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Quando Eu Te Vejo
Observar - Ilustrado
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TODO MUNDO TEM AQUELE DIA! Por Danka Maia
Minha fofura
Amo minha fofura
Linda em seu olhar
Com sua ternura
Faz-me sempre amar
Amo minha fofura
Com todo meu ser
Seu amor cura
E renova meu viver
Amo minha fofura
E digo desde então
Defendo com bravura
Minha sustentação
Amo minha fofura
E sempre vou amar
Com sua formosura
Bela de admirar
Amo minha fofura
Meu presente encantado
Na nuvem mais escura
É meu Sol iluminado
Abor/
Era para ser um poema,
mas eu abor
Gilberto de Almeida
29/09/2013
A Insónia
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Acordei eram 5h52 minutos... Disse que acordei? Não estou muito certa de ter realmente acordado, pois sinto que não dormi nada. Parece que apenas vagueei pela noite com os olhos fechados e as imagens que vi, em vez de sonhos, foram de pensamentos corridos, assim daqueles que aparecem e desaparecem por instantes. “─ O que se passa comigo? -, murmurei em pensamento, “─ Porque não dormi?”.
Quando te olho
Quando fico te olhando
Algo corre em mim
E me pego imaginando
Mais ou menos assim
Nunca canso de dizer
O quão lindo te acho
Mas o que posso fazer
É o que mais eu faço
Sua sublime beleza
Está em sua alma
É cheia de pureza
Que tudo acalma
Sinto-me contente
Sempre ao te olhar
E o melhor da gente
É sempre se amar
M e U ni verso
Não me cabe nesta prosa poética adjetivar, mas...
banco/vazio = espera
pensamento/remoto = busca
caneta?verde-claro = rabisco
De repente uma lágrima preta borra a esperança contida no pensamento do papel.
Não me cabe nesta poesia rimar, mas...
banco vazio ?
Ilusório, nos ônibus que trafegam no Rio.
pensamento remoto?
Largue essa desbotada foto!
caneta verde-claro?
Voe em uma altura média. Lembre-se de Ícaro. Fui claro?
lágrima preta?
Apenas uma lágrima que misturada ao rímel que pingou na caderneta. Uma bobagem... Se pre ocupe é com a ampulheta. Viva o presente.
Me cabe nesta prosa tentar criar uma piada
uma lua / toda nua
dança na tua rua
O que tem no meio da lua nua, da tua e da rua?
Claudiane
26/09/13
" Se você não aprendeu a rir de si mesmo perdeu a melhor de todas as piadas"
Snyder
O Amor
O Amor é amizade, confiança, alegria.
O Amor não engana, não apaga nem humilha.
O amor é o sentimento que nos uniu.
O amor é o que você e eu, sentiu
Um amor que amadurece
Um amor que jamais entristece
Um amor gostoso de amar
Um amor cheio de vida e de se dar
Ah, o Amor! Um lindo sentimento
Tão gostoso quanto sentir o vento
O Amor é um laço infinito
Tão grande quanto um coração dando um grito
O único sentimento que gera uniões
Transbordando de amor, corações
Casa no lago
Amor para a vida inteira
Homem Alado
Você
UMA IMAGEM REFLETIDA
UMA MESA PARA DOIS Por Danka Maia
Acordei com a seguinte menção no celular:
_Estou falando com o senhor Henrique?
_Sim, sou eu. -Rebati prontamente sentando-me a cama limpando meus olhos enquanto com Rose, minha esposa, que jazia ao meu lado tentava compreender tudo aquilo._Querido, o que foi?
Era o Delegado Fonseca, com um tom na voz de evidente preocupação. Não quis de cara contar-me do que enfim travava-se, somente pediu para que fossemos ao nosso restaurante. Definitivamente algo estava errado.
Foi o tempo de nos ajeitarmos ,apanhar as chaves do local e do automóvel e seguirmos em direção ao estabelecimento. Sim, estava nervoso. Aquela reforma tinha custado anos de nossos esforços, eu na vinícola da família e ela como chefe de cozinha em renomado restaurante na Capital. Viver naquela cidade tão pequena, onde a mesma placa do máximo de rodagem também era a mesma de quantidade de habitantes ,fora opção nossa,opção de vida, de criar os filhos que ainda não tínhamos, de envelhecer , de seguir adiante. Sim, o vilarejo ficava as margens da Rodovia dos Amarantes, também conhecida como Estrada para o inferno, pois seu final era num precipício e ao lado o único cemitério que pertencia a Vila, cujo vale a lembrança tinha muito mais habitantes que no lugarejo. A inauguração fora um sucesso, pessoas das cidades adjacentes vinham para conhecer o "Hell's Kitchen" e tornavam-se clientes assíduos que convidavam outros mais.Logo a Estrada do Inferno passou a ser conhecida como a Rodovia do " Hell's Kitchen".
