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Eu Mataria Jesus?





     Enquanto tomava o cafezinho no bar, distraidamente meu olhar pousou em um adesivo afixado na caixa registradora onde o proprietário estava. No adesivo estava escrito: “Jesus é a razão do meu sucesso”. Era uma manhã fria. Olhei para o homem que estava atrás da máquina: estatura média, barriga proeminente, cabelos pretos, barba por fazer, vestia uma roupa que me pareceu surrada. Supus que o adesivo fora afixado por ele. Sem fazer nenhum julgamento girei sobre os calcanhares e da porta fiquei saboreando o café e olhando o movimento dos carros e das pessoas na rua. Centro da cidade; muito barulho. As palavras do adesivo continuavam em meu pensamento. Por que ele havia colocado aquele adesivo? Acreditava mesmo no que estava escrito? O que seria o sucesso para o dono daquele bar? O que seria o sucesso para as pessoas que pela rua passavam apressadas? E para mim, o que é o sucesso? Fui levado pelo pensamento a me perguntar quantas pessoas teriam a coragem de usar aquele adesivo se Jesus aparecesse nos dias de hoje, em pleno século 21? Com a globalização e o interminável fluxo de informações a nos bombardear de todos os cantos do planeta e muitos mestres e gurus aparecendo e, ainda, com o avanço da Ciência levando o homem a questionar a existência de um Deus, será que ele seria morto como foi?

E como uma coisa leva à outra, de volta para casa pus-me a imaginar e a escrever sobre o assunto. Penso melhor quando escrevo.
Fiquei a imaginar se, de repente, aparecesse alguém dizendo que era o filho de Deus e que havia “chegado o reino dos céus!". Ora, que reino é esse? Que céu é esse? E mais: o filho de Deus?!
Havia um povo - o povo judeu - que em sua religião, o Judaísmo, esperava um novo reino que seria instaurado pelo enviado por seu Deus que, esperavam eles, lhes devolveria a supremacia e a liberdade há tanto esperadas por um povo escravizado. Esse esperado - o Messias - viria restaurar o reinado do povo de Israel, derrubando - pela força - o opressor: o Império Romano.
Ora, ora, ora... Quão grande fora a decepção quando o tal esperado disse: "O meu Reino não é deste mundo". . Era um louco! Quanta bobagem ele falava! Não era desse mundo... De que mundo ele falava? Era o Messias... Definitivamente: era louco!
E se hoje, no ano de 2014, aparecesse alguém dizendo o mesmo, quem lhe daria ouvidos? Paro um pouco para imaginar a situação. Concluo que pensaria como eles: era um louco! E como a religião não tem a mesma força que tinha; talvez ele não fosse morto na cadeira elétrica, na forca ou à paulada e muito menos numa cruz, mas, sem dúvida, o mataríamos mentalmente, marginalizando-o, à semelhança do que acontece hoje com aqueles que se dizem ou são diferentes de nós.
Religião era algo muito sério.
Muitos de nós talvez nos sintamos horrorizados pelo que fizeram com Jesus. E mais: pensamos que se fosse hoje não faríamos o mesmo. E por quê? Como naquele tempo, também hoje só esperamos coisas materiais, coisas que podem ser compradas. Inclusive a tal da felicidade. Felicidade é uma ideia, não tem existência física para que possa ser encontrada. Coisas humanas, humanas demais!
Não me engano pensando que os homens daquele tempo eram diferentes ou que nós sejamos diferentes deles. Não. Talvez se possa dizer que tudo o que o ser humano sempre esperou, foram por melhorias palpáveis e que pudessem ser ostentadas para serem vistas pelos outros. O problema surge quando as melhorias que alcançamos ficam além do necessário – o tal do supérfluo - e aí se estabilizam, tornando-se parte de uma civilização vulgar e superficial. Penso que o desenvolvimento tecnológico e tudo o que ele nos trouxe foi mais conforto e praticabilidade, mas não fez do homem seres humanos melhores. Ou será que fez?
Muitos podem achar que é um erro pensar assim e se mostram indiferente. O pensar sobre certas coisas dói nas consciências daqueles que ainda têm o privilégio de as terem. Então, finalmente, podem concluir: o que é este artigo, esta folha de papel virtual escrita? Nada! Não passa de "papel” sujo de "tinta", de bobagens virtuais de quem não tem o que fazer. E então vão deixar pra lá. Eu também faria o mesmo. Porém, minha esposa certo dia me disse que "toda palavra é uma semente".  Será?
Então fiquei a pensar: o que aquele homem chamado Jesus, que se dizia o Filho de Deus, veio fazer aqui entre os homens? Ele disse que Deus é amor. Mas, o que é o amor? Um casal não diz que vai para a cama fazer sexo, diz que vai fazer amor! Há algo de podre no reino da Dinamarca!
Hoje como ontem o ser humano procura ser feliz e achando poder encontrar isso numa segurança que pode ser comprada. Mas que tipo de segurança é essa que sempre foi procurada e ainda não foi encontrada?  É ela que nos trará a felicidade?
Fico pensando que o homem tem duas alternativas para sentir-se seguro.
A primeira é procurar esta segurança através de vínculos materiais com o mundo e que – penso – só destroem a liberdade e a integridade do ser humano. E a outra é a de unir-se ao mundo na espontaneidade do Amor.
E como se faz isso?
Quanto à primeira já há muito estamos tentando e não parece que a conseguimos. Tem sido apenas um incessante buscar.
E a segunda alternativa? Como se faz para alcançá-la? Bem, aquele homem dizia que ele era O Caminho para isso.  
Ainda pensando nisso, levanto de onde estava escrevendo, vou até a janela e olho para rua onde as pessoas continuam passando apressadas, em sua lida diária, como sempre tem sido na história da humanidade.
E eu me pego a questionar: Se isto é verdade, será que eu mataria Jesus se sua primeira vinda acontecesse hoje e não há dois mil anos atrás?
Por fazer parte da espécie humana e para ser coerente com o que escrevi até aqui, eu me vejo na obrigação dialética de concluir:
- Sim, eu mataria Jesus.
Por EP.Gheramer
Imagem: Web (editada)

