DESPERTAR
Acordando em indefinido pensamento.
Em sonhos e pesadelos derretidos.
Na sonolência postada em deslizes.
No corrimão da vida.
Buscando a fiação perdida,
na mistura das linhas,
na costura de um modelo,
antes programado e definido,
hoje embaralhado e perdido.
Um caminho a percorrer,
sem base, direção e sentido.
Fico estático em mortificação,
sem espera de um toque ou presença.
Muitos vagueiam num vai e vem.
Muitos cruzam, mas não se aquecem.
Uns conheço em parte, outros não.
O que ausente persiste é justamente,
o que me faz presença em falta constante.
Pintei em aquarela no gotejar de meus sonhos.
Viajo em rios de tinta num afogar colorido
Tomo-te de vez em meu pensamento...
...
em ausência
mochiaro
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VERDADE
VERDADE
O GRITO É A MUDEZ DA VERDADE
O SILÊNCIO É COMO O VAZIO CHEIO
ONDE AUSCULTO A HARMONIA DOS SONS
VINDO DA NATUREZA EM ORQUESTRAÇÃO
LIMPO, PURO, SUAVE, ENVOLVENTE
ASSIM VOU PERSISTIR
NA OBSCURIDADE DO DIA
NA CLARIDADE DA NOITE
DENTRO DE MIM
UM SILÊNCIO GRITA
ECOANDO PARA SENTIMENTOS OUVIDOS
EM VERDADE ACORDADA
mochiaro
Indagações (retornando)
Olá! Estou retornando ao blog e já trago novidades!
Minha nova plataforma literária se chama Reversos Literários.
Deixo aqui um dos textos postados lá.
Abraços!!
Texto postado originalmente no Instagram: @reversosliterarios e no Facebook: @reversoslitterarios, em 20 de janeiro de 2018.
Neve de natal
Cai a neve de natal sobre os templos da cidade!
Cai e escorrega e aos poucos tudo invade.
Sobre as casas e oficinas,
sobre as almas pequeninas,
cai na Igreja reformada,
cai na ponte e sobre a estrada,
sobre os bancos e as finanças
cai a neve e tudo amansa...
E a criança corre afoita pela neve da cidade!
Cai e escorrega atrás do que lhe agrade.
Tantas luzes cintilantes,
muitas renas e elefantes!
São bonecos sorridentes,
guloseimas e presentes
e o presépio natalino
(a lembrança do menino!)...
A esperança cai do Alto como flocos de verdade!
Cai e escorrega e o nosso peito invade.
Todo ano as luzes vêm
despertando mais alguém!
Todo ano cai a neve
Mesmo num momento breve
Todo o ano há quem aguarde
jubiloso, a caridade!
Cai a neve do natal sobre os templos da cidade!
Cai e escorrega e aos poucos tudo invade.
Gilberto de Almeida
22/12/2017
Cálice sagrado
A vida do cristão é doce alento
oferecido em taça de amargura
ao coração sofrido que procura
servir sem recompensa, oculto e isento.
É cálice sagrado o seu intento,
na Terra derramado, com doçura,
porque, se entrega luz, recolhe a escura
ingratidão do mundo desatento.
Porém, não se intimida; segue adiante!
Donde a energia imensa que garante
tal brio, tão incomum, tão pouco visto?
É que essa força nasce além da Terra
e ao servidor humilde se descerra
como esperança, luz e amor do Cristo.
Gilberto de Almeida
04/12/2017
Abre-me a porta do sonho e serei eu...
Labels:
Manuel marques . poema
Desenho, invento beijos, construo sonhosbusco através do poema
uma palavra que me conforte...
Desenho caminhos sobre o mar
onde possa caminhar
possa amar antes da morte...
Reinvento o Sol as Luas
rascunho lembranças
as minhas, as tuas...
Costuro a memória do meu corpo junto ao teu
retalho de sonhos,balanço de corpos
abre-me a porta do sonho e serei eu...
Manuel Marques (Arroz)
Os sonhos em mim
![]() |
| Imagem da Web |
Estou agora ao passo dos
sonhos, a transgressão
Maior à realidade. Não se
aceitar que homens
São maus, que o amor é findo,
que pais morrem,
E que as vontades envelhecem.
O sonho, um ato de coragem e
desmazelo.
É não crer. Duvidar do que se
vê à janela.
Não aceitar que se posicionem
distantes
Os sóis.
