra – quando
foi que desaprendemos esta lingua? – mas oiço a melodia. É uma música que me
envolve os braços e me pega nas mãos, conduzindo-me sobre as ondas, onde os
meus pés flutuam, breves.
Movo-me
na imensidão, o horizonte chama-me e nele me deito por momentos, aquecida pelo
sol que se põe.
Sinto
o corpo a esquecer-se e a alma
a voar. Aventura-se entre as nuvens e salta .
São feitas de algodão, tal como parecia da beira da praia .
Apanha boleia do vento, não precisa de asas para voar. Pousa no galho de uma
árvore, só para saber como
é ser pássaro. E porque também quer ser borboleta, procura uma flor. Banha-se
no seu perfume. Depois volta ao mar, mergulha e nada, rasgando as ondas. Talvez
já um dia tenha sido sereia, por isso a água salgada a chame tanto.
Feliz,
a Declaração do amor utópico
Labels:
Josué Brito,
Poema
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| Imagem Web |
Amar-te-ei todas as noites
Amar-te-ei quando acordares
E quando voltares ao sonho...
Amar-te-ei até quando não penses
Em amor...
Amar-te-ei teu jeito de olhar
E teu jeito de ser...
Amar-te-ei nas cartas que escrevo
E nas flores que te dão meus pensamentos...
Amar-te-ei nas juras
E nos momentos que pensas que há esquecimento
Amar-te-ei nas noites de plenilúnio
E nas noites de solidão.
Amar-te-ei perdidamente...
Amar-te-ei olhando para o nada
Ou admirando a sombra tua.
Amar-te-ei quando devo
E quando não deveria...
Amar-te-ei no silêncio gritante
E no brado silente...
Amar-te-ei nos dias de inverno
E nas noites quentes.
Amar-te-ei nas loucuras
Ou nas sinas normais.
Amar-te-ei em todas as linhas
Amar-te-ei nas próclises, mesóclises,
Ênclises e nos meus erros de português.
Amar-te-ei em inglês, francês e em latim...
Até quando dormir... Amar-te-ei...
Josué Brito
Em breve novo livro, "À Amanda, Sonhos de um poeta"
SONS,SUBJETIVOS.
Labels:
Maristela Ormond,
Poema
SONS, SUBJETIVOS
(Por Maristela Ormond)
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| Imagem da web |
Letras, notas ruídos.
Sons que fazem de nós seres animados.
Música que toca corações imbuídos,
De alento tornando-nos alados.
Sim alados, porque nessa hora voamos.
Voamos na imaginação.
Entregamos-nos aos sonhos.
E nosso coração, é pura emoção.
Sons provindos da natureza.
Sons provindos do próprio homem.
Derivados de harmonia e beleza.
Inspirado pelos anjos que nunca dormem.
Cada letra, cada nota,
Inspira e traduz um sentimento.
Para cada um denota,
O rememorar de um acontecimento.
O pássaro tem seu acorde.
A abelha sua melodia.
As folhas há quem concorde!
Tem seu som na ventania.
Quem não parou para ouvir,
Os sons que a nós é emitido,
A natureza não pode discernir,
Não passa de um ser desvaído.
Mesmo com tantas pessoas,
Com distúrbios auditivos,
Os sons são coisas boas,
Pois possuem meios alternativos.
Veja o caso de Beethoven,
Que sentia o trepidar,
Deixava que os olhos aprouvessem,
E o balouçar, o acariciar...
Então por que não ouvir.
Cada um com seu jeitinho.
As letras, os sons, o tinir,
O cantar de um passarinho?
Eras
E eu que nunca me encontrei.
Permanecia perdido por essa geração.
Entre um dia, um mês, uma vida que nem sei.
Foi quando percebi, quando te encontrei
Por entre um dia e uma vida.
Estava eu, perdido no tempo
Jogado ao vento
Mas quando te encontrei
Entre uma geração, um dia e uma vida.
E ai, percebi que de todas as eras,
Sorte a minha de te ter nessa.
Porque, se tu existisse, não aqui,
mas em alguma época que não vivi...
Dos homens que iam te encontrar,
aos dias que iam passar
Sócrates teria a certeza de te amar
Paris largaria Helena para te conquistar.
Hercules juntaria os Estreitos de Gilbratar
e Narciso finalmente encontraria um par.
Nem Venus, nem Afrodite ou qualquer deusa do amor
poderia rivalizar com sua flor.
Seria pra ti os Jardins Suspensos
Como todas as maravilhas de nosso tempo
Não haveria idade das Trevas, pois não há escuridão onde você está.
e Aquino definiria como pecado não te amar.
Marco Polo cruzaria o mar só pra te encontrar
Nietzsche se converteria só para te agradar.
O Iluminismo teria teu nome.
Voltaire te defenderia como objetivo do homem.
O Rei sol se apagaria,
e Napoleão se ajoelharia.
E não haveria tragédia Shakesperiana maior
Do que te perder, mesmo que uma vez só.
Então, que sorte a minha.
