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| Imagem colhida no Google. |
PEDRAS NO CAMINHO.
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Crônica,
Maristela Ormond
PEDRAS NO CAMINHO
(Maristela Ormond)
Quem disser
que nunca tropeçou está mentindo.
Às vezes as
pedras que encontramos são tão pequenas e causam tanto estrago que nem dá para
acreditar. Outras vezes, elas são imensas e por incrível que pareça são mais
fáceis de escaparmos, pois temos o poder de visualizar sempre aquilo que é
grande e o pequeno passa despercebido e machuca muito mais...
Quantos planos
fazemos para nossa vida e estamos certos de que não haverá nenhum tropeço, mas
de repente tudo muda porque os planos tomam outros rumos que não haviam sido
planejados por nós. Porém, como todo planejamento deve ser maleável, temos que
dar um jeitinho e mudar o enredo.
Assim é. Nossa
vida é uma caixa de surpresas nós estamos sujeitos sempre a tomar um atalho e
reformular para poder continuar.
Isso exige um
esforço, exige confiança e fé para que continuemos em pé.
Observo tantos
casos e às vezes digo a mim mesma: “não suportaria isso que aconteceu, não
estaria mais em pé, não viveria mais uma vida normal”. Mas vejo a pessoa ali,
forte como uma rocha, lutando para manter a dignidade e dar continuidade à
vida.
Um atalho pode
ser uma solução, retirar a pedra, uma solução louvável mesmo porque não
estaríamos pensando somente em nós, mas no outro que pode pegar o mesmo caminho
e o encontrará livre. Conseguir uma pequena brecha por onde consigamos
transpassar o obstáculo? Há várias soluções.
Você já
encontrou uma pedra no seu caminho? Pois é, acredito que todos nós. Mas as
empurramos, com toda nossa força e abrimos uma brecha para que passemos e
adiante vislumbramos um espetáculo da natureza, que se talvez tivéssemos
desistido por conta da dificuldade não teríamos o prazer de vislumbrar...
Daí para
frente sempre vamos nos lembrar dessa pedra no caminho e nossas histórias terão
muito mais vida, muito mais presença de espírito para serem contadas aos
outros, muito mais emoções a serem descritas.
Essas pedras
são muito importantes para que nossa força seja demonstrada e acreditemos que somos
capazes de solucionar desafios imensos, quando temos coragem para removê-las.
Dia virá em
que descobriremos o poder que temos dentro de nós para adaptarmo-nos e não teremos
tanto medo da vida... Contudo penso que somos como os camaleões, mudamos para
não sermos predados e com isto nos tornarmos mais fortes a cada dia.
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E essa? Veio de onde? Vai parar aonde?
Imagem - National Geographic http://ngm.nationalgeographic.com/ngm/photo-contest/2012/entries/gallery/nature-winners/
Fonte
de inspiração que habita meu âmago... Será que saiu em férias?
Onde está?
Volte!!!
Ajude-me a preencher...
papel
virtual, coisinhas e tal.
Tudo
tão quieto...
movimento lento
Ufa!
Que tormento.
Piscadela!
Remexo as entranhas e de repente ... Transpiração. Matogrosso. Melodia.
♪A
inspiração vem de onde?
Pergunta
para mim alguém
Respondo
talvez de longe
De avião
barco ou bonde?
Vem com
meu bem de Belém
Vem com
você neste trem...♪
Vem de uma
Saudade
apertada
Nuvem
desagarrada
Música encantada.
Vem de
um
Grito sufocado
Beijo que
jamais foi dado
Email escrachado.
Vem do
meu bem
além
vai e
vem.
E essa
inspiração veio de onde?
Veio por que já vinha? Ou por que fiquei Zen?
Claudiane Ferreira
♪A
inspiração vem de onde?
De
onde?♪
Transpiração - Ney Matogrosso e Alzira E.
Adentro
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Isa Lisboa,
Poema
Até logo mais
Pai e filho visitam a cidade grande, era a primeira vez daquele menino de olhos esverdeados. Acabo de me perguntar se de fato o que ele me contou foi verdade ou se era apenas verdades inventadas para aguçar a imaginação de sua menininha.
— Pai, estou com muita fome.
— Antonio Amaro, quando o próximo boteco aparecer nós iremos parar para comer.
E o menino saiu correndo, segundo ele, e quando deu por si estava embaixo de uma saia rodada que cheirava a bacalhau. A mulher furiosa, ralhava e balançava a saia para que ele saísse.
