MELHOR NÃO
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Marco Tisi,
Poemas
MELHOR NÃO
Maria esta
aflita,
sente que se
avoluma a carestia.
Maria é
formada, tem mestrado e doutorado,
e precisa
ter um salario melhorado.
Maria tem
uma linda filha pequena,
mas onde
mora não há creche,
onde possa
deixa – la,
é que antes
na ultima eleição,
apareceu o
vigarista do prefeito eleito,
prometendo,
o que não iria fazer,
e agora que
há novas eleições,
o vigarista
de plantão e seus concorrentes,
vem
novamente com suas cantilenas
Maria
também, tem um filho maiorzinho,
esse vai na
escola estadual sozinho,
mas la , já
não há mais merenda,
pois esta
foi surrupiada,
pelos
asseclas do governante de plantão,
que continua
com sua má gestão.
Os filhos de
Maria estão em fase de vacinação,
mas, lá no
posto , não tem vacina não,
e no jogo de
empurra,
“ eles “,
culpam , pela falta, o governo da União.
Por tudo
isso, Maria, já tem sua decisão,
Não vai
votar Não. Melhor Não,
Maria quer
ser eleitora, não cúmplice ,
de político
sem isenção.
(30/09/2016
)
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Não sei de que silêncios falam as minhas palavras...
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Manuel marques.poema
Vem e envolve-me no teu corpo
deixa que me encontre em ti
abraçando cada palavra na solidão...
Entra-me na pele e conforta-me
deixa que a ternura que por mim sentes
invente desejos à distância...
Não sei de que silêncios falam as minhas palavras
mas sei de cor o teu olhar
rouba-me as palavras com beijos
nunca me deixes de amar...
Manuel Marques (Arroz)
deixa que me encontre em ti
abraçando cada palavra na solidão...
Entra-me na pele e conforta-me
deixa que a ternura que por mim sentes
invente desejos à distância...
Não sei de que silêncios falam as minhas palavras
mas sei de cor o teu olhar
rouba-me as palavras com beijos
nunca me deixes de amar...
Manuel Marques (Arroz)
PRESENTE
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Marco Tisi,
Poemas
PRESENTE
A coisa por
aqui esta um imbróglio,
vou chanar
meu amigo Unicórnio,
pra gente ir
pra Lua,
pra colocar
na Alma , mais candura.
Pensei em
levar um laço,
pra capturar
Estrela Cadente,
lá no
espaço.
Mas, não
vou levar não,
seria, de
minha parte,
um ato
indecente,
para com
aqueles ,
cá aqui na
Terra,
ao ver a
Estrela Cadente,
pedem um
presente,
para que se
conquistar,
um Desejo
Premente.
Eu, também
, quando voltar da Lua,
que espero
que a Alma,
esteja com
mais Brancura,
vou fazer um
pedido,
se Eu ver a
Estrela Cadente,
pro “
Pensiero “ ficar mais Reluzente.
Lua,
Unicórnio, Estrela Cadente,
só mesmo
uma Poesia,
pra amenizar
a monotonia,
e claro,
espera que por Ela,
haja um
pouco de Empatia .
( 16/09/2016
)
Por que me desamparaste?
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EP. Gheramer
Lucas 24. 44 – 45
“Então, lhes abriu o
entendimento para compreenderem as Escrituras; e lhes disse: Assim está escrito
que o Cristo havia de padecer e ressuscitar dentre os morto no terceiro
dia...”.
Hoje o espírito de Benjamim
está abatido e, por isso, escreveu em seu diário:
Lendo o texto acima, eis fico
espantado com ele porque, em todos os evangelhos e por muitas e muitas vezes,
Jesus dissera que “deveria padecer e ressuscitar dentre os mortos no terceiro
dia.”. Pois bem. Somente agora, Jesus “lhes abriu o entendimento para
compreenderem as Escrituras” – “o que estava escrito na lei de Moisés, nos
Profetas e nos Salmos sobre Jesus.”.
Somente agora compreendo os
momentos de admiração experimentados pelos seus discípulos, diante dos milagres
realizados por Jesus em suas presenças. Penso que, na verdade, eles não tinham
a certeza de que Jesus era o enviando prometido lá no Antigo Testamento. E por
quê? Porque eles tinham o entendimento fechado para compreenderem os prodígios
realizados por Jesus. Somente mais tarde, um pouco antes de ser crucificado e
morto, é que Jesus “lhes abriu o entendimento.”. Disso se conclui que se Deus
não quer que entendamos muitas das coisas que nos acontece na vida, nós ficamos
com o entendimento fechado - por vontade dele.