Quando desci do carro notei que os alarmes do restaurante estavam á tona, parecia que tinha sido invadido por alguém,vi o pânico nos olhares do Delegado e dos dois policiais que ali estavam consigo.Rose, ajudou abrir a porta e tentei resguarda-la atrás de mim.Não sabíamos o que realmente sobreviera sobre o estabelecimento.
Os policiais procuraram.
Procuraram tudo. Entretanto, nada foi encontrado. Tudo permanecia no mesmo lugar que horas antes deixamos quando fechamos as portas. O delegado me lançou aquele olhar, quando se intui o que viu, porém a boca se receia de falar o que a mente produziu.
_Mas Delegado, por que desconfiaram que alguém havia invadido o restaurante?- Minha esposa indagou sem nada perceber.
_Bem, estávamos na ronda de sempre, e ao passarmos na frente de seu estabelecimento um dos meus homens viu duas pessoas sentadas naquela mesa.-Apontando para o canto esquerdo do lugar,onde uma mesa sempre pronta ficava como todo as outras, no entanto curiosamente ninguém jamais aceitara ou pedira para estar nela.- _Mas ao nos ver, saíram correndo para o fundo do espaço numa rapidez muito assídua, o que nos chamou muito atenção e em seguida os alarmes dispararam ,porém ao redor, nada nem ninguém foi encontrado.
Meus cabelos da nuca até o braço esquerdo arrepiaram-se por todo.Durante as reformas coisas estranham sucederam.Cinco construtores desistiram da obra por presenciar atividades sobrenaturais atreladas a imagem de um homem, que intitularam o senhor de negro e uma mulher que apelidaram de Milady devido a finesse de sua vestimenta,entretanto,eram distintos entre si,ele lançava um olhar maldoso,agressivo e horripilante.Ela era serena,doce e sempre com um leve sorriso no rosto,contudo ininterruptamente juntos. Eu e Rose jamais os vimos em tempo algum.
Depois que a polícia foi embora, decidimos olhar com mais detalhe o ambiente. Sim, tudo estava ali.Todavia, a sensação de que éramos observados do mesmo modo, o tempo todo nos entrelaçávamos um como o porto seguro do outro. Ronda feita, Rose me confessou algo que até aquele preciso instante desconhecia:
_Amor, tenho algo que já algum tempinho estou para lhe contar.
Espantado pela natureza da revelação naquela situação indaguei-a:
_E o que é?
Rose desviou o olhar de mim, semelhava recear alguma reação inóspita de minha a parte, mas foi à frente:
_Logo que compramos o restaurante, uma moça do vilarejo veio me procurar e me contou uma história muito macabra sobre o local. Na época não ideia, cri que nossos sonhos eram mais fortes que qualquer maldição de cidade do interior.
_Maldição?- repliquei sobressaltado.
_Sim. A tal mulher narrou-me entre sussurros que o lugar era assombrado. De mau agouro. Parece que há muito tempo atrás um casal comprou todo este acre de terra e construiu uma casa para si e no fim dela o cemitério somente para eles.Amavam-se demais,queriam passar a eternidade lado a lado como a vida terrena.Todavia, ela veio a pega-lo em traição com uma mulher casada da cidade e em seguida se matou.Não suportando o episódio, ele do mesmo modo deu cabo a sua.Parece que era um homem muito rude,não muito quisto na Vila.E desde do fato,é que a Rodovia passou a ser chamada como Estrada para o inferno devido a tragédia. que os abatera.Eles passaram a ser vistos sempre de mãos dadas no cemitério vagando entre os demais túmulos e pessoas vem de longe para conhecer a história deles.
_Rose, espera mesmo que acredite nessas lendas de caipiras?- irritei-me.
_Querido... Observe os fatos. Os problemas nas reformas, as aparições e hoje!
