Crônica reescrita esse ano, com o olhar crítico de um dos frutos da Supremacia Feminina, minha amiga Neide!
JGCosta
Nós,
hoje chamados de homens contemporâneos, somos cada vez mais subjugados por uma
classe que em menos de um século deixou um papel submisso para trás e assume
comprovadamente o comando dos lares, por todas as partes do globo.
Claramente
para a maioria é uma justiça, afinal foram anos e anos apenas cumprindo a
tarefa de auxiliar o macho na conquista do seu território, cuidando dos filhos,
da casa, de tudo que pudesse ajudar a manter o patriarca no controle. A este,
por sua vez, como o ser mais forte dentro de uma família, cabia fornecer o
alimento, através da caça e finalmente como operário nas grandes indústrias que
surgiram com a modernidade.
Falando
nessa tal de modernidade que, claro, é um termo feminino, foi junto com ela que
a derrocada masculina começou a dar seus primeiros passos. Com ela vieram as
facilidades que foram pouco a pouco tornando o homem cada vez menos necessário
no ponto de vista de conquistador e mantenedor das necessidades básicas do lar.
A
maior caça que a maioria dos homens faz nos dias de hoje é dentro dos
hipermercados, esquivando-se habilmente de outros carrinhos e enfrentando
duramente as longas filas. Em alguns trabalhos ainda deixa o suor escorrendo
pela testa, mas na maioria alguns botões entraram no lugar dos músculos, que só
estão sendo valorizados nos campeonatos do Mister Universo, onde elas também
cada vez mais ganham espaço.
Até
a arte da conquista, leia-se aqui romance, que cabia exclusivamente a sua
iniciativa a nós hoje está ultrapassada, deixou de ser regra e toda a
vulgaridade associada quando esta partia de uma mulher somente existem nos
livros, antigos, cobertos de pó nas prateleiras das bibliotecas.
É
uma conspiração, termo também feminino, que vem criando força com o decorrer
dos anos e, caso não haja uma medida drástica a ser tomada urgentemente,
consigo me imaginar de avental e espanador no futuro, enquanto as esposas tomam
refrigerante na sala com as amigas, falando de moda, fazendo as unhas e
assistindo Realitys. E o pior disso tudo é que irei ligar para desabafar com o
Marcão, companheiro velho de guerra do bar do Alemão e ele vai dizer
simplesmente que as coisas são assim mesmo e que tem de desligar porque ainda
tem que aspirar o sofá... É o cúmulo do absurdo!
É
essa minha visão que faz vir aqui e convocar os machos de verdade que ainda
sobraram para por um basta nesse movimento feminino. Como? É simples, basta
seguir algumas regras a partir de hoje:
“Não
abaixe a cabeça quando levar bronca da sua encarregada;”
“Pare
de fazer coisas escondido, com medo de ser pego, enfrente quem manda na sua
casa;”
“Troque
o ‘Sim meu amor’, ‘Já fiz meu amor’, ‘Claro meu amor’ e o insuportável ‘Estou
indo amor’ pelas mesmas frases, mas sem ‘meu amor’, tenha um pouco de respeito
próprio homem.”
Além
disso, existe algo fundamental que pode lhe ajudar a retomar o controle, ao
menos parte dele: buscar parceria. É isso mesmo, se você não consegue mais
subsistir dentro da morada que antes tinha um trono que lhe era reservado, não,
não aquele do banheiro, um macio coberto de veludo... Se aceitou finalmente que
quem manda agora não é mais você, por mais que queira, então faça um joguinho
que elas usaram por muito tempo: parceria! É isto! Busque direitos iguais
dentro de casa, divida as tarefas, ajude no controle das despesas, tenha acesso
ao controle remoto.
Quem
sabe assim, quando finalmente conseguirmos essa sonhada revolução masculina,
poderemos novamente ver futebol e um bom filme na sala e não ter que gravar
escondido para assistir de madrugada. Poderemos também sentar tranquilamente defronte
o computador e navegar sem restrições por horas a fio e não deixar para fazer
disfarçadamente no escritório, sob o olhar atento daquela encarregada que eu
citei acima...
Eu
coloquei a culpa na dona modernidade por essa inversão de papéis, mas na
verdade o grande culpado fomos nós mesmos. Enquanto caçávamos e lutávamos de
todas as formas para trazer conforto para nossos lares, elas cresciam e nós não
percebíamos. Cresciam de uma forma que a maioria de nós nem atentou, por certo,
pois enquanto nelas aumentava em nós se reduzia drasticamente. Não sabe
companheiro do que eu estou falando? Por certo!
É
na inteligência que elas nos venceram e é por isso que temos que usar da mesma
estratégia para no mínimo nos equipararmos a elas, afinal, elas conhecem
totalmente esse jogo, pois foram elas que criaram todas as regras.
E
falando em regras, vou ficando por aqui, já dei o meu alerta e ainda tem louça
do almoço na pia...