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| "La puissance de la Parole" - Ntsole |
Contínuo
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Dulce Morais,
Haicai
Contínuo
No espaço nosso
Crio ainda sonhos
Eternamene
Dulce Morais
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Escolhas - Chaves da vida
A chave que abre o portão do coração,
abre também a janela da razão?
Razão tem ângulos? Ou é uma sinuca de bico?
Bico que bica
bicado fica...
A chave que fecha a porta da incompreensão,
fecha também a janela da ingratidão?
Ingratidão tem cor? Ou provoca na alma dor?
Dor que doí
doído fica?
Pique esconde
Esse conto de 2011 fez alguns pais suspirarem alto, por diversas razões.
JGCosta
O homem alto seguia pela rua
movimentada, levando um pequeno garoto pela mão.
Havia um contraste entre o homem
de terno e o menino com uma camiseta cavada, pareciam não combinar, um saindo
para o trabalho, outro para o lazer, mas pensando bem nos dias de hoje isso era
bem natural.
Ao se afastarem da avenida
principal para um local mais ermo, o homem pareceu encontrar o que procurava,
dizendo para o garoto:
-- É ali filho!
Entraram num terreno cercado por
tábuas lascadas, que antigamente deveria servir de abrigo (ou ainda servia)
para moradores de rua, devido o lixo amontoado nos cantos. Somente uma pequena
área coberta existia, de uns dois metros quadrados, com um telhado cheio de
falhas apoiado sobre dois sarrafos de madeira.
-- Vamos brincar então? – O homem
disse lá do alto e menino abaixo sorriu e correu de encontro à cobertura de
madeira, tapando os olhos enquanto gritava: -- Vou contar até vinte!
Depois de contar, antes de tirar
as mãozinhas do rosto, perguntou:
-- Posso ir?
Nenhuma resposta, somente o
silêncio quebrado pelo som de carros no asfalto.
-- Posso ir? – Repetiu enquanto
se virava sorrindo.
Começou a vasculhar o local, mas
não havia muitos lugares onde alguém tão alto quanto seu pai pudesse se
esconder e depois de algum tempo, sem êxito em sua busca, um receio começou a
tomar conta do menino.
-- Papai pode sair!
Nenhuma resposta se ouviu.
-- Papai onde você está?
Já havia uma pequena lágrima
rolando pelo seu rosto quando alcançou a rua, mas pelo canto desse próprio olho
agora molhado notou um movimento e quando pensou em correr já era tarde.
Seu pai já alcançara o local onde
antes o menino tapara o rosto, ainda com alguns sacos de lixo preto vazios
sobre a cabeça, soltando uma gargalhada contagiante.
-- Caxetinha um, dois, três!
Peguei você!
O garoto voou correndo para os
braços abertos do pai, com um sorriso coroando seu rosto que se afundou no
peito do homem que também sorria feliz, agradecido que estava pela greve do
banco.
TEMPO TENEBROSO
Labels:
Marco Tisi,
Poema
TEMPO
TENEBROSO
Hoje esta
chovendo tanto aqui,
há um vento
tão cortante
que parece
um som do Sarangui,
e a tristeza
que pensei
que tinha
ido embora,
não se fez
de rogada
e esta de
volta agora.
Mas sei
exatamente do porque
desse meu
Estado de Espírito,
é esse mês
de Abril, que parece infinito,
e que na
realidade eu queria ele,
da minha
vida, proscrito.
Quisera eu
ter o poder
de mudar o
tempo,
pularia
Abril do meu calendário,
pra mudar o
meu itinerário,
pra poder
levar
com um pouco
mais de leveza,
essa minha
vida de solitário.
Infelizmente
o mês de Abril,
que para mim
era um mês normal,
e depois se
tornou extremamente especial,
agora para
mim é um mês
que tem a
forma de um vendaval.
Vendaval que
aterroriza minha mente,
o meu
Coração sufoca,
e arrepia a
minha Alma.
É esse
Abril de um Tempo Tenebroso,
que me deixa
assim tão Saudoso,
e por eu
estar descartado
daquilo que
me era mais grandioso,
torna esse
mês pra mim, tão lamentoso.
Mas é só
uma metáfora,
essa minha
Poesia triste,
é pra saber
que todos os Abris
que virão,
trará pra mim essa situação,
porque o que
ficou, enfim,
é esse meu
Amor sem Fim.
