Indagações (retornando)
Olá! Estou retornando ao blog e já trago novidades!
Minha nova plataforma literária se chama Reversos Literários.
Deixo aqui um dos textos postados lá.
Abraços!!
Texto postado originalmente no Instagram: @reversosliterarios e no Facebook: @reversoslitterarios, em 20 de janeiro de 2018.
Neve de natal
Cai a neve de natal sobre os templos da cidade!
Cai e escorrega e aos poucos tudo invade.
Sobre as casas e oficinas,
sobre as almas pequeninas,
cai na Igreja reformada,
cai na ponte e sobre a estrada,
sobre os bancos e as finanças
cai a neve e tudo amansa...
E a criança corre afoita pela neve da cidade!
Cai e escorrega atrás do que lhe agrade.
Tantas luzes cintilantes,
muitas renas e elefantes!
São bonecos sorridentes,
guloseimas e presentes
e o presépio natalino
(a lembrança do menino!)...
A esperança cai do Alto como flocos de verdade!
Cai e escorrega e o nosso peito invade.
Todo ano as luzes vêm
despertando mais alguém!
Todo ano cai a neve
Mesmo num momento breve
Todo o ano há quem aguarde
jubiloso, a caridade!
Cai a neve do natal sobre os templos da cidade!
Cai e escorrega e aos poucos tudo invade.
Gilberto de Almeida
22/12/2017
Cálice sagrado
A vida do cristão é doce alento
oferecido em taça de amargura
ao coração sofrido que procura
servir sem recompensa, oculto e isento.
É cálice sagrado o seu intento,
na Terra derramado, com doçura,
porque, se entrega luz, recolhe a escura
ingratidão do mundo desatento.
Porém, não se intimida; segue adiante!
Donde a energia imensa que garante
tal brio, tão incomum, tão pouco visto?
É que essa força nasce além da Terra
e ao servidor humilde se descerra
como esperança, luz e amor do Cristo.
Gilberto de Almeida
04/12/2017
Abre-me a porta do sonho e serei eu...
Labels:
Manuel marques . poema
Desenho, invento beijos, construo sonhosbusco através do poema
uma palavra que me conforte...
Desenho caminhos sobre o mar
onde possa caminhar
possa amar antes da morte...
Reinvento o Sol as Luas
rascunho lembranças
as minhas, as tuas...
Costuro a memória do meu corpo junto ao teu
retalho de sonhos,balanço de corpos
abre-me a porta do sonho e serei eu...
Manuel Marques (Arroz)
Os sonhos em mim
![]() |
| Imagem da Web |
Estou agora ao passo dos
sonhos, a transgressão
Maior à realidade. Não se
aceitar que homens
São maus, que o amor é findo,
que pais morrem,
E que as vontades envelhecem.
O sonho, um ato de coragem e
desmazelo.
É não crer. Duvidar do que se
vê à janela.
Não aceitar que se posicionem
distantes
Os sóis.
A vida como tanto, como uma
luta eterna
Contra o real, é um sonho. Um
sonho de
Liberdade. Um sonho que não
cabe entre
Ideias e que transcende as
mãos.
São enormes os sonhos. E sendo
grandes
Como os pensamentos e os
homens, não
Cabem os sonhos em lugar
algum. São
Os sonhos livres, libertos,
escorregadios.
Os sonhos jamais presos e
contidos. Morrem
Os homens, eles não. Os sonhos
que estavam
No coração de uma mulher vão à
cova, os de
Umas crianças se escondem no
coração.
Continuam sonhos...
E assim, a vida. A vida como
dependente dos
Sonhos, quase um barbarismo,
posto que
São os sonhos a vontade primaz
De se viver (livre).
Josué Brito
O outro lado dos sonhos...
Labels:
Manuel marques . poema
O outro lado dos sonhos.
Noites longas
silêncios que têm voz
sonhos ilusões
o que resta de nós ...