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Pelo menos


Gilberto de Almeida
22/09/2014



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Na escuridão da noite


Na escuridão da noite,
quando as pombas voam,
se não estamos atentos,
mal as percebemos.

E assim, mal percebemos,
na escuridão da noite,
quando os anjos velam,
se não estamos atentos.

Se não estivermos atentos,
procurando por algo no céu,
virão as pombas,
virão os anjos,
e, de sua passagem alva,
de sua passagem luminosa,
nossos corações desprevenidos
continuarão de noite.

Gilberto de Almeida
21/09/2014


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Idílio a amada

Imagem da Web
Tu és tão linda,
com a mente que é precisa
e o pensamento que convêm.

Tu és tão perfeita,
com muitas ou com
poucas palavras.

Tu és tão bela
que mesmo quando se calas
ainda falas amor.

Tu és tão eterna
que te conheço um único
instante e já te amo sem fim.

Josué Brito

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I love her green eyes



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Envolvo-me no teu olhar...



Há em nós um sossego abstracto
será o medo de nos termos perdido...
em teu olhar me encontro
porque me alcança o teu olhar
quando te revejo em teu retrato...

Amo-te de um amor que tudo deseja
teu olhar é um sorriso de saudade
toca-me de tão longe
onde estão as noites que nos ensinaram a amar?

Envolvo-me no teu olhar
o amor substitui
o luar  que tudo ilumina...

Manuel Marques (Arroz)

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CONVERSA.


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PRIMAVERA EM MIM.

PRIMAVERA EM MIM
Imagem da web
(Por Maristela Ormond)

O inverno vai embora,
Levando consigo histórias.
Uma nova fase aflora,
Para cantarmos vitórias.

Chega dentro de nós a primavera.
Com flores que prometem alegria,
E nosso coração acelera,
E a vida desafia…

É assim que são os homens,
Cheios de fases distintas,
Tal qual os monstros que somem,
Quando batalhas são extintas.

Penso que devo permitir,
Que toda fase se insira em mim.
Porque terei oportunidade de abolir,
Aquilo que me foi ruim.

Não fossem novos desafios,
Não fossem novos acontecimentos,
Não sairíamos do frio,
Para saborear novos momentos.