Marco
Aurelio Tisi
( 13/04/2013
)
Na Magia da Poesia
Labels:
Osny Alves,
Poema
Imagem Google
Muitos magos convidados
Em vez da varinha... A pena,
Todos ali compenetrados
Na composição de um poema!
O primeiro a ser criado
Não foi um verso qualquer
Trata-se de um sonho desejado
Um poema com fragrância de mulher!
E com o encanto soltado
Revestido de fantasia,
Brotou um olhar espantado
Ao lerem a primeira poesia!
E o povo que estava a sofrer
De tristeza sem tal melodia,
O tal mago veio lhes oferecer
Um verso que em luz irradia!
Da rainha surgiu um gargalhar
Que nos contagiou com sua alegria,
Chamou sábios magos a trabalhar
Na magia da poesia!
Janela do meu mundo...
Labels:
Manuel Marques,
Poema
Ondas que rebentam
sobre a areia da praia
espuma branca
dissolvem a marca dos meus pensamentos...
Tudo desaparece
numa neblina cinzenta cerrada
olho o horizonte
e penso...
És um sonho
que eu quero sonhar
ao acordar
um rio que desagua em mim
num (a)mar sem fim...
És flor do campo
lágrima e meu encanto
luz da minha vida
janela do meu mundo
meu pranto...
Manuel Marques (Arroz)
sobre a areia da praia
espuma branca
dissolvem a marca dos meus pensamentos...
Tudo desaparece
numa neblina cinzenta cerradaolho o horizonte
e penso...
És um sonho
que eu quero sonhar
ao acordar
um rio que desagua em mim
num (a)mar sem fim...
És flor do campo
lágrima e meu encanto
luz da minha vida
janela do meu mundo
meu pranto...
Manuel Marques (Arroz)
O ego e o nada
Labels:
Gilberto de Almeida,
Poema
O ego encontrou o outro
tão menor e tão menos,
pelo menos,
que o ego se engrandeceu.
E o ego encontrou as coisas todas
e as pôs num cesto de vime
e o ego se engrandeceu.
E o ego encontrou a vida
que passava por ele
que passava por ela
e o ego se engrandeceu.
E quando enorme estava
o ego procurou lá dentro
de si mesmo...
E o ego encontrou o nada -
que era muito maior que ele! -
e o ego se empequeneceu.
E se empequeneceu,
empequeneceu,
pequeno,
seu,
eu
.
.
.
Gilberto de Almeida
29/07/2013
Lilith
Labels:
Diogo Aguiar,
Soneto
Lilith
Tu foste a primeira a nascer
E do barro foi construída
Senhora da lua, da noite e do
prazer
Que por muitos foi esquecida
Dama da noite...
Mulher Escarlate...
Habita em toda pernoite...
Chamada Inanna, Hécate....
Pelas sombras da noite vem
caminhando silenciosa...
Vem visitar-me de forma pomposa
Sempre linda, perfumada e graciosa
Sopra em meus ouvidos a resposta
que preciso...
E com o olhar penetrante atingi-me
na alma.
E então vai embora, olhando-me com
um sorriso...
Diogo Aguiar
A Dama da Torre
Labels:
Osny Alves,
Poema
Imagem Google
Presa por anos
Na torre a dama,
Em seus desenganos
Tem por tristeza a cama.
Ouvem-se os gritos
De desespero,
No morro dos aflitos
O dia inteiro.
Até a chegada
Do fatídico dia,
Da alma esperada
A trazer-lhe alegria.
Escalou o seu prédio
De oito andares,
E livrou-a do tédio
E de seus pesares.
E hoje a historia
É contada em mil línguas,
Da salvação tão notória
Tirada das mínguas.
E amou o cavalheiro
Com seu corcel negro,
Distinto cavaleiro
Da dama se fez servo.
Essa historinha
É a que o mundo mais gosta,
A dama virou rainha
Dos lamentos dela ele Foi a resposta.
VISITA NA LIVRARIA
Labels:
Marco Tisi,
Poema
VISITA NA LIVRARIA
Sempre que podia,
era lá na Livraria
que visita – lo eu ia,
Ele ficava num cantinho,
quase escondidinho.
Ele cuidava do reembolso postal,
era os anos setenta,
não existia comunicação virtual.
Mas não era só disso que entendia,
muito pelo contrario,
por causa do seu Pai,
ele praticamente nasceu dentro
de uma Livraria,
por isso ele disto muito que sabia.