Quando enfim chegou ao bar, seu pai pediu empadas . Tudo ia bem quando de repente:
— Cruzes tem um coco de cabrito bem aqui nesse troço! Olhe
papai, falo a verdade!
papai, falo a verdade!
Com certeza devo ter dado bastante risada, quando me contou que o que pensava ser coco de cabrito era uma azeitona preta. E foi assim que mesmo sem nunca ter visto um coco de cabrito sei qual é seu formato e cor.
Claudiane Ferreira
Claudiane Ferreira
Ao menino que ano mais tarde se tornaria meu pai , o meu sincero obrigado ... Até logo mais.
♪ PaiPode crer
Eu tô bem
eu vou indo...♪
" Todos os homens na Terra são chamados a esse testemunho, o da temporária despedida. Considera, portanto, a imperiosa necessidade de pensar nessa injunção e deixa que a reflexão sobre a morte faça parte do teu programa de assunto mentais, com que te armarás, desde já, para o retorno, ou para enfrentar em paz a partida do teus amores..."
Joanna de Ângelis
Divaldo Pereira Franco
Recompensa emocional.
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Maristela Ormond
RECOMPENSA EMOCIONAL
(Por Maristela Ormond)
O que seria
uma recompensa? Algo que nos é dado em troca de outa coisa? Acredito que sim,
mas algo que seja bom em troca de algo que não fizemos ou até fizemos...
Entendo que
uma recompensa é sempre algo bom. E a recompensa emocional?
A recompensa
emocional passa por um elogio, um presente por ter acertado algo em cheio, por
ter aprendido corretamente aquilo que a vida ou alguém nos ensinou. A
recompensa também pode vir na forma de uma carícia, de um aplauso, de um beijo,
sendo esta última uma das mais belas recompensas, pelo menos a que mais gosto e
ganhar.
Nosso coração
palpita fortemente e sentimos alegria de viver, alegria de termos errado menos.
Embora vamos e convenhamos, o que é errado para uns, é certo para outros, pois
não pensamos e agimos igualmente.
Pois bem, mais
do que dinheiro, os bens materiais, a recompensa emocional é um dos fatores
mais importantes na vida do ser humano.
Vamos então
pensar sempre em recompensar aqueles que conosco convivem, pelo menos com boas
palavras, com elogios, mostrando nosso afeto pelas pessoas porque quem sabe
assim faremos nosso mundo menos triste, e com isso receberemos também nossa
recompensa em forma de amor... Talvez seja isso que precisamos tanto nesse momento
para que a vida seja mais bela.
Meu corpo no teu corpo adormecido...
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Manuel Marques,
Poema
e agora que a noite se insinua
invento para ti a loucura e o amor...
Meu corpo no teu corpo adormecido
nas minhas mãos vazias continua
teu corpo vem como vem a noite
eu vivo da esperança e da luz do teu amor...
E quanto mais te perco mais te encontro
O meu peito abriga o teu amor e morre...
Manuel Marques (Arroz)
Viver e sentir que estamos nos aperfeiçoando
Art: Jon Krause
http://jonkrause.com/
No amanhecer rege
melodia introspectiva
piruetas de letras
um mantra
barulha
preenche "Om ah hung"
tracejo o momento
agradeço e celebro
Claudiane Ferreira
Mantra da felicidade
Lutas
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Isa Lisboa,
Poema
Era
imparável
Ninguém
me detinha
Até
quem esse poder
Segurava
E o
usava sem saber
Quando
tinha forças
Esqueci
Que
até a guerreira
Descanso
deve ter
Espada
em riste
Elmo à
frente do peito
Armadura
pesada
Ali
jazem agora
Tomando
a lição
De que
tudo se escolhe
Até as
batalhas
Até as
armas…
Isa Lisboa
O encontro de diferentes mundos
| http://thumbs.dreamstime.com |
A cena passa-se numa escola de ensino médio. No
corredor há jovens com 17 anos de idade, em média. Muitos conversam, outros
ouvem músicas, alguns paqueram... Estão no intervalo.
Após algum tempo, uma senhora chega à escola e
anda na direção dos jovens. Ela tem cabelos brancos, usa um longo vestido, traz
uma enorme bolsa no ombro direito, calça sapatilhas e ouve música nos fones de
ouvido de seu celular.