Tal qual a primavera que chega,
Quero abrir-me feito a flor.
Quero o Sol que me aconchega
E entregar-me ao amor.






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Escrever-te

Foto: Remember me by Alex Cruceru

Não consigo escrever-te
Até que venhas
Não consigo escrever-te.
Sei-te
Sei os teus olhos
E a tua voz
E a tua mão na minha
A tua pele
Oh, a tua pele colada
Em mim
Os teus lábios, o sabor deles
A levarem-me para lá
Para fora de mim
Os teus lábios.
Sei tudo.
Sei-te todo.
Mas não consigo escrever-te.
Até que venhas.

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Tatuagem do bem




                                                             
                                                                     Imagem Web




 Trouxe uma flor amarela
 Sem saber, atraí uma aquarela
 Que  pintou o  meu riso no sorriso dela
 Embaralhamo-nos.

 Veio o vento. Levou o cigano e  a flor.
 Kyra, não viu. Pressentiu! Banhava-se no mar.

  
Qual a cor, que verso fazia,
se a rima no início era de pura magia?
Uma incógnita ainda há ser desvendada
No verde, esperança dos dias!

Aquarela descoloriu-se. Pintura salgada.
Debruço-me nas linhas escritas em meu coração,
Alento é saber que a tatuagem ninguém roubará,nem o tempo.

Claudiane Ferreira



                        "Para aonde vai uma canção depois do acorde final?
                                                                                                                                    Vander Lee
                                                                      

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As sombras



Se não há mais nada,
apenas,
as sombras são
assombração;

se não amais nada,
há penas!

Gilberto de Almeida
16/09/2014

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O amor será o que dissermos um ao outro ...




Seja o amor como o tempo
uma ilha num mar de solidão
o teu olhar no meu será eterno...

O amor será o que dissermos um ao outro
seremos as estrelas lá longe
e na memória dos nossos sonhos
dos nossos desejos
iremos cunfundir os nossos corpos quando nos abraçar-mos...


Manuel Marques (Arroz)

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Nau frágil



E sempre acha, quem procura!
É o que o passado determina,
a par Dilma candidatura
a naufragar, já sub-Marina!

Gilberto de Almeida
14/09/2014



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DARKNESS


DARKNESS

Darkness é uma palavra estrangeira,
que me tem uma sonoridade,
com um que de fatalidade,
lembra uma imensa sinistralidade.

Assim como uma estatística,
de muros que estão a se erguer,
nesta insana luta pelo poder.

Esta havendo muito Racismo,
muito “ Homo fobismo “,
conjugado com muito Ecumenismo,
tudo travestido de Pseudo Patriotismo,
que só nos ira levar para o Abismo.

Tempos Negros estão no porvir,
e a Todos ira nos Pungir,
estamos numa encruzilhada,
ou iremos permanecer
em uma Republica Sindicalista,
e sem saber o que é mais pior,
iremos mergulhar
numa Republica Fundamentalista,
eis ai uma realidade pessimista.

Por isto que lembrei
da palavra Estrangeira
“ Darkness “,
que pra quem não sabe
quer dizer” Escuridão “,
é o que prevejo pro futuro,
que ira cada vez mais
ser muito escuro.

Mas nessa hora
é bom ser Poeta,
vou me refugiar
no “ Lado Escuro da Lua “
ou como diria Pink Floyd
“ The Dark Side Of Moon “

Marco Aurelio Tisi

( 13/09/2014 )


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Garçom

Aproxime da mesa, traga uma água,
uma gota de sangue, aquela pena dolorida,
traga um momento, um simples estante,
não se comova com  minhas lendas,
finja-se de imparcial, só conto mais uma tristeza
como todas as outros infelicidades que os
poetas deixam nessas mesas de bar...

Garçom, não olhe diretamente para meus olhos
não quero que veja lágrimas a rolar. Você sabe
garçom eu muito sofro de amor... amigo que doma
o copo como será que é o seu coração? Não me responda,
imploro, sei que sua história também não é feliz...

Amigo de todas as horas de vários capítulos
de intensa dor, conto para seus ouvidos
que muito ama meu coração... Garçom, me empreste
seu lenço preciso de algo que possa me apegar...