Olha-me para os olhos
aonde se escondem fantasmas
em sonhos exaustos, vazios ...
Deixa-me adivinhar no teu olhar
o outro lado dos sonhos
e enquanto encontrar o teu sorriso
nunca te deixarei de amar...
Manuel Marques (Arroz)
Noites longassilêncios que têm voz
sonhos ilusões
o que resta de nós ...
Olha-me para os olhos
aonde se escondem fantasmas
em sonhos exaustos, vazios ...
Deixa-me adivinhar no teu olhar
o outro lado dos sonhos
e enquanto encontrar o teu sorriso
nunca te deixarei de amar...
Manuel Marques (Arroz)
Dá-me um sonho que seja nosso...
Labels:
Manuel marques.poema
De memória em memória atravesso-te
nas minhas lágrimas ainda restam alguns sonhos
procuro palavras,procuro-te...
Silêncio e mais silêncio
o vazio a realidade o sonho
o sorriso nos lábios de um amor triste...
Grito surdo,sonho de poeta
na noite escura o teu olhar fulmina-me
dá-me um sonho que seja nosso...
Manuel Marques (Arroz)
nas minhas lágrimas ainda restam alguns sonhos
procuro palavras,procuro-te...
Silêncio e mais silêncio
o vazio a realidade o sonho
o sorriso nos lábios de um amor triste...
Grito surdo,sonho de poeta
na noite escura o teu olhar fulmina-me
dá-me um sonho que seja nosso...
Manuel Marques (Arroz)
Fica em mim esta noite...
Labels:
Manuel marques.poema
Vagueio na escuridão desta noite
nos meus sonhos há fragmentos de solidão
sombrias madrugadas de ilusão
Nem sempre da janela do meu quarto encontro o sonho
são inocentes os meus olhos quando te olham
e no silêncio da noite a alma resiste .
Fica em mim esta noite
até que tudo se dissolva em sonhos
abraça-me e envolve-me de amor.

Manuel Marques (Arroz)
nos meus sonhos há fragmentos de solidão
sombrias madrugadas de ilusão
Nem sempre da janela do meu quarto encontro o sonho
são inocentes os meus olhos quando te olham
e no silêncio da noite a alma resiste .
Fica em mim esta noite
até que tudo se dissolva em sonhos
abraça-me e envolve-me de amor.

Manuel Marques (Arroz)
Independência (ou morte)?
![]() |
| Imagem: Google |
Hoje, dia da Independência do Brasil.
E eu fico me perguntando: que independência?
A cada nova notícia nos jornais e nas redes sociais,
minha inconformação aumenta.
Vejo estampada a notícia de um abuso sexual num coletivo.
E nada fez a justiça para punir o indivíduo.
Quatro dias depois, o mesmo "homem" repete o ato contra outra mulher.
E o mesmo se repete em outro Estado mais alguns dias depois.
Ambos os casos são reduzidos a nada, a pó.
A uma insignificância sem dó.
Pois os sujeitos "responderão" em liberdade.
Quanta impunidade!
O ato em si não atinge apenas àquelas mulheres.
Mas a todas nós.
Que temos nossa liberdade ameaçada a cada segundo.
Poder? Podemos. Sempre poderemos mais.
Não deixaremos de lutar.
Mas, como prosseguir?
Se de plenos poderes gozam Legislativo, Executivo e Judiciário.
E como ficamos nós?
Exploradas/os a cada dia.
A cada dia desatando nós.
Tolhendo vontades.
Cortando gastos.
Comendo o necessário
para não morrer de fome.
Sem nome. Só números.
Estatisticamente comprovados.
Como os daqueles/as negros/as e favelados/as.
Que são mortos/as ou detidos/as mesmo sem terem cometido crime algum.
A cor da pele como justificativa.
De quê?
Mas, falando em números,
os de ontem me deixaram ainda mais chocada.
Em muitas malas estavam guardados muitos milhões.