A vida como tanto, como uma
luta eterna
Contra o real, é um sonho. Um
sonho de
Liberdade. Um sonho que não
cabe entre
Ideias e que transcende as
mãos.
São enormes os sonhos. E sendo
grandes
Como os pensamentos e os
homens, não
Cabem os sonhos em lugar
algum. São
Os sonhos livres, libertos,
escorregadios.
Os sonhos jamais presos e
contidos. Morrem
Os homens, eles não. Os sonhos
que estavam
No coração de uma mulher vão à
cova, os de
Umas crianças se escondem no
coração.
Continuam sonhos...
E assim, a vida. A vida como
dependente dos
Sonhos, quase um barbarismo,
posto que
São os sonhos a vontade primaz
De se viver (livre).
Josué Brito
O outro lado dos sonhos...
Labels:
Manuel marques . poema
O outro lado dos sonhos.
Noites longas
silêncios que têm voz
sonhos ilusões
o que resta de nós ...
Olha-me para os olhos
aonde se escondem fantasmas
em sonhos exaustos, vazios ...
Deixa-me adivinhar no teu olhar
o outro lado dos sonhos
e enquanto encontrar o teu sorriso
nunca te deixarei de amar...
Manuel Marques (Arroz)
Noites longassilêncios que têm voz
sonhos ilusões
o que resta de nós ...
Olha-me para os olhos
aonde se escondem fantasmas
em sonhos exaustos, vazios ...
Deixa-me adivinhar no teu olhar
o outro lado dos sonhos
e enquanto encontrar o teu sorriso
nunca te deixarei de amar...
Manuel Marques (Arroz)
Dá-me um sonho que seja nosso...
Labels:
Manuel marques.poema
De memória em memória atravesso-te
nas minhas lágrimas ainda restam alguns sonhos
procuro palavras,procuro-te...
Silêncio e mais silêncio
o vazio a realidade o sonho
o sorriso nos lábios de um amor triste...
Grito surdo,sonho de poeta
na noite escura o teu olhar fulmina-me
dá-me um sonho que seja nosso...
Manuel Marques (Arroz)
nas minhas lágrimas ainda restam alguns sonhos
procuro palavras,procuro-te...
Silêncio e mais silêncio
o vazio a realidade o sonho
o sorriso nos lábios de um amor triste...
Grito surdo,sonho de poeta
na noite escura o teu olhar fulmina-me
dá-me um sonho que seja nosso...
Manuel Marques (Arroz)
Fica em mim esta noite...
Labels:
Manuel marques.poema
Vagueio na escuridão desta noite
nos meus sonhos há fragmentos de solidão
sombrias madrugadas de ilusão
Nem sempre da janela do meu quarto encontro o sonho
são inocentes os meus olhos quando te olham
e no silêncio da noite a alma resiste .
Fica em mim esta noite
até que tudo se dissolva em sonhos
abraça-me e envolve-me de amor.

Manuel Marques (Arroz)
nos meus sonhos há fragmentos de solidão
sombrias madrugadas de ilusão
Nem sempre da janela do meu quarto encontro o sonho
são inocentes os meus olhos quando te olham
e no silêncio da noite a alma resiste .
Fica em mim esta noite
até que tudo se dissolva em sonhos
abraça-me e envolve-me de amor.

Manuel Marques (Arroz)
Independência (ou morte)?
![]() |
| Imagem: Google |
Hoje, dia da Independência do Brasil.
E eu fico me perguntando: que independência?
A cada nova notícia nos jornais e nas redes sociais,
minha inconformação aumenta.
Vejo estampada a notícia de um abuso sexual num coletivo.
E nada fez a justiça para punir o indivíduo.
Quatro dias depois, o mesmo "homem" repete o ato contra outra mulher.
E o mesmo se repete em outro Estado mais alguns dias depois.
Ambos os casos são reduzidos a nada, a pó.
A uma insignificância sem dó.
Pois os sujeitos "responderão" em liberdade.
Quanta impunidade!
O ato em si não atinge apenas àquelas mulheres.
Mas a todas nós.
Que temos nossa liberdade ameaçada a cada segundo.
Poder? Podemos. Sempre poderemos mais.
Não deixaremos de lutar.
Mas, como prosseguir?
Se de plenos poderes gozam Legislativo, Executivo e Judiciário.
E como ficamos nós?
Exploradas/os a cada dia.
A cada dia desatando nós.
Tolhendo vontades.
Cortando gastos.
Comendo o necessário
para não morrer de fome.
Sem nome. Só números.