Garçom, estou aqui agora aguardando as memórias
voltarem aos meus pés... confrade, saiba que sofro
que por ela morro e canto canções... sou vate, amor
é minha insignia, mas não sei como lidar
com tanta emoção... Garçom não me console
apenas fale sem expressar opinião, só preciso
de uma bondade... de uma saudade e de um amor...

Imagem da Web 

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Do Conhecimento¹





      Com o aparecimento da Psicologia Científica, mais precisamente o Behaviorismo², foi dado um salto do Subjetivismo e da Intuição para o Objetivismo.
     Pela primeira vez pareceu possível construir uma Psicologia que lidasse apenas com os fatos observáveis.
O criador desta psicologia – J. B. Watson (1878/1958) – combinou o princípio do Condicionamento de Pavlov com as ideias que ele mesmo havia desenvolvido e apresentou ao mundo a posição que ele chamou de Behaviorismo.
      Nela ele apresenta sugestões para “melhorar” o ser humano, nega os instintos inatos de inteligência e os dons inatos. O conceito de Consciência (alma, para o subjetivismo) é rejeitado e, mesmo que exista não pode ser provada a sua existência por nenhuma experiência científica.
      Para os behavioristas, a Consciência constitui-se num armazenamento de reações aprendidas (condicionadas), isto é, respostas aos estímulos oriundos do meio ambiente.
      Para o Behaviorismo, um bebê possui uma constituição inata, porém, composta de reflexos desordenados, embora tenham uma causa. O que uma criança herda é a estrutura de seu corpo e seu funcionamento. Não há nada de mental. A esta constituição inata, são acrescentadas as outras reações (condicionadas). Tudo o mais é aprendido. Enfim, o bebê reage aos estímulos do meio ambiente.
      Baseado nisso, o problema geral do behaviorismo é primeiramente o de “prever” e “controlar” o comportamento; em seguida, determinar quais estímulos provocam certas respostas e determinar as respostas provocadas por quaisquer estímulos.
      Detenhamo-nos um pouco em algumas considerações sobre o Subjetivismo e o Objetivismo.
    Numa relação cognitiva – Sujeito e Objeto – o Subjetivismo procura fundamentar o conhecimento no Sujeito. É ele o centro de gravidade do conhecimento. O mundo das ideias e o conjunto dos princípios do conhecimento estão localizados no indivíduo – é dele que depende a verdade do conhecimento humano.
Lembremos que com a palavra “sujeito” não se pretende significar o sujeito concreto, individual, mas sim, um sujeito superior e transcendente. Dele - e não do objeto – recebe a consciência os seus conteúdos. E, por meio destes supremos conteúdos, destes princípios e conteúdos gerais, levanta a Razão o edifício do conhecimento. Este se acha fundado, por conseguinte, no absoluto, em Deus.
      No outro extremo da relação cognitiva, encontramos o Objeto – o Objetivismo. As ciências creem, por excelência, que é o Objeto que determina o sujeito. O objeto representa uma estrutura totalmente definida. Estrutura que é reconstruída pela consciência no ato de conhecer. Em outras palavras, o sujeito reproduz as propriedades do objeto.
      Pois bem, voltemos ao ponto em que havíamos parado. As ciências nos têm dado tantos conhecimentos práticos, úteis e bons que, ao surgir uma Psicologia que também pretende ser prática, útil e boa – ser uma Ciência -, é aceita simplesmente, sem uma reflexão maior. Ao fazermos isso, estamos, também, aceitando o Objetivismo que é próprio da Ciência.
      Esta aceitação automática de uma Psicologia Científica nos afasta cada vez mais – quase imperceptivelmente – de um pensamento subjetivo, no qual o homem é mais do que uma máquina que dá respostas esperadas por um programa previamente elaborado e introduzido nela – no homem.
Volto a dizer que não podemos discutir as realizações das Ciências, mas daí a estudar o Comportamento Humano, com os mesmos métodos usados pelas outras ciências, pede uma reflexão maior e mais cuidadosa.
      Quanto mais pensamos o homem em termos Objetivos, mais tenderemos a encará-lo sob um aspecto materialista, mecanicista e determinista e, portanto, desprovido de uma individualidade e de um livre-arbítrio.
Passamos de uma época em que a consciência humana recebia os seus conteúdos de Deus, para outra em que ela recebe seu conteúdo do meio ambiente. Houve uma troca – trocamos o divino pelo humano.
      Tem-se dito que nos tempos atuais, o homem está à procura de algo que o satisfaça. Está numa busca desenfreada de um significado para a sua vida. Talvez fosse aconselhável pensarmos sobre esta mudança do centro de gravidade. Senão para voltarmos ao subjetivismo, pelo menos para nos localizarmos no tempo.
       Não ignoro que o exposto acima é apenas uma opinião mal alinhavada sobre o tema. Penso que todo trabalho que pretenda chegar ao conhecimento sobre um assunto, deve ser exaustivamente baseado numa bibliografia e/ou numa pesquisa experimental (em que a bibliografia é essencial). Do contrário não podemos saber o que significam os termos e fica à nossa imaginação, grau de conhecimento ou fantasia o significado que lhes atribuímos.
       Na opinião dos psicanalistas, este trabalho parte de uma premissa que eliminaria quase que toda a ciência do nosso século: fatos observáveis. Não concordo. Entretanto, não ignoro que se desejar defender minha posição, será necessário defendê-la de modo científico, lendo mais e anotando a bibliografia de meus trabalhos para que meus termos possam ser definidos.
      Por outro lado, penso que mesmo depois disso ser feito, estarei de posse da minha penúltima opinião sobre o tema e não do conhecimento dele – e muito menos da verdade.