51 MILHÕES de reais, para ser mais exata.
E mais uma vez meu coração se parte em milhões de pedaços.
Ao refletir que com tanta coisa esse dinheiro poderia ser gasto.
Dinheiro que é nosso. Dinheiro que é do povo. Dinheiro. Muitos.
De cá, apenas assistimos
nossos direitos serem tomados.
Basta uma canetada e está consumado.
20 anos de cortes em investimentos na população.
Bem que poderiam clamar não por "ordem e progresso", mas por Ordem no Congresso.
Só sei que nosso povo trabalhador,
com o suor de seu trabalho
leva para casa ínfimos novecentos e poucos reais por mês.
Para alimentar muitas bocas e alguns ideais.
Ideiais e sonhos.
Como o sonho de ver filhos/as, netos/as e sobrinhos/as com diplomas na mão.
Para quem sabe no futuro conseguirem colocar no papel aquilo que seus pais, mães, avôs, avós, tias e tios não conseguiram.
Para quem sabe usarem a caneta e
reescreverem uma nova história.
Uma história de libertação.
Uma história sem opressão.
Uma história sem corrupção.
Uma utopia? Talvez.
Talvez uma utopia mais uma vez.
Mas, vivemos de utopia.
Pois que a história fala que somos independentes.
Mas continuo a me perguntar: que independência?
Marcilane Santos,
07 de setembro de 2017.
A Culpa Não é Do Celular
Por Osny Alves
Com a possibilidade de enviar muitas
mensagens em um clique, a sociedade tem enlouquecido a si própria. O
exibicionismo virou a modinha do século, crianças na idade de brincar de bola
ou boneca ou melhor que isso, lerem um bom livro, se sujeitam a tirar selfies
de seu rosto, de seu corpo, de suas intimidades, como se fosse algo normal é
que o pudor fosse algo negativo e ultrapassado. O mais interessante é que isso
tem atingido uma classe maior de pessoas, e temos visto jovens e adultos,
fazerem a mesma coisa! Esses dias recebi no app do WhatsApp, uma anciã fazendo
um filme, onde ela tirava peça por peça, até ficar totalmente nua, se
insinuando tentando seduzir alguém do outro lado da tela de seu celular, a
senhora beirava seus setenta anos de vida, e parecia insana, menos para quem
fora daquele banheiro achava que ela seria a nobreza e retentora da moral e dos
bons costumes. Ou o mundo quase todo enlouqueceu, ou fui eu que enlouqueci. Mas
a verdade é uma só, a malícia e a falta de vergonha é contagiosa, bem como se
fosse um vírus contaminando a tudo é a todos. Parecem zumbis, mortos-vivos,
caminhando pela face da terra. Hoje é comum ver pessoas filmando a si próprias
e seus parceiros realizando aos obscenos, escandalosamente e postando na
internet, como se fosse uma simples foto de rosto. Fico pensando na coragem ou
irresponsabilidade dessas pessoas, essa insanidade total que tem afetado o
mundo, atravessando a moral da sociedade, sua fé no religioso, destruindo
culturas e lares. Outro dia vi no celular de um colega uma menina que pedia
para que a filmassem transando com diversos meninos, e dizia: - "olha aí
fulano como é que se coloca chifre"... Penso eu que ela queria punir a si
própria, pensando equivocadamente que estava punindo o namorado. Nossos
celulares tinham que ter um tipo de filtro que recusasse nudes, filmes pornôs,
pouca vergonha de idosos, adultos, jovens e crianças... Músicas que falam
abertamente sobre tudo relacionado a sexo e crimes, dos mais hediondos. Em
nossas escolas estão cheias de vídeos pornográficos que rapidamente viralizam e
em questão de segundos tomam conta das redes sociais e na maioria dos casos
quem liberou tais vídeos, foram as próprias "vítimas". É incrível
como a inversão de valores se agigantou com imensa rapidez, tal qual como o mar
de lama que devastou Mariana e outras cidades, ou como o Vesúvio que cobriu de
larva cidades inteiras destruindo tudo o que com sacrifício foram criadas. O
que é moral hoje em dia? E bons costumes? Ainda vamos ouvir que são uma espécie
de animais em extinção. Nem tanto a Burca, nem tanto o Nude. Mantenhamos o
equilíbrio. A sociedade já tem muito pecado e crime com que pagar, e quem vai
pagar a conta são as crianças dessa geração e dos que estão por vir. Hoje o
natural é o voyeurismo, exibicionismo, e tantas outras coisas que sabemos que o
mundo entrou num caminho perigoso, um colapso sem volta.