Estatisticamente comprovados.
Como os daqueles/as negros/as e favelados/as.
Que são mortos/as ou detidos/as mesmo sem terem cometido crime algum.
A cor da pele como justificativa.
De quê?
Mas, falando em números,
os de ontem me deixaram ainda mais chocada.
Em muitas malas estavam guardados muitos milhões.
51 MILHÕES de reais, para ser mais exata.
E mais uma vez meu coração se parte em milhões de pedaços.
Ao refletir que com tanta coisa esse dinheiro poderia ser gasto.
Dinheiro que é nosso. Dinheiro que é do povo. Dinheiro. Muitos.
De cá, apenas assistimos
nossos direitos serem tomados.
Basta uma canetada e está consumado.
20 anos de cortes em investimentos na população.
Bem que poderiam clamar não por "ordem e progresso", mas por Ordem no Congresso.
Só sei que nosso povo trabalhador,
com o suor de seu trabalho
leva para casa ínfimos novecentos e poucos reais por mês.
Para alimentar muitas bocas e alguns ideais.
Ideiais e sonhos.
Como o sonho de ver filhos/as, netos/as e sobrinhos/as com diplomas na mão.
Para quem sabe no futuro conseguirem colocar no papel aquilo que seus pais, mães, avôs, avós, tias e tios não conseguiram.
Para quem sabe usarem a caneta e
reescreverem uma nova história.
Uma história de libertação.
Uma história sem opressão.
Uma história sem corrupção.
Uma utopia? Talvez.
Talvez uma utopia mais uma vez.
Mas, vivemos de utopia.
Pois que a história fala que somos independentes.
Mas continuo a me perguntar: que independência?
Marcilane Santos,
07 de setembro de 2017.
A Culpa Não é Do Celular
Por Osny Alves
Com a possibilidade de enviar muitas
mensagens em um clique, a sociedade tem enlouquecido a si própria. O
exibicionismo virou a modinha do século, crianças na idade de brincar de bola
ou boneca ou melhor que isso, lerem um bom livro, se sujeitam a tirar selfies
de seu rosto, de seu corpo, de suas intimidades, como se fosse algo normal é
que o pudor fosse algo negativo e ultrapassado. O mais interessante é que isso
tem atingido uma classe maior de pessoas, e temos visto jovens e adultos,
fazerem a mesma coisa! Esses dias recebi no app do WhatsApp, uma anciã fazendo
um filme, onde ela tirava peça por peça, até ficar totalmente nua, se
insinuando tentando seduzir alguém do outro lado da tela de seu celular, a
senhora beirava seus setenta anos de vida, e parecia insana, menos para quem
fora daquele banheiro achava que ela seria a nobreza e retentora da moral e dos
bons costumes. Ou o mundo quase todo enlouqueceu, ou fui eu que enlouqueci. Mas
a verdade é uma só, a malícia e a falta de vergonha é contagiosa, bem como se
fosse um vírus contaminando a tudo é a todos. Parecem zumbis, mortos-vivos,
caminhando pela face da terra. Hoje é comum ver pessoas filmando a si próprias
e seus parceiros realizando aos obscenos, escandalosamente e postando na
internet, como se fosse uma simples foto de rosto. Fico pensando na coragem ou
irresponsabilidade dessas pessoas, essa insanidade total que tem afetado o
mundo, atravessando a moral da sociedade, sua fé no religioso, destruindo
culturas e lares. Outro dia vi no celular de um colega uma menina que pedia
para que a filmassem transando com diversos meninos, e dizia: - "olha aí
fulano como é que se coloca chifre"... Penso eu que ela queria punir a si
própria, pensando equivocadamente que estava punindo o namorado. Nossos
celulares tinham que ter um tipo de filtro que recusasse nudes, filmes pornôs,
pouca vergonha de idosos, adultos, jovens e crianças... Músicas que falam
abertamente sobre tudo relacionado a sexo e crimes, dos mais hediondos. Em
nossas escolas estão cheias de vídeos pornográficos que rapidamente viralizam e
em questão de segundos tomam conta das redes sociais e na maioria dos casos
quem liberou tais vídeos, foram as próprias "vítimas". É incrível
como a inversão de valores se agigantou com imensa rapidez, tal qual como o mar
de lama que devastou Mariana e outras cidades, ou como o Vesúvio que cobriu de
larva cidades inteiras destruindo tudo o que com sacrifício foram criadas. O
que é moral hoje em dia? E bons costumes? Ainda vamos ouvir que são uma espécie
de animais em extinção. Nem tanto a Burca, nem tanto o Nude. Mantenhamos o
equilíbrio. A sociedade já tem muito pecado e crime com que pagar, e quem vai
pagar a conta são as crianças dessa geração e dos que estão por vir. Hoje o
natural é o voyeurismo, exibicionismo, e tantas outras coisas que sabemos que o
mundo entrou num caminho perigoso, um colapso sem volta.