EP.Gheramer

(1) Conhecimento: saiba mais
(2) Behaviorismo: saiba mais
Imagem da Wikipédia: A definição clássica de conhecimento, originada em Platão
diz que ele consiste de crença verdadeira e justificada.



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Além da distância









 Senti o ar que soprava/ ao mesmo tempo avistei sob o meu telhado uma nuvem

 estava descolorida e tentava se esconder.

 No intuito animal fechei os olhos / fiz um leve esforço para  esquecer.

 Tum - tum - tum

 ao ouvir  meu coração/ lembrei-me de uma passagem de um livro

 "E se eu estiver sozinho na cama,chegarei até a janela, olharei o céu e terei certeza de que  a solidão é uma mentira - O universo me acompanha."

 Resolvi abrir meus órgãos da visão/  determinada a reaprender  olhar aquela nuvem

 fiquei surpresa pois não era uma nuvem / somente saudade mudando de cor.

 Ao jogar um beijo / estremeci /

 levantei  já estava tarde...  urgia  transmitir minha luz


Claudiane Ferreira


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Minha voz é minha liberdade

Minha voz é a minha espada
É o meu grito, meu brado forte,
É o meu escudo, minha estrada
E o mundo teme a própria sorte!


É minha lança, minha arma de guerra
É a pena, a caneta a qual escrevo,
Ela é o laser, que rasga essa terra
E muitas vezes nem eu mesmo percebo!

Ela tem o poder da cura e nos alivia
As vezes censura e outras limita,
Ela pode trazer tristeza e alegria
Ela ofende, se desculpa e intimida!

Ela prende, ela solta, é capaz de matar
Mas ela liberta qualquer prisioneiro,
Ela pode fazer qualquer pássaro voar
Ela canta e faz dançar o dia inteiro.

Quem a tristeza tem o prazer de expulsar!
A minha voz tem um poder encantador
E desde a criação a voz tem o poder de criar,
Como a doce voz do próprio Criador!

Criou o mundo com tamanha inspiração!
A voz rompe as barreiras do silêncio,
E ela tem o poder da intimidação,
Traz um brilho puro lindo e fulgêncio...

É capaz de motivar a própria motivação
Grita silenciosamente no caos,
Emudece antes da retaliação
Não esquece, vingativa a melhor arma dos maus...

Soa e ecoa num engasgado grito de gol
Grita em desespero o que teve o gol sofrido
Mas soa em gargalhadas quando surge o sol
Após dias sobre a terra ter chovido!

Ela desponta no nascer de uma criança
E no suspiro de quem pela vida correu
Ela é a luta que ressuscita a esperança
E deveria ser o brado de quem ainda não morreu!