O TEU DESEJO É A TUA ORAÇÃO
“‘Meu
coração grita e geme de dor’ (Sl 37,9). Há gemidos ocultos que não são ouvidos
pelos homens. Contudo, se o coração está possuído por tão ardente desejo que a
ferida interior do homem se manifesta em sons externos, procuramos a causa e
dizemos a nós mesmos: Talvez ele tenha razão de gemer; e talvez lhe tenha
ocorrido algo. Mas quem pode compreender esses gemidos, senão Aquele a cujos
olhos e ouvidos eles se dirigem? Por isso diz: ‘Meu coração grita e geme de
dor’, porque os homens, se às vezes ouvem os gemidos de um homem, ouvem
frequentemente os gemidos da carne; mas não ouvem o que geme em seu coração.
E quem seria capaz de compreender
por que grita? Escuta o que diz: ‘Diante de Vós está todo o meu desejo’ (Sl
37,10). Não ‘diante dos homens’, que não podem ver o coração, mas ‘diante de
Vós’ está todo o meu desejo. Se, pois, o teu desejo está diante do Pai, Ele que
vê o que está oculto, te recompensará.
Teu desejo é a tua oração: se o
desejo é contínuo, também a oração é contínua. Não foi em vão que o Apóstolo
disse: ‘Orai sem cessar’ (1Ts 5,17). Será preciso ter sempre os joelhos em
terra, o corpo prostrado, as mãos levantadas, para que ele nos diga: ‘Orai sem
cessar?’ Se é isto que chamamos orar, não creio que possamos fazê-lo sem
cessar.
Há outra oração interior e
contínua: é o desejo. Ainda que faças qualquer outra coisa, se desejas aquele
‘repouso do sábado eterno’, não cessas de orar. Se não queres cessar de orar,
não cesses de desejar.
Se teu desejo é contínuo, a tua
voz é contínua. Ficarás calado, se deixares de amar. Quais são os que se
calaram? Aqueles de quem foi dito: ‘A maldade se espalhará tanto, que o amor de
muitos esfriará’ (Mt 24,12).
O arrefecimento da caridade é o
silêncio do coração; o fervor da caridade é o clamor do coração. Se a tua
caridade permanece sempre, clamas sempre; se clamas sempre, desejas sempre; se
desejas, tu te recordas do repouso eterno.
‘Diante de Vós está todo o meu
desejo’. Se o desejo está diante de Deus, o gemido não estará? Como poderia ser
assim, se o gemido é a expressão do desejo?
Por isso o Salmista continua:
‘Meu gemido não Vos é oculto’ (Sl 37,10): Não é oculto para Deus, mas é oculto
para a multidão dos homens. Ouve-se por vezes um humilde servo de Deus dizer:
‘Meu gemido não Vos é oculto’ e vê-se também esse servo sorrir. Será por que o
desejo está morto em seu coração? Se o desejo permanece, também permanece o
gemido; este nem sempre chega aos ouvidos dos homens, mas nunca está longe dos
ouvidos de Deus” (Comentário ao Salmo 37,13-14; CCL 38,391-392).
Santo Agostinho de Hipona, +430
Tende o amor
O olhar dotado do acaso sem escrúpulos
Viajando ao além... se arrefecendo aos poucos,
Criando mundos que não são compatíveis, mas
Que são seus, que são únicos.