Mas por força das circunstância,
trabalhou a vida inteira,
no Instituto de Aposentadoria,
cuidava dos funcionários da ferrovia.
Quando aposentou,
parado que não ficou,
e então foi lá trabalhar na Livraria,
porque, realmente, era disso que entendia.
E claro que não ficou só no Reembolso Postal,
com o tempo na Livraria passou a ser gerente geral,
ele era daqueles, que hoje não existe mais,
porque bastava perguntar sobre um Livro,
e Ele sabia se o Livro lá havia,
e dependendo do Livro, uma síntese ele fazia.
E trabalhou em varias Livrarias,
e em todas sempre que podia,
era ele que lá visita – lo eu ia.
Hoje ele já não mais esta entre nos,
Desencarnou há anos atras,
mas no meu Coração ele ficou,
porque é de meu Querido Pai,
que esta singela Poesia esta a Prosear,
é que eu quis a Ele Homenagear.
Marco Aurelio Tisi
( 09/04/2013 )
Sempre que podia,
era lá na Livraria
que visita – lo eu ia,
Ele ficava num cantinho,
quase escondidinho.
Ele cuidava do reembolso postal,
era os anos setenta,
não existia comunicação virtual.
Mas não era só disso que entendia,
muito pelo contrario,
por causa do seu Pai,
ele praticamente nasceu dentro
de uma Livraria,
por isso ele disto muito que sabia.
Mas por força das circunstância,
trabalhou a vida inteira,
no Instituto de Aposentadoria,
cuidava dos funcionários da ferrovia.
Quando aposentou,
parado que não ficou,
e então foi lá trabalhar na Livraria,
porque, realmente, era disso que entendia.
E claro que não ficou só no Reembolso Postal,
com o tempo na Livraria passou a ser gerente geral,
ele era daqueles, que hoje não existe mais,
porque bastava perguntar sobre um Livro,
e Ele sabia se o Livro lá havia,
e dependendo do Livro, uma síntese ele fazia.
E trabalhou em varias Livrarias,
e em todas sempre que podia,
era ele que lá visita – lo eu ia.
Hoje ele já não mais esta entre nos,
Desencarnou há anos atras,
mas no meu Coração ele ficou,
porque é de meu Querido Pai,
que esta singela Poesia esta a Prosear,
é que eu quis a Ele Homenagear.
Marco Aurelio Tisi
( 09/04/2013 )
VENTO FORTE
Labels:
Marco Tisi,
Poema
VENTO
FORTE
É um
cortante vento forte,
quase a
janela não o suporte.
Vento
cortante e forte,
que como um
raio
craveja meu
coração,
despertando
uma comoção
doída e
lacrimejante,
é uma
Saudade extravagante,
de causar
uma tristeza incessante..
Mas, Coração
seja forte,
transforme
esse raio cravejante,
em uma Brisa
flamejante,
que seja uma
Saudade cintilante,
que em vez
de dor lacrimejante,
seja uma
divagação fulgurante.
Coração
seja Forte,
agora sou um
perdido caminhante,
trazendo um
bornal coruscante,
de
lembranças de um Sonho delirante,
não deixe
esse Vento cortante e forte,
tirar o
brilho do meu Bornal chamejante .
Marco
Aurelio Tisi
( 27/07/2013
)
Desafio – Tronco
Labels:
Carlos Moraes,
Claudiane,
Cris Campos,
Desafio,
Dulce Morais,
Gilberto de Almeida,
Isa Lisboa,
JGCosta,
Kizy Lee,
Manuel Marques,
Marco Tisi,
Mochiaro,
Osny Alves,
Rosa Mattos
© Dulce Morais
Desafio – Tronco
Os autores do Tubo de Ensaio – Laboratório das
Artes apresentam a primeira publicação de inspiração comum.
No intuito de incentivar a criatividade, os
nossos autores foram colocados perante o desafio de escrever um texto inspirado
por uma imagem. 15 dos nossos autores participaram neste desafio.
Segue a
participação de cada um.
Boa leitura!
✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿
Musgo
Musgo que parasita
na arvore ainda não
florida.
Musgo que quer aconchego,
pelo seu desespero,
da solidão doida,
as vezes até ressentida,
de uma situação incompreendida.
Mas a Arvore é companheira,
e carregara o Musgo,
como se fosse ela mesma,
uma Algibeira.
Musgo que parasita
na arvore ainda não
florida.
Musgo que quer aconchego,
pelo seu desespero,
da solidão doida,
as vezes até ressentida,
de uma situação incompreendida.
