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Estou agora ao passo dos
sonhos, a transgressão
Maior à realidade. Não se
aceitar que homens
São maus, que o amor é findo,
que pais morrem,
E que as vontades envelhecem.
O sonho, um ato de coragem e
desmazelo.
É não crer. Duvidar do que se
vê à janela.
Não aceitar que se posicionem
distantes
Os sóis.
A vida como tanto, como uma
luta eterna
Contra o real, é um sonho. Um
sonho de
Liberdade. Um sonho que não
cabe entre
Ideias e que transcende as
mãos.
São enormes os sonhos. E sendo
grandes
Como os pensamentos e os
homens, não
Cabem os sonhos em lugar
algum. São
Os sonhos livres, libertos,
escorregadios.
Os sonhos jamais presos e
contidos. Morrem
Os homens, eles não. Os sonhos
que estavam
No coração de uma mulher vão à
cova, os de
Umas crianças se escondem no
coração.
Continuam sonhos...
E assim, a vida. A vida como
dependente dos
Sonhos, quase um barbarismo,
posto que
São os sonhos a vontade primaz
De se viver (livre).
Josué Brito