Consoante a uma ampulheta fria e calculista,
As mãos se vão distanciando... Cria-se um mar. A
Sublimação dantes eviterna e fascinada
Torna-se esquálida,
alimentada
Pelo próprio
dissabor.
Faz-se vivo a brecha, o instante, o momento...
Onde o coração não mais se acalenta. Esfriou-se.
As simulações fazem faces, fazem beijos,
Fazem entregas, todas falsas, todas dotadas
De amargura.
E no fim qual a verdade? Qual a real ventura?
Todos os homens são falsos... Todos os pensamentos
São vagos, estão, enquanto se diz eu te amo,
Em outras desventuras.
Josué da Silva Brito
Ensaio sobre a loucura
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Josué Brito,
Pensamento
| Composição Vii - Petróleo Por Wassily Kandinsky |
O
homem sendo a materialização do desejo e a transfiguração do fazer pode ser
classificado em duas palavras, que em partes são sinônimos: amor e loucura. A
loucura fez do homem capaz de amar, deu a ele a determinação insana e
irracional pela conquista e pelo auto sacrifício. O amor tornou o homem louco,
capaz de transcender o ambiente racional e conceber as mais tenras ilusões
juvenis.
O
amor e a loucura juntos deram ao homem a criatividade, a luta e o ar selvagem
que ainda permanece vivo no perfume de raça estranha. Ao homem o amor, à
loucura o homem.
Durante
séculos o amor, o homem e a loucura caminharam em harmonia, criando um ambiente
de profunda criação, ética e humanidade.
Alguma
coisa, porém deu errado no tempo. De alguns homem se apropriou a loucura,
enquanto de outros, o amor. O amor e a loucura não mais como unha e carne, mas
como rivais em busca da conquista de seguidores. Eis, então, a origem dos
tresloucados do século atual.
O
amor desligado da loucura criou uma loucura impalatável. Homens loucos pelo
dinheiro, pela glória, pelas guerras... Verdadeiros animais insanos pelas
próprias conquistas vazias. Já os que foram dominados pelo amor e não possuem
loucura se tornaram silentes, desaparecidos entre a calamidade, como se fossem
apenas mais um elemento do caos.
Os
homens de outrora que amavam a loucura e dela tinham meio para o amor
simplicissimamente se reduziram a lembrança. São alguns poucos e modestos
poetas que ainda acreditam em ideias e na ordem do destino. São, entretanto,
tão raros e esquálidos que fazem menos diferença que o aljôfar nos olhos de uma
dama em um mundo de insensíveis.
O
equilíbrio, não obstante, ainda se encontra com o surgimento de novos homens.
Uma casta nem superior, nem inferior, apenas diferente. A nova categoria de
homens não se domina pelo amor ou pela loucura. São indomáveis. Não são atores
da peça que se encena em um universo repetitivo. São observadores. Sem poder
para impedir o desastre da guerra entre o amor e a loucura, essa casta se
reserva a prevê o que virá. São observadores implacáveis e mais ainda são
contadores daquilo que observam. Essa nova geração que se desprendeu da
polarização inútil e inglória se denomina escritores...
Josué da Silva Brito
Brasil um Tiânic Anunciado
Labels:
Osny Alves
Aquela
arte de ser brasileiro com toda a magia daquele modo tão meigo,
era tudo o que o mundo queria. Os turistas que chegavam em tudo se maravilhavam
nesse país lindo e tropical... Praia, futebol, carnaval! Tudo aqui tinha uma beleza que só quem
conheceu ainda ama, dos casarões antigos de São Paulo,
ou das calçadas de Copacabana, dos grandes prédios de
Brasília, ou da lagoa da Pampulha, ou
Alameda Pamplona, mas tudo, tudo já anunciava que muita festa não presta,
aqui tem muito feriado apesar de isso ser natural...