Os jovens ficam perplexos ao vê-la. A senhora
finge não perceber nada e continua andando. Certamente teria ido resolver algo
na diretoria do colégio.
Após a passagem da senhora, iniciam-se os
comentários:
- Você viu? Caramba ela tava escutando música
no fone!
- Será que essa coroa sabe mesmo mexer na bagaça daquele
celular?
- Coroa? Coroa nada mano. Ela deve ter uns 70
anos já! É uma velha mesmo!
O momento de alvoroço acaba e os jovens
continuam fazendo o que antes faziam... Conversam, ouvem músicas, paqueram... O
intervalo ainda não havia acabado.
Passam-se alguns minutos e a senhora está de
volta. Certamente já tinha resolvido tudo. Por um momento ela para, vasculha
sua enorme bolsa e de lá de dentro, retira seu tablet. Com uma
cara de reprovação e uma voz meio trêmula, ela indaga:
- Nossa! Será que Cristina me enviou outro
e-mail? – Aquela garota não consegue mesmo fazer nada sem mim! Ai, ai... Netos!
A senhora aproxima-se de um banco e senta-se
para responder ao suposto e-mail.
A plateia de alunos abismados para novamente.
Alguns deles cochicham: - Será que ela sabe mexer no tablet também?
– Essa é boa, só quero ver!
A senhora verifica o e-mail de sua neta
Cristina que estava com dúvidas sobre um trabalho escolar e precisava da ajuda
da avó.
Responde detalhadamente ao e-mail da neta,
coloca seu equipamento de volta na bolsa, dá uma olhadinha básica no espelho e
levanta-se.
Um dos rapazes cria coragem e pergunta de
maneira tosca, o que todos ali gostariam de saber:
- Ei, coroa! A senhora sabe mesmo mexer nesses
trecos que leva pra cima e pra baixo?
E ela, sem hesitação, responde: - Claro meu
jovem. A tecnologia está ao alcance de todos. Sou uma coroa, como você diz, com
muito orgulho. Mas não vou negar, sou moderna e vivo antenada em tudo que
acontece.
O rapaz ainda intrigado retruca:
- Não posso acreditar no que estou ouvindo!
E a senhora dando-lhe uns tapinhas no ombro,
fala:
- Rapaz, você ainda tem muito que aprender.
Velhice não é sinônimo de limitações. Nós somos seres capazes de aprendermos e
nos adaptarmos a várias situações em qualquer fase de nossas vidas, mesmo
quando se trata do mundo digital.
- Agora me diga: quem aqui tem a mentalidade
mais velha e careta? Eu, que com tantos anos de vida consegui me adaptar a este
mundo virtual e atual, ou você que é jovem, mas que se limita a um pensamento
tão ignorante e antigo?
O rapaz, vendo que não tinha mais o que falar,
ficou apenas calado diante ao discurso daquela senhora.
A senhora apenas vira as costas para o rapaz e
continua andando.
O sinal toca, e todos retornam cabisbaixos, à
sala de aula.
Marcilane Santos, 21 de novembro de 2012.
Papo Com Fé com Danka Maia
E então depois de um longo inverno ela veio sem grandes pretensões, somente emoções que acaloram o coração da gente.
Danka Maia
Amados, estou me refazendo, reinventando e ao mesmo tempo retomando pulsões em mim que são como o inverno. Hiberna, mas nunca é para sempre. Para suas análises trago o despretensioso
Papo Com Fé!
A MAIOR EXPECTATIVA DEVE SER A SUA ATITUDE!
Poema resposta
Imagem: Elizaveta Porodina
Poesia em vida # 2 - Zuzu Zapata por email
... trago para você uma poesia-pergunta e espero que goste, e se quiser pode me enviar a resposta, ficarei feliz em lê-la.
Que resposta você busca?
Que mistério te seduz?
Que mentira te ilude?
que verdade te exclui?
Qual o beijo que te laça?
Qual olhar que te afasta?
Qual a parte que mais gosta
do recheio ou da casca?
Zuzu Zapata
E foi assim que surgiu meu poema semanal
Ordem espiritual
oração perfume de luz
preocupação banal
corrupção que seduz
O que tem na saliva a emoção
O que retina iceberg
prefiro saborear a junção.
Claudiane Ferreira
Bora ouvir um clipe do Zapata?
http://palcomp3.com/zuzazapata/menino-engravatado/#clipe
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