É assim que me sinto em
relação a certas coisas que acontecem na minha vida – estou com o espírito
fechado. E fechado por Jesus e, portanto, ninguém pode abrir senão ele.
Pela existência e
comportamento de uma só pessoa em minha vida, eu sofro e me angustio e, por
mais que peça que ele, em sua misericórdia, tome a vida dessa pessoa em suas
mãos e resolva-a para mim, ele não a soluciona. Que mais devo eu fazer, se tudo
já fiz para ajudar essa pessoa e não o consegui. Está além de minhas forças, de
minha capacidade.
Este é um lamento por
constatar minha impotência para solucionar o problema. Já lhe confessei inúmeras
vezes sem obter uma resposta.
Esta não pode ser a cruz que
tenho que carregar para poder segui-lo. Penso assim porque se a cruz é minha,
por que ela envolveria o sofrimento de uma segunda pessoa?
Se nas Escrituras estão todas
as respostas e eu ainda não a encontrei, só me resta acreditar que meu
entendimento ainda não está aberto para compreender.
Benjamim fechou a página do
dia de hoje.
EP. Gheramer
Como o Relâmpago
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EP. Gheramer
Mateus 17. 20 – 37
Quando será? Como será? Onde
será?
Quando virá, não sabemos. Sabemos
como virá: “Assim como o relâmpago, fuzilando”, ele brilhará de uma extremidade
à outra no céu e, em outra parte é dito que “Todo olho o verá.”. Ora, se
fossemos “terraplanistas”, isto é, se acreditássemos que a Terra é plana e não
esférica, ficaria fácil entender que todos os homens, em qualquer lugar em que esteja
o verão.
Por outro lado, nos é dito
que ele não virá com “visível aparência”. Isto me leva a pensar que não será de
forma material, mas, sim, de forma espiritual e, também, não virá de fora,
pois, nos é dito que ele “está dentro” de nós. Assim, penso que está presente em todos os homens,
sem qualquer tipo de distinção – seja de raça ou crença e outras.
Acontecerá num dia em que não
sabemos. O que sabemos é que estaremos no meio de nossas atividades diárias
comuns: comprando, vendendo, comendo, falando, casando, jogando na loteria, tomando
sorvete, comendo pizza... Enfim, tudo aquilo que fazemos cotidianamente. E, então,
“bum!” – ele virá!
Se “está dentro” de nós ele
virá para fora de nós. Mas, com tal afirmação estamos supondo o homem é formado
“de corpo e espírito”; e podemos pensar que o espírito sairá e, uma vez supondo
que é ele, o espírito, que anima e dá vida ao corpo, restará o corpo sem vida.
Em assim acontecendo, este corpo – que é a parte material do homem - sem vida
apodrecerá e, como é dito no fim do texto de hoje, “Onde estiver o corpo, aí se
ajuntarão os abutres.”.
Fico a imaginar os bilhões de
corpos apodrecendo sobre a face da Terra...
Será que a união dos espíritos
humanos encontrando-se com Deus, que é Espírito, será o “reino de Deus”?
O texto de Mateus nos conta
que Jesus nos adverte para que, quando ele se manifestar, os aqueles que
estiverem no terraço não devem descer para pegar seus pertences; quem estiver
no campo não deve voltar para casa; dois estarão deitados na cama e um será
levado e o outro será deixado (seu espírito?). E por quê? A resposta, segundo
nos relata Mateus, é dada por Jesus: “Quem quiser preservar a sua vida, perdê-la-á;
e quem a perder de fato a salvará.”. O que estas palavras, na verdade, querem
dizer? Voltando ao texto do dia 4 de setembro, eu leio: “... já consegui saber
que esta crosta de personagens e fantasias que vesti até hoje, não sou eu; esta
crosta é o “si mesmo” de que fala Jesus. Este não sou eu.”. É do “si mesmo” que
Jesus nos fala, esta é a “vida” que não devemos querer salvar, pois, se o
quisermos, nós perderemos a verdadeira vida, o nosso verdadeiro “eu” - o
nosso espírito.
Por hoje, fico por aqui; um
dia de cada vez...
EP. Gheramer
Ainda nevoeiro
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Claudiane Ferreira,
limerique
Os galhos curvam ao vento
folhagens dançam no tempo
mesura minh'alma
em busca de calma
me rendo ao vento
Claudiane Ferreira
"Tudo o que está oculto será revelado um dia, e o que o homem não pode ainda compreender na Terra, lhe será sucessivamente revelado nos mundos mais avançados, e quando estiver purificado;neste mundo, ele está ainda no nevoeiro."