A minha voz é uma voz de liberdade
Que soa e ecoam todos os meus sonhos
Por isso eu não canso e luto com vontade
Pois tem delas que são um encanto para os olhos!
  
Ela sussurra bem sublime aos ouvidos
O que tira e põe doces e tenros arrepios
Ela pode ser também tristes gemidos
Que povoam e transbordam nossos rios!

Ela é quem declama essa poesia
E proclama uma rima de cada vez
Ela imita muitos sons em fantasia
E é mais linda quando arrepia nossa tez!

Ela é o sim do esposo na igreja
Ela é o fim de um esboço numa obra
Ela é o choro do desgosto de quem deseja
E o seu brado nessa hora até dobra!

Ela é o lamento da mãe que perdeu um filho
De um soldado no fim de uma batalha
Na melodia quando surge vem com brilho
No silêncio quando brota atrapalha...

Minha voz é a minha liberdade
Que aprisiona todos os meus desejos
Um a um os libero com saudade
E saudoso daqui eu mando um beijo!
Osny Alves 

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Estou indo encontrá-la

Imagem Josué Brito 
Prepara o café, pois estou chegando,
Tire a poeira dos livros, as rugas da face,
Troque de roupa, esqueça os passados, não chore
Minha falta, estou indo encontrá-la...

Passe batom nos lábios, se perfume,
Penteie os cabelos, tire os receios do peito,
Não esconda segredos diga-me tudo que você
Pensa, não remoa saudades...

Levo junto a mim poemas,  e uma centena
De esperanças, por isso não espere que eu fique
Só uma semana, irei morar consigo, não mais
Irá só meu pensamento, aguarde-me na sala...

Mas por pouco, depois vamos para o quarto
Pagar o tempo perdido, ganharemos segundos
E minutos, nada perco ao seu lado... Darei em você
Um ósculo como nunca dei antes...

Tudo será perfeito, nosso pranto, nosso sofrimento
Será olvidado, vamos fazer ígneo sentimento
Do que resta de uma chama... Nosso amor será

Eterno, não nos faltar lembranças...

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A música do mar

Foto: Kawika Singson
Sento-me na areia molhada e deixo que as ondas me refresquem os pés. A brisa invade-me as narinas e desafia-me a alma a dançar. É a música!
A música que o vento traz. A música que o mar canta. Não entendo a letra – quando foi que desaprendemos esta lingua? – mas oiço a melodia. É uma música que me envolve os braços e me pega nas mãos, conduzindo-me sobre as ondas, onde os meus pés flutuam, breves.
Movo-me na imensidão, o horizonte chama-me e nele me deito por momentos, aquecida pelo sol que se põe.
Sinto o corpo a esquecer-se e a alma a voar. Aventura-se entre as nuvens e salta. São feitas de algodão, tal como parecia da beira da praia. Apanha boleia do vento, não precisa de asas para voar. Pousa no galho de uma árvore, só para saber como é ser pássaro. E porque também quer ser borboleta, procura uma flor. Banha-se no seu perfume. Depois volta ao mar, mergulha e nada, rasgando as ondas. Talvez já um dia tenha sido sereia, por isso a água salgada a chame tanto.
Feliz, a alma edeita-se de novo, abraçando o corpo que dorme, calmo e sereno, na beira da praia.

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Declaração do amor utópico

Imagem Web 
Amar-te-ei todos os dias
Amar-te-ei todas as noites
Amar-te-ei quando acordares
E quando voltares ao sonho...
Amar-te-ei  até quando não penses
Em amor...
Amar-te-ei teu jeito de olhar
E teu jeito de ser...
Amar-te-ei nas cartas que escrevo
E nas flores que te dão meus pensamentos...
Amar-te-ei nas juras
E nos momentos que pensas que há esquecimento
Amar-te-ei nas noites de plenilúnio
E nas noites de solidão.
Amar-te-ei perdidamente...
Amar-te-ei olhando para o nada
Ou admirando a sombra tua.
Amar-te-ei quando devo
E quando não deveria...
Amar-te-ei no silêncio gritante
E no brado silente...
Amar-te-ei nos dias de inverno
E nas noites quentes.
Amar-te-ei nas loucuras
Ou nas sinas normais.
Amar-te-ei em todas as linhas
Amar-te-ei nas próclises, mesóclises,
Ênclises e nos meus erros de português.
Amar-te-ei em inglês, francês e em latim...
Até quando dormir... Amar-te-ei...