Tudo que
se plantava, dava! Lembro-me de ser bem legal, até tinha corrupção, mas era
tudo tão pequeno, não tinha o
veneno ou o jeitinho brasileiro que contaminou a nação! O mundo
todo falava do gingado de um povo trabalhador, sofrido, ingênuo que
derramava e adubava o solo com seu suor, tudo era tão sereno,
mas a ambição contagiou o meio político e foi
corrompido. Onde ninguém sabe de nada.... Se viciou no fruto
proibido, que atende por corrupção. Desde um dvd pirata a uma roupa de
marca, tudo é imitação. Antes as prestações eram
altas, mas não eram esse "Monte
Everest," que nenhuma “cabra da
peste" pode se dizer escalador... Hoje a gente fala com máquina,
numa simples ligação... Não tem mais contato humano... É tudo
enganação, até para cobrar a gente do outro
lado da linha vem uma vozinha que se finge de amigo: "oiê,"
mas some de repente, é tudo uma armadilha e até mesmo na
família a gente vê falsificação. É igreja para
todo lado, com placas diferentes, ali tem muito fiel enganado, por
bandido disfarçado de crente. É muito
papo furado: é o homem que veio do macaco.... É o outro
na igreja dando todo o salário, pensando em ficar milionário, mas não quer
saber de trabalho, de estudo menos ainda! E daqui eu analiso todo esse desperdício, de um
povo até criativo, mas se encontra
em meio ao vício, chicoteado e passivo.
O sexo
hoje está tão explícito é self para
todo lado, um monte de corpo pelado, de criança a idoso doente, mas isso você já sabe, é Facebook
e “”Whats app’”, num país
desavergonhado, é uma chuva de enganos! O que era
certo agora é errado, é uma
inversão de valores, onde não se tem
mais culpados.... Para os direitos humanos são inocentes sofredores.
A educação virou
ironia, hoje sem saber se passa.... Onde antigamente repetia.... Hoje se tiver
presença em sala de aula, tira dois mesmo
tirando zero na prova, é cada coisa que endoida, que tem que
pedir licença, para continuar essa prosa. É proibido
proibir só para as coisas direitas. Imagine que
antigamente para a letra ficar perfeita, e entendível, e passar a outro nível, tinha
o caderno de caligrafia, tinha a tabuada, tudo era simples magia, hoje isso é proibido
por constranger a criança, vejam que essa lambança na educação
contagia, não vou falar da lei da palmada pois
tudo virou uma piada, não existe cintada, isso é uma
vergonha, onde a cultura se esconde e a malícia se assanha! Se alguém passa
mal ou sofre um acidente, levam direto ao hospital, ficam na fila simplesmente,
um tempo para lá de anormal, o médico não sabe de
nada, nem de remédio, ou de dose, não entende
coisa nenhuma, tudo para ele é virose. E para quem não quer
trabalhar, fica num boteco encostado, pois no bolso há um papel,
por nome atestado, para apresentar amanhã no serviço. Antigamente
se pensava no outro, tinha sempre um abraço ou um ombro, era amor e doação! Hoje
ninguém pensa em ninguém, é tudo
enganação. É cobra engolindo cobra, é dragão matando
dragão, é uma insídia
danada, traição gera traição! É balança marcando
errado, é gelo dentro do frango, é rato
dentro da Coca, é a nação se enganando, é carne com
papelão é leite contaminado, é ladrão conta
ladrão, é polícia
recebendo chumbo trocado, é político ladrão, são os
presidentes é o senado, é o naufrágio dessa
nação num mar enlameado! E fico eu desse
lado, na verdade num cantinho, ouvindo o papo furado e vendo muita gente
curtindo, ninguém confia em ninguém e ainda
ficam sorrindo, e penso eu com meus botões, como serão outras
nações? Será que é esse
caldeirão? Onde quem domina são legiões, para
quem crê... E no apocalipse espera, sabe que
o inferno é nesse funil, onde cultuam o BBB e a
novela, nesse fim de mundo que se chama Brasil!
Osny Alves
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