In "O Evangelho Segundo o Espiritismo"
Negar a Si Mesmo
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Contos,
EP. Gheramer
Mateus 16. 24
“Então disse Jesus a
seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua
cruz e siga-me.”.
Benjamim vem meditando
nestas palavras desde o dia primeiro de setembro e está se sentido muito
confuso. Num passado distante, ele escrevera em seu diário:
Afinal, quem sou eu?
Quem eu fui? E a resposta é que nunca fui eu mesmo. Vivi papéis, interpretei personagens,
aliás, muitos personagens, mas nunca fui eu mesmo.
Desde cedo em minha
vida, logo depois de nascer, comecei a vestir fantasias e a interpretar papéis.
Comecei a ser personagem, um depois do outro, e foram tantos que, hoje, olho
para trás numa esperança de me achar e não encontro nada. Perdi, deixei escapar
a chance de viver a minha própria vida; nunca fui eu.
E falando sobre onde
vou buscar material para meus escritos, continuei:
Encontro o material
para meus escritos no interior de mim mesmo, onde está a essência que anima meu
corpo material. É aí que vou buscar o conteúdo de minhas obras, através das
quais procuro revelar que é extremamente superficial e radicalmente enganosa a
ideia que o ser humano faz de si mesmo. Nos textos procuro mostrar que não
somos nada daquilo que pensamos ser; que nada daquilo que já se escreveu ou
pensou até hoje, se aproxima da Verdade. Antes, o homem está se afastando cada
vez mais dela. É acreditando nisso que vou até esta região abissal, que promete
o supremo prêmio do encontro comigo mesmo, saindo da pasmaceira enfadonha e
tediosa, na esperança de encontrar a Verdade que me libertará.
Ser personagem é
fácil, difícil é não ser.
Mas eu não desisto e
continuo a me procurar. Só uma pergunta me encanta: quando chegar a hora de me
encontrar, como reconhecerei que sou eu se nunca fui eu de verdade?
Uma sensação de
desperdício me acompanha ao mesmo tempo em que a esperança ainda teima,
desesperadamente, de esperançar.
***
Pois bem. O tempo
passou e sinto que hoje encontrei comigo mesmo, com o eu que nunca fui e, confirmando o que já escrevera no passado, não
reconheço este eu que encontrei,
porque nunca o fui de verdade - sempre fui o “si mesmo”.
Refletindo nesta
passagem em que Jesus disse a seus discípulos: “se alguém quer vir após mim, a
si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.”.
Pois bem, quero
seguir a Jesus porque, segundo sua promessa, quem o seguir terá “vida e vida em
abundância”. É justamente isto que desejo: viver plena, abundantemente, mas, segundo
a passagem de hoje, primeiro é preciso “negar a si mesmo”. Estou tentando e já
consegui saber que esta crosta de personagens e fantasias que vesti até hoje,
não sou eu. esta crosta é o “si mesmo” de que fala Jesus. Este não sou eu.
Porém, ao despir-me desta
crosta, para minha surpresa e espanto, não encontro nada, isto é, não encontro o eu que na verdade eu sou. Confirma-se o
que escrevi décadas atrás: “quando chegar a hora de me encontrar, como
reconhecerei que sou eu se nunca foi eu de verdade?”.
Sinto-me meio-triste
porque já sei quem eu não sou: não sou esta crosta de personagens e
fantasias que vesti durante toda a minha vida; mas, por outro lado, fiquei despido
e sem saber quem eu sou.
Será esta a minha cruz?
E que devo toma-la para depois segui-lo? Será que, ao segui-lo, finalmente
descobrirei quem eu sou?
São perguntas que
aguardam revelação.
EP. Gheramer
SENTIMENTOS
Labels:
Maristela Ormond,
Poema
SENTIMENTOS
(Por Maristela
Ormond)
![]() |
| CPA Gaufée |
Do meu medo
Guardo segredo,
Da minha vida
Tomo guarida,
Do meu abraço
Não sinto
cansaço,
Do meu riso
Faço-o conciso.
Do meu falar
Guardo o pensar.
Do meu sonho
Esperança ponho.
Do meu prazer
Faço lazer.
Do que escrevo
Sentimento
transcrevo.
Do meu amor
Não guardo
pudor.
De minha fadiga
Faço cantiga.
De meus versos
Faço o
Universo...
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