O TEU DESEJO É A TUA ORAÇÃO
“‘Meu
coração grita e geme de dor’ (Sl 37,9). Há gemidos ocultos que não são ouvidos
pelos homens. Contudo, se o coração está possuído por tão ardente desejo que a
ferida interior do homem se manifesta em sons externos, procuramos a causa e
dizemos a nós mesmos: Talvez ele tenha razão de gemer; e talvez lhe tenha
ocorrido algo. Mas quem pode compreender esses gemidos, senão Aquele a cujos
olhos e ouvidos eles se dirigem? Por isso diz: ‘Meu coração grita e geme de
dor’, porque os homens, se às vezes ouvem os gemidos de um homem, ouvem
frequentemente os gemidos da carne; mas não ouvem o que geme em seu coração.
E quem seria capaz de compreender
por que grita? Escuta o que diz: ‘Diante de Vós está todo o meu desejo’ (Sl
37,10). Não ‘diante dos homens’, que não podem ver o coração, mas ‘diante de
Vós’ está todo o meu desejo. Se, pois, o teu desejo está diante do Pai, Ele que
vê o que está oculto, te recompensará.
Teu desejo é a tua oração: se o
desejo é contínuo, também a oração é contínua. Não foi em vão que o Apóstolo
disse: ‘Orai sem cessar’ (1Ts 5,17). Será preciso ter sempre os joelhos em
terra, o corpo prostrado, as mãos levantadas, para que ele nos diga: ‘Orai sem
cessar?’ Se é isto que chamamos orar, não creio que possamos fazê-lo sem
cessar.
Há outra oração interior e
contínua: é o desejo. Ainda que faças qualquer outra coisa, se desejas aquele
‘repouso do sábado eterno’, não cessas de orar. Se não queres cessar de orar,
não cesses de desejar.
Se teu desejo é contínuo, a tua
voz é contínua. Ficarás calado, se deixares de amar. Quais são os que se
calaram? Aqueles de quem foi dito: ‘A maldade se espalhará tanto, que o amor de
muitos esfriará’ (Mt 24,12).
O arrefecimento da caridade é o
silêncio do coração; o fervor da caridade é o clamor do coração. Se a tua
caridade permanece sempre, clamas sempre; se clamas sempre, desejas sempre; se
desejas, tu te recordas do repouso eterno.
‘Diante de Vós está todo o meu
desejo’. Se o desejo está diante de Deus, o gemido não estará? Como poderia ser
assim, se o gemido é a expressão do desejo?
Por isso o Salmista continua:
‘Meu gemido não Vos é oculto’ (Sl 37,10): Não é oculto para Deus, mas é oculto
para a multidão dos homens. Ouve-se por vezes um humilde servo de Deus dizer:
‘Meu gemido não Vos é oculto’ e vê-se também esse servo sorrir. Será por que o
desejo está morto em seu coração? Se o desejo permanece, também permanece o
gemido; este nem sempre chega aos ouvidos dos homens, mas nunca está longe dos
ouvidos de Deus” (Comentário ao Salmo 37,13-14; CCL 38,391-392).
Santo Agostinho de Hipona, +430
Tende o amor
O olhar dotado do acaso sem escrúpulos
Viajando ao além... se arrefecendo aos poucos,
Criando mundos que não são compatíveis, mas
Que são seus, que são únicos.
Consoante a uma ampulheta fria e calculista,
As mãos se vão distanciando... Cria-se um mar. A
Sublimação dantes eviterna e fascinada
Torna-se esquálida,
alimentada
Pelo próprio
dissabor.
Faz-se vivo a brecha, o instante, o momento...
Onde o coração não mais se acalenta. Esfriou-se.
As simulações fazem faces, fazem beijos,
Fazem entregas, todas falsas, todas dotadas
De amargura.
E no fim qual a verdade? Qual a real ventura?
Todos os homens são falsos... Todos os pensamentos
São vagos, estão, enquanto se diz eu te amo,
Em outras desventuras.
Josué da Silva Brito
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