Josué Brito

Em breve novo livro, "À Amanda, Sonhos de um poeta"

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PRIMAVERA EM MIM.


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SONS,SUBJETIVOS.

SONS, SUBJETIVOS
(Por Maristela Ormond)




Imagem da web
Letras, notas ruídos.
Sons que fazem de nós seres animados.
Música que toca corações imbuídos,
De alento tornando-nos alados.
Sim alados, porque nessa hora voamos.
Voamos na imaginação.
Entregamos-nos aos sonhos.
E nosso coração, é pura emoção.
Sons provindos da natureza.
Sons provindos do próprio homem.
Derivados de harmonia e beleza.
Inspirado pelos anjos que nunca dormem.

Cada letra, cada nota,
Inspira e traduz um sentimento.
Para cada um denota,
O rememorar de um acontecimento.
O pássaro tem seu acorde.
A abelha sua melodia.
As folhas há quem concorde!
Tem seu som na ventania.
Quem não parou para ouvir,
Os sons que a nós é emitido,
A natureza não pode discernir,
Não passa de um ser desvaído.
Mesmo com tantas pessoas,
Com distúrbios auditivos,
Os sons são coisas boas,
Pois possuem meios alternativos.
Veja o caso de Beethoven,
Que sentia o trepidar,
Deixava que os olhos aprouvessem,
E o balouçar, o acariciar...
Então por que não ouvir.
Cada um com seu jeitinho.
As letras, os sons, o tinir,
O cantar de um passarinho?


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Eras



E eu que nunca me encontrei.
Permanecia perdido por essa geração.
Entre um dia, um mês, uma vida que nem sei.
Foi quando percebi, quando te encontrei
Por entre um dia e uma vida.

Estava eu, perdido no tempo
Jogado ao vento
Mas quando te encontrei
Entre uma geração, um dia e uma vida.

E ai, percebi que de todas as eras,
Sorte a minha de te ter nessa.
Porque, se tu existisse, não aqui,
mas em alguma época que não vivi...

Dos homens que iam te encontrar,
aos dias que iam passar

Sócrates teria a certeza de te amar
Paris largaria Helena para te conquistar.

Hercules juntaria os Estreitos de Gilbratar
e Narciso finalmente encontraria um par.

Nem  Venus, nem Afrodite ou qualquer deusa do amor
poderia rivalizar com sua flor.

Seria pra ti os Jardins Suspensos
Como todas as maravilhas de nosso tempo

Não haveria idade das Trevas, pois não há escuridão onde você está.
e Aquino definiria como pecado não te amar.

Marco Polo cruzaria o mar só pra te encontrar
Nietzsche se converteria só para te agradar.

O Iluminismo teria teu nome.
Voltaire te defenderia como objetivo do homem.

O Rei sol se apagaria,
e Napoleão se ajoelharia.

E não haveria tragédia Shakesperiana maior
Do que te perder, mesmo que uma vez só.

Então, que sorte a minha.
Que de todas as eras
nasci na tua, baixinha.

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Do Alto


E quando a luz do sol esquenta a face,
na tarde fria,
é como se - meu Deus! - anunciasse
que o Amor viria!

Gilberto de Almeida
04/09/2014



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Bia




Bia.


Eu te via, Bia,
Como ninguém mais te via.

Olha só, quem diria...
Que essa sina eu teria.


Amar-te-ia.
Mas você fez do medo tua cria.


E eu em agonia,
pouco a pouco, morria.

Vai!

Procura tua alegria.
Hoje o João de Barro tem casa vazia.
Amou, quem não merecia. 


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O 路徑 da escuridão é a luz.

                                                                Imagem: Zé Suassuna

                                 

    desequilibrar certezas      sair altivamente...                                                  redescobrir a liberdade                                   desfilar elegância e ética mesmo sob areia movediça

evoluir essência 
nosso 路徑...

completude!
                                                     Claudiane Ferreira




路徑 Caminho em chinês




                                                       .
     " Que você se lembre de que os obstáculos no caminho não são obstáculos,
                                                                                                                    eles são o caminho".                                                                          
                                                                                                                                      Jane Lotter
                                                       

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Conversas dentro do Templo do Amor!