Que de todas as eras
nasci na tua, baixinha.
Do Alto
Labels:
Gilberto de Almeida,
Poema
E quando a luz do sol esquenta a face,
na tarde fria,
é como se - meu Deus! - anunciasse
que o Amor viria!
Gilberto de Almeida
04/09/2014
Bia
Bia.
Eu te via, Bia,
Como ninguém mais te via.
Olha só, quem diria...
Que essa sina eu teria.
Amar-te-ia.
Mas você fez do medo tua cria.
E eu em agonia,
pouco a pouco, morria.
Vai!
Procura tua alegria.
Hoje o João de Barro tem casa vazia.
Amou, quem não merecia.
O 路徑 da escuridão é a luz.
Imagem: Zé Suassuna
evoluir essência
路徑 Caminho em chinês
desequilibrar certezas sair altivamente... redescobrir a liberdade desfilar elegância e ética mesmo sob areia movediça
evoluir essência
nosso 路徑...
completude!
Claudiane Ferreira
路徑 Caminho em chinês
.
" Que você se lembre de que os obstáculos no caminho não são obstáculos,
eles são o caminho".
Jane Lotter
eles são o caminho".
Jane Lotter
Conversas dentro do Templo do Amor!
Escrevi essa história aproximadamente dois meses antes
da minha filha Nicolinha nascer, no final de 2006.
JGCosta
Conversas dentro do templo do amor!
Num lugar escuro.
Um raio de luz se forma.
Disparado em lampejos.
TUM: Mamãe, você está aí?
Somente o silêncio.
TUM TUM: Hei mamãe, é a Nicole! Você está aí?
Mamãe espreguiça e se senta.
– Oi meu amor! Eu estava dormindo, quase sonhando. Você já
acordou, é tão cedinho...
TUM: É que eu queria conversar...
– Então fale meu anjinho.
Neném meditando.
TUM: Eu estava pensando. Você me disse que tem tanta coisa
ruim que acontece no mundo. Eu fiquei com medo. Hoje me sinto tão protegida.
Como é que vai ser no futuro?
Mamãe pensou antes de falar.
– Vai continuar sendo da mesma forma que é hoje. Continuarei
te protegendo e te ensinando. Com o tempo você vai crescer e conseguirá ser tão
independente que a mamãe sentirá saudades de como você é agora.
TUM: É sempre assim que as coisas são?
– Na maioria das vezes sim!
TUM TUM: Quer saber mamãe, eu não queria crescer!
– Mas por quê?
TUM: Queria continuar sempre pequenininha, pois não preciso
de mais nada. Eu já tenho você mamãe!
Mamãe se emociona.
– Que lindo o que você sente meu amor, mas a vida não é
assim. Eu não vou viver para sempre e você tem que crescer, pois um dia talvez
venha a cuidar de mim e dos filhinhos que você tiver.
TUM TUM: Cuidar de você? Filhos?
– A vida é um ciclo sem fim que não para de se alterar. Os
filhos nascem, crescem, amam, têm filhos, netos e um dia voltam para o lugar de
onde vieram em forma de almas. É por isso que um dia você pode ter filhos.
Quanto a poder cuidar de mim, conforme o tempo passa nossos corpos envelhecem e
nos tornamos muito mais sensíveis ao meio em que vivemos e geralmente
precisamos ser amparados pelos filhos.
TUM: Acho que entendi. Muito linda a vida vista deste jeito
que você falou mamãe, uma coisa muito bonita mesmo.
– Tinha que ser meu amor. A vida é como uma passagem que nos
foi dada pelo Criador, onde desde quando nascemos começamos a escrever a nossa
história.
TUM TUM: E falta muito para a gente se ver?
Mamãe calculou.
– Até que não! Daqui uns dois meses. Você está com pressa?
TUM: Não! É bom sentir nossos corações batendo junto, como
se existisse um só. É que tenho a curiosidade de sentir também meu papai, meus
avós, meus tios. Você me contou que eles são diferentes uns dos outros, mas no
fundo sinto que são todos iguais a você, cheios de amor e de carinho, só que
cada um de um jeito.
– Nossa! Como você chegou a esta conclusão?
TUM: É que me parece difícil alguém não gostar de amar.
– Você tem razão meu amor. Todos amam e são amados de uma
forma ou de outra, alguns mais outros menos. Também vejo as coisas assim. Bom,
agora que já conversamos bastante vou descansar e você já sabe: quando quiser
conversar mais ou precisar de mim basta me chamar.
TUM: Tudo bem mamãe.
Mamãe deita de lado.
E alguns minutos depois...
TUM TUM: Ah mamãe ia me esquecendo de dizer que eu te amo!
Descansa, daqui a pouco te chamo...
Mamãe sorri feliz enquanto dorme desfrutando de um sonho
bom.
A luz devagar enfraquece transformando tudo.
Num lugar escuro.
Mas agora nem tanto...
Vem dar-me um beijo...