Mas a Arvore é companheira,
e carregara o Musgo,
como se fosse ela mesma,
uma Algibeira.
Marco Aurelio Tisi
✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿
Tronco
Ao me deparar com o tronco, tudo me veio à mente.
Foi colado a ele que demos nosso primeiro beijo.
Foi abraçado a ele que lhe fiz uma dedicatória.
Foi debruçado nele que chorei quando me deixou...
Ao me deparar com o tronco, tudo me veio à mente.
Foi colado a ele que demos nosso primeiro beijo.
Foi abraçado a ele que lhe fiz uma dedicatória.
Foi debruçado nele que chorei quando me deixou...
Joel Garcia da Costa
✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿
TroncoSou um velho tronco
Os anéis denunciam-me a idade
Os limos a solidão
O vento passa nas minhas folhas
Toca-me uma melodia triste;
Traz-me à memória
Os cantos dos pássaros
O piar das crias
No seu primeiro voo;
O riso das crianças que trepavam
Os joelhos arranhados
Que não as faziam desistir.
Sou um velho tronco
Aprendi o que é chorar
Das minhas lágrimas nasceram limos;
Assim o velho tronco
Se tornou velho
Assim o velho
Se tornou só.
Isa Lisboa
✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿
Gilberto de Almeida
✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿
MINHA ÁRVORE
Sinto-me uma raiz em força.
No tronco, coberturas e derivações.
No sol,, em luz, em grandiosa presença..
Na lua em dormidas madrugadas.
Na criação que Deus me concedeu.
Sou e serei essa segurança.
ARVORE EM NOSSA
ESTRADA DA VIDA.
Mochiaro
✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿
Por denTro a nutrir-me um
Rio corre e num piscar
Olho, percebo, que por fora marcas do tempo
não se evaporam
Nua minha alma contabiliza
Confesso o uso da sapiência
O que importa? Consigo ver a
luminosidade e o novo colorido agregados nesta fase
Claudiane Ferreira de Souza da Silva
✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿
Entranhas
Paralisada, mas forte...
Velha, porém sabida...
Questiono-me sobre mim, ao
observa-la...
Antiga, contudo adaptável...
Fixa, todavia flexível...
Procura o que necessita, para
sobreviver ...
Não tem medo dos obstáculos,
Renasce quando atingida, ou
machucada...
Calada, no entanto expressa o
que deseja....
Kizy Lee
✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿
UM TRONCO APENAS
Somos feitos troncos velhos
Cicatrizados pelo tempo,
Corroídos em risos sérios
E abrigo em algum momento!
Mas ao sermos cortados
Teremos a oportunidade,
E até então moldados...
E serviremos como utilidade,
Ou utensílio na vida de alguém.
Um tronco apenas.
Osny de Souza Alves
✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿
Contrastes
da vida
Do tronco de um carvalho
pulsava a seiva daquele
outono,
vendo pedaços despencarem,
em flagrante abandono.
Os galhos secos tristonhos
sentiam a perda de folhas
caindo,
mas se consolavam rapidinho,
ao verem o solo sorrindo.
Rosa Mattos
✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿
Tronco.
Enrugado pelo tempo
pilar da terra
trave mestra
dentro de ti pulsa a seiva
que alimenta o Mundo...
solitário
bebes a seiva da terra
gemes com o vento
quando falas de amor...
De raíz profunda
com alma
despido
morto não serás árvore
serás tronco apodrecido...
Manuel Marques (Arroz)
✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿
O TRONCO
casca grossa
engasga
empossa
a soberba
soberana
de quem viu
anos irem
ventos nascerem
chuvas eclodirem
pessoas enlanguescerem
um pássaro pousar
outro partir
uma flor florir
na parte verde do céu...
casca grossa
veia s abertas
musgo faminto
ciclo findo
em breve te revejo
linda lindeira
numa casa burguesa
sem casca nem raiz....
Carlos Moraes
✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿
Indecifrável
Tua forma
não posso dizer,
Por tuas frestas
impossível me é.
Em teus laivos,
sei, és imprevista.
Não condenas,
nem enamoras.
Teu estado? Mutante
Tua raíz? Escondes.
Tudo ouves,
sentes.
Sempre esperas
que ao ver-te,
a mim eu defina.
Cris Campos
✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿
Em cada ruga
Que meu corpo desvenda
Vidas recordo
Dulce Morais
✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿¨*•.¸✿
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