_Aonde quer chegar?- Não intui de cara o que ela queria expor.
_Acho que devíamos repensar sobre o Hell's Kitchen .
Abandonei imediatamente a chave do restaurante e ignorei a colocação de Rose. Para mim era inconcebível cogitar tal hipótese depois de tanto esforço e trabalho. Voltamos para casa calados. Dias se passaram até que o incidente adveio, estava fechando o caixa quando do nada um cinzeiro de vidro simplesmente estourou ao meu lado. Entenda o objeto não caiu, não era leve, era denso e facilmente explodiu quase ferindo minha face. E mais uma vez aquele o ar gélido percorreu meu corpo. Ao olhar em minha visão periférica do canto esquerdo eu o vi, como um raio ele saltou de onde jazia, uma massa negra, pesada e flutuante, mas sombrio e obscuro. Jogou-me contra a parede com uma força gigantesca. Um grunhido saiu de si:
_Vá embora... Desista... Morte!
Contudo não me intimidei. Tentava me desvencilhar de seu ataque, mas parecia que todo minha seiva não resultava em nada.Ele me paralisou e foi então que a vi, vindo, flutuando em minha direção.Seu semblante era tranquilo,apaziguador.E ali dominado entendi sua voz:
_Preciso que fique Henrique,ou serei obrigada a ceifar a vida de Rose.
E fui então que compreendi.Ela era o mal e o senhor sombrio na verdade queria avisar-me de seu intuito.E num flash vi que fora Milady quem o traira,que o local da mesa sempre pronta mas nunca usada jazia a cama de um outro tempo quando ali era o seu lar.
E me rendi.
Hoje a rodovia volveu a ser a Estrada para o Inferno.Meu restaurante demolido.O cemitério voltou a ser a principal atração da Vila.
Milady passeia com o senhor de Negro entre os túmulos deixando-se ver pelos visitantes do macabro ambiente quanto a mim, restou-me ver as lágrimas de Rose sobre a lapela de minha lápide.
Outono.
esvoaçam no ar
sem vida
folha morta no chão
caída...

Flutuam
querem renascer
voltar à árvore
que as desprendeu
para tornar a viver...
Outono no parque
folhas mortas crepitam
sob os meus passos
pássaros cantam
outras folhas se agitam
sufocam e gritam
vamos morrer...
Sobre o peso do homem
folhas secas
que não comem
alimentam a natureza
jazem caídas no chão
Outono cinzento de incerteza..
Manuel Marques (Arroz)
LUZES DA CIDADE
Quem tem um irmão, tem um tesouro!
Nasceram distantes, nos momentos exatos e de união. Sempre brincavam de carrinho, corda e pião, mas o mais importante não eram quais brinquedos tinham para brincar e sim, o fato de sempre estarem presente para que pudessem partilhá-los juntos.
A adolescência trouxe descobertas das quais não imaginariam viver. Brigavam com frequência e discutiam sobre coisas banais e até sem o menor sentido, mas por incrível que pareça o fato de haver ou não discussões, não importava muito, pois sempre estavam ali, juntos. No amor ou no ódio, sempre estavam unidos por um laço único que a cada dia, só aumentava. Laço esse chamado Amor.
Hoje já adultos e maduros, há sentimentos de orgulho em dizer o quanto um ama, quer o bem e a importância que um tem para o outro.
Não seriam nada se não fosse pelo perdão. Se não fosse esse amor incondicional que sentem. Um amor capaz de quebrar qualquer barreira e ainda por cima, os ajudar, abrindo seus olhos para que sejam sempre, irmãos de bem unidos por um só coração.
Irmãos brigam, discutem, se amam, dão risadas, se ajudam, dão apoio um ao outro, seguram na mão. Alerta quando o outro está indo por um caminho torto.
Ah! Irmãos são mais que pessoas geradas pelo mesmo sangue. São amigos e há uma cumplicidade sem igual que os une.
Valores e escolhas
Verdade e Amor são valores
Únicos e fáceis de lembrar
Livram-te dos horrores
Fazendo-te sempre Amar
Jamais os deixe de lado
Fazendo isso irá perder
Oportunidade de ser selado
Assim estará a morrer
Há infinitas escolhas
Estarão aqui eternamente
Vá agora e acolhas
Mas as faça sabiamente
A força da união
Descartesiano
Descanso para o cansaço
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