Labels:
Manuel Marques,
Poema
Deu-me saudade
do tempo em que teu corpo
se prendia nos meus sonhos
e abraçada a ti
me ensinavas a sorrir...
De te ver, tocar-te
porque há desejo em mim
capaz de iluminar o mundo...
Vem!
vem dar-me um beijo
ensina-me a viver o amor divino
vem matar este desejo
de um amor profundo...
Manuel Marques (Arroz)
TRÊS MARIAS
Labels:
Marco Tisi,
Poema
TRÊS
MARIAS
Céu
extremamente Estrelado,
Anoitecer
Magicamente Enluarado,
Refletido em
Ritmado Mar Ondulado,
Despontado
por incríveis Três Marias.
Um Magnifico
Caos Harmonioso.
Melhor ir
para o Costão, deitar nas pedras,
pra tomar um
Poético banho de Lua,
cravejado de
Estrelas Cadentes
de
extraordinária Candura,
e fazer
pedidos as Três Marias
para que
sempre a Poesia se Perpetua.
Verdadeiro
Sonho Acordado
com tanta
ternura.
Mas num
átimo de segundo,
as tão
próximas Três Marias,
zarpam cada
uma delas
para uma
diferente direção,
eram Elas
uma Alienígena formação.
Nossa,
assustador,
não, não a
formação Alienígena,
mas essa
Independência Feminina
destas Belas
Três Marias.
Marco
Aurelio Tisi
( 31/08/2014
)
Pouco me basta
Labels:
Josué Brito,
Poema
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| Imagem da web |
Seu travesseiro, queria ser um adereço
Que lhe coubesse, queria ser a presilha
Do seu cabelo, seu relógio
E suas vestes...
Queria lhe cobrir o corpo e sentir
Seu jeito doce... Queria ser o batom
Da sua boca... Seu retrato
Ou o papel que você amassa com a mão...
Queria ser seu anel, e ter contato
Com seus dedos... queria ser uma
Peça de armário qualquer
Para ouvir a sua voz...
Queria me deliciar com sua presença
E rememorá-la durante a ausência,
Queria ser a luz no teto, a iluminar
Os pensamentos e os caminhos...
Queria ser o sapato que adorna
Seus pés... queria ser sua caderneta
De recado... seu telefone... queria ser,
Ficaria satisfeito, até ser
Um grampo de papel...
CEDRO LIBANÊS
Labels:
Marco Tisi,
Poema
CEDRO
LIBANÊS
Hoje a
Aurora esta tão escura,
não há a
mínima cor nesta textura.
Coloco pra
tocar o Paco de Lucia
dedilhando “
Cocierto Aranjuez “
e resolvo
escrever uma carta ,
cheia de
Salamaleques,
falando de
banalidades,
desejando
muita tranquilidade,
com muita
sensibilidade.
É uma carta
endereçada
há Lindos
” Olhos Verdes “.
que coloco
na caixa postal do tempo,
que remeto
pros anos Setenta,
a carta
segue por aquela estrada
de terra
vermelha,
lá pro
Norte Paranaense,
onde na
Aurora fria e dourada,
desponta uma
Cafezal esverdeada,
e lá na
colina vislumbra -se
o Cedro
Libanês.
Eis ai uma
bucólica imagem Camponês.
Pronto,
colori minha Aurora,
nada como
ter o Pensamento Alimentado,
Aurora
Dourada,
terra
vermelha,
Cafezal
esverdeada,
Cedro
Libanês,
e claro,
Lindos Olhos
Verdes.
Marco
Aurelio Tisi
( 29/08/2014
)
Guarde nos olhos
Olhar amadurecido
sutileza no viver
meu eu embevecido
não precisa apetecer.
Morte em meu corpo
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Josué Brito,
Poema
Inspirado em Lord
Byron e Augusto dos Anjos
Os olhos que não mais choram pulam da orbita,
Os vermes que não comeram agora comem,
A pele se torna negra e putrefaz, os braços que se
Movimentavam hoje oferecem ao destino... estática.
A amada fenece em vida, sendo comida pelos mosquitos,
A carne não lhe serve de alento, só lhe causam a dor
E a tristeza de saber que o mundo acaba, enquanto
Ela ainda jaz quase viva...
O gume da faca parece consolo, apagar a noite
Não é mais possível... Existem os sóis que trazem
Dores, os tormentos não esquecem a mente.
As valas aguardam as
mãos como anéis, não
Adiantam as pernas para fugirem do certo, o rigor
Cadavérico ocupa a alma, a amada morre... eu morro.
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| Imagem da Web |
Cenas em um Shopping - XXXVII
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Gilberto de Almeida,
Poema
É tudo laranja
na vitrine;
- a saia de franja
que define
um sonho que abranja
seu biquíni!
É tudo laranja!
Velho apelo:
- tubinho se arranja
na modelo
saída da granja
nua em pelo!
É tudo laranja
- não me importa! -
Não há o que me tanja
para a porta
da vida que esbanja,
semi-morta!
Gilberto de Almeida
26/08/2014
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