Carta ao Pai Natal - Um Natal Especial
O velho bom moço do lago
As cartas escrevem-se pelas paredes, 2
>> clique aqui para ler a primeira parte do conto…
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Rodolpho,
Os que chegam à minha caixa de entrada são sempre pequenos. Nada dizem do humano que o escreveu, quando muito me apontam direções e possibilidades. Minha profissão exige pressa e os argumentos, quase sempre, são específicos e devidamente pontuados…
Enfim, quanto ao livro, confesso a você que deve ter sido algum engano porque não é possível eu ter esquecido um livro em algum lugar. Você nem mesmo disse onde o encontrou.
Julia
Vida, Amarga Como Fel...
I nduza-me ao bom caminho;
D entre os prantos sofrendo,
A mores horrendos.
A mo-te, mas ama-me também,
M il vezes já te disse: Oh! Vida...
A meniza as feridas,
R igorosas de um amor
G asto meu tempo com coisas tristes,
A antes isso, que o amor, que ainda não existe.
C om dilemas e problemas,
O mitindo-me em dilemas,
M uitos confusos, mas sóbrios,
O h! Vida... me deixe sortido.
F ui-me em busca de uma gota de mel,
E não encontrei,
L imitadamente, me entreguei, a esse amargo fel...
O poço dos desejos: a origem
Onde o rio e o mar se encontram
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| Anka Zhuravleva |
TUDO TEM SEU PREÇO por Danka Maia
Simplesmente...
Discreta...
Pedaço duma canção prum pedaço de morena
Pedaço duma canção prum pedaço de morena
Sou o que sente a luz do teu sorriso
Cheiros da vida...
lembro-me de timinha alma quente
de contente sorri...
A neve cai
inspiro os cheiros da vida
a tempestade acalma
apenas rumores
de pássaros silenciosos
cantando o silêncio das flores...
Da minha janela
olho o mundo
nuvens brancas libertam pedaços do céu
que flutuam entre a esperança e o temor
fecho os olhos
respiro fundo
sinto o amor...
Manuel Marques (Arroz)
Cavalo de Tróia
Momentos de incapacidade
Essas vozes mais nada disseram
Na verdade nunca disseram nada
Ao não possuir sentido de crença
Tomei-as como inúteis
Para mais nada serviriam,
Respondendo à questão por si incompreendida
A morte como permanência
O sistema absoluto.
Numa ordem metafísica em que nos perdemos
Tal como a voz se torna muda
Na tentativa de soltar algum ruído de aviso
O tentar chamar à atenção
"Olhem para mim, aqui estou eu! Reconheçam-me!!"
Assim essas vozes pensavam...
Infelizmente eram somente vozes mudas
Vozes mudas em ouvidos surdos
Ou olhos cegos não as viam...
Que importa a sensibilidade dos sentidos
Quando temos a Morte como permanência
Num sistema absoluto
Momentos de incapacidade...
João Pedro Marques
Miséria
Técnica mista sobre tela
Dimensões. 90x60cm
Artista: João Pedro Marques
Dia novo, novo dia
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| Aqueduto dos Pegões - Tomar - Portugal |
Dia novo, novo dia
Nasceu um dia novo
A leste do teu coração,
Para acordar outro povo
Que não atinge a tua visão.
Nasceu uma madrugada
Iluminada pelo sol de Inverno.
Um sino toca uma badalada,
Palavras se derramam num caderno.
Pouco importa que o olhar não possa,
Nem por vontade nem por magia,
Observar a Terra que é nossa:
Para amar, basta nascer um novo dia.
O rito que se fez grito.
O poema concreto, abaixo, foi inspirado pela frase: "É amargo ficar só... amargo, amargo, amargo, amargo", que encontra-se na contracapa do livro "Trópico de Capricórnio", do Henry Miller.
E o título é uma homenagem ao poeta Sandro Panografia que literalmente fez arte.
http://panografia.blogspot.com.br
- Claudiane... te juro que só agora vi no seu trabalho que é "Rito" e não "Grito" e aí?!! Vai ficar assim mesmo?
-Eu vi, saiu melhor que o original. Gostei deu um efeito show, tipo descolando o g da linha acima. Se você não se importar vou deixar.
- Bom ... se você gostou, tá bom então...
E foi assim que ocorreu a troca de " Cuspida " para "O rito que se fez Grito"
Quando pensei que já havia "cuspido" todo AMARGO, aconteceu que meu filho veio passar o feriadão conosco. E sabe como é mãe, assim meio sem querer acabei lendo alguns poemas dele e adivinhe quem estava lá? Isso mesmo a m a r g o.
Desapego da cor
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