Escrevi essa história aproximadamente dois meses antes da minha filha Nicolinha nascer, no final de 2006.

JGCosta



Conversas dentro do templo do amor!

Num lugar escuro.
Um raio de luz se forma.
Disparado em lampejos.
TUM: Mamãe, você está aí?
Somente o silêncio.
TUM TUM: Hei mamãe, é a Nicole! Você está aí?
Mamãe espreguiça e se senta.
– Oi meu amor! Eu estava dormindo, quase sonhando. Você já acordou, é tão cedinho...
TUM: É que eu queria conversar...
– Então fale meu anjinho.
Neném meditando.
TUM: Eu estava pensando. Você me disse que tem tanta coisa ruim que acontece no mundo. Eu fiquei com medo. Hoje me sinto tão protegida. Como é que vai ser no futuro?
Mamãe pensou antes de falar.
– Vai continuar sendo da mesma forma que é hoje. Continuarei te protegendo e te ensinando. Com o tempo você vai crescer e conseguirá ser tão independente que a mamãe sentirá saudades de como você é agora.
TUM: É sempre assim que as coisas são?
– Na maioria das vezes sim!
TUM TUM: Quer saber mamãe, eu não queria crescer!
– Mas por quê?
TUM: Queria continuar sempre pequenininha, pois não preciso de mais nada. Eu já tenho você mamãe!
Mamãe se emociona.
– Que lindo o que você sente meu amor, mas a vida não é assim. Eu não vou viver para sempre e você tem que crescer, pois um dia talvez venha a cuidar de mim e dos filhinhos que você tiver.
TUM TUM: Cuidar de você? Filhos?
– A vida é um ciclo sem fim que não para de se alterar. Os filhos nascem, crescem, amam, têm filhos, netos e um dia voltam para o lugar de onde vieram em forma de almas. É por isso que um dia você pode ter filhos. Quanto a poder cuidar de mim, conforme o tempo passa nossos corpos envelhecem e nos tornamos muito mais sensíveis ao meio em que vivemos e geralmente precisamos ser amparados pelos filhos.
TUM: Acho que entendi. Muito linda a vida vista deste jeito que você falou mamãe, uma coisa muito bonita mesmo.
– Tinha que ser meu amor. A vida é como uma passagem que nos foi dada pelo Criador, onde desde quando nascemos começamos a escrever a nossa história.
TUM TUM: E falta muito para a gente se ver?
Mamãe calculou.
– Até que não! Daqui uns dois meses. Você está com pressa?
TUM: Não! É bom sentir nossos corações batendo junto, como se existisse um só. É que tenho a curiosidade de sentir também meu papai, meus avós, meus tios. Você me contou que eles são diferentes uns dos outros, mas no fundo sinto que são todos iguais a você, cheios de amor e de carinho, só que cada um de um jeito.
– Nossa! Como você chegou a esta conclusão?
TUM: É que me parece difícil alguém não gostar de amar.
– Você tem razão meu amor. Todos amam e são amados de uma forma ou de outra, alguns mais outros menos. Também vejo as coisas assim. Bom, agora que já conversamos bastante vou descansar e você já sabe: quando quiser conversar mais ou precisar de mim basta me chamar.
TUM: Tudo bem mamãe.
Mamãe deita de lado.
E alguns minutos depois...
TUM TUM: Ah mamãe ia me esquecendo de dizer que eu te amo! Descansa, daqui a pouco te chamo...
Mamãe sorri feliz enquanto dorme desfrutando de um sonho bom.
A luz devagar enfraquece transformando tudo.
Num lugar escuro.
Mas agora nem tanto...

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Vem dar-me um beijo...



Deu-me saudade
do tempo em que teu corpo
se prendia nos meus sonhos
e abraçada a ti
me ensinavas a sorrir...

De te ver, tocar-te
porque há desejo em mim
capaz de iluminar o mundo...

Vem!
vem dar-me um beijo
ensina-me a viver o amor divino
vem matar este desejo
de um amor profundo...

Manuel Marques (Arroz)

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Paixão por ela


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