Noite...
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Manuel Marques,
Poema
Abro as janela para
que entrem as estrelas
e vejo por toda a
parte a sombra do teu vulto
o vento desfolha os
meus sonhos
segue-me a noite e
os meus desejos...
porque é na noite
que te amo
a fome que sinto é
de ti
na memória do teu
corpo
noites sem fim...
Nas minhas mãos
vazias continuas
em noites de amor
sem o teu corpo
não vem de ti esta
tristeza
mas se não sonho
a solidão fá-lo
por mim...
Manuel Marques
(Arroz)
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Porque escrevo?
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Isa Lisboa,
Poema
HOMEM
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Djalma Soares,
Poema
Lendo no livro
Que conta a história da
humanidade,
Encontrei uma parte mal
explicada;
O criador do planeta,
Lá bem no início definiu o
seguinte,
O homem do planeta terra
será assim;
Será capaz de sentir o
perfume de uma flor,
Admirar a natureza,
Os pássaros com suas
criações tão originais.
A perfeição das flores,
Com formas e cores que só
Deus poderia ter feito...
O homem vai admirar o mar,
A areia, as estrelas do mar,
todas...
O homem não será capaz de
oprimir
O seu semelhante e
complementa;
O homem não irá contrariar
Qualquer das Leis de Deus,
Os animais irracionais serão
amigos
E auxiliares dos homens.
Porém os animais racionais,
Deverão seguir o exemplo dos
homens!
Para aprenderem logo,
“Como deve ser um “Homem.”
Soneto de desejo
Tua face atordoa
minh' alma...
E tira-me a
calma...
E enlouque meus olhos que te desejam...
Todos os cantos do meu corpo te almejam...
Espécie grotesca de desejo...
Que implora o último beijo...
Quero me conjugar com tua alegria.
Saltitam anjos com tu que és meu dia...
E a noite consuma a alma
E leva consigo a calma...
De uma suposta utopia...
E no fim eu vejo...
Que não foi um gracejo...
Agora é amor e alegoria...
Josué Brito e Jhordany Siman
LUA NOVA
Lua respirando um ar frio e úmido.
Calçadas desertas sem despertar anseios.
Bares cobertos em sombria solidão.
Ausência no calor que se falta.
indiferente no teclado ferido,
As digitais impressas se apagam
Um dia mais, um dia a menos na perdida caminhada.
Mudos gritos espalham em total desespero.
Perguntas formulam a dormida consciência.
E tudo vagueia mum definir vazio.
Uma ausência por mais sentida,
Em uma presença por mais perdida.
mochiaro
Aos Cravos
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Josué Brito,
Poema
![]() |
| Celeste Caeiro - Imagem da Web - "Celeste do Cravo" |
Incontido nas amarguras da própria querença...
Se não puder levantar minha própria bandeira
E ter a liberdade de errar sem ser condenado...
Caso não se possa cantar as próprias canções
Que digam as verdades ou até mesmo as mentiras,
Desde que me convençam... se não puder bailar
Sozinho sem bailar com ninguém...
Correr sem olhar o rumo e afirmar que existem
Imensos caminhos... dizer que todas as verdades
São invenções e que a história não passa de opinião
De alguém que desmanda o próprio mando...
Graças aos cravos guerreiros, hoje a liberdade
Habita em todo Tejo há um desejo e o poder
De dizer que se pode viver a própria vida...
Nos vermelhos daquele sangue...
De 1975... a memória ainda guarda a felicidade
Da luta, pois só vale o grito lutado... o grito
Libertado do grande Portugal mais que
Querido...
A minha sincera homenagem a todos os amigos lusitanos, que há 40 anos deram ao mundo um grande exemplo da força que possui o povo e como uma revolução pode ser realizada sem se derramar uma gota de sangue! Viva a Revolução do Cravo! E viva Portugal!!!
Josué Brito
DESCONECTADO
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Marco Tisi,
Poema
DESCONECTADO
Estava
desconectado,
estava num
Deserto todo Estrelado,
lá onde
Tudo é Nada
e Nada é
Tudo.
Então fico
sabendo, aqui na Terra Tupiniquim,
campo fértil
da Hipocrisia, tanta melancolia,
todos
indignados com a “ Pena de Morte “,
lá na
Indonésia, a que foi submetido
um
Tupiniquim “ Cavaleiro do Apocalipse “
pego desta
vez, repetindo, desta vez,
novamente,
desta vez, traficando, contrabandeando,
15 quilos de
“ Pó da Morte “,
e após ,
tal figura, ser capturado,
e então ser
julgado,
e depois ser
sentenciado,
finalmente
foi fuzilado,
eis que as
declarações, a respeito, aqui no Brasil
foram as
mais diversas, e de todas a mais perversa,
foi a que vi
na TV de uma dourada especialista
em direito
internacional, causídica Midiática,
defensora
dos “ frascos & comprimidos “
que alegou
que os 15 quilos de “ Pó da Morte “
que o
Tupiniquim “ Cavaleiro do Apocalipse “
traficava,
contrabandeava, seria para uso próprio,
provavelmente
seria verdadeiro,
eis que tal
figura teria narina de Dragão,
para tanta
aspiração, quanta indignação.
Mas há outro
digno Dragão brasileiro,
também pego
na Indonésia contrabandeando “ Pó da Morte “,
que esta
trancafiado aguardando execução,
que agora em
uma perversa manobra advocatícia,
tornou-se
esquizofrênico, esperando alforria,
entretanto
quem lida com esquizofrenia,
sabe que tal
alegação é uma heresia.
Pois é, no
no Brasil da Hipocrisia,
não tem “
Pena de Morte “,
que o diga
os “ PPPs “,
que não
são as corruptíveis
“
parcerias publico privada “,
estas que
tem muito “ privada “ pra pouca iniciativa.
Mas sim esta
se falando dos
“ Pobre,
Pretos & Putas “
que vivem
nos rincões das periferias,
onde são,
desrespeitados, vilipendiados,
abusados ,
oprimidos e desacatados,
pelas tais
autoridades policias,
que não se
sabe são mal formadas,
ou formadas
para serem malvadas,
que quando
estas se encontram com a bandidagem,
na ansiosa
luta por território,
inevitável
ocorrer a fatal bala perdida,
que
ocasionara a trágica perda de mais uma inocente vítima,
que será
velado em mais um triste velório.
Enquanto
isto, no restante da cidade sem policiamento,
pode ser
enfrente a qualquer estabelecimento,
na frente de
uma moradia,
na rua sem
iluminamento
e no
transito sem gerenciamento,
que todo dia
se torna um imenso estacionamento,
do nada
aparecera, tranquilo e matreiro,
um “ noia
“ delinquente, demente, dependente,
de miolo
fritado,
que fará de
um cidadão, mais um assaltado,
e se houver
deste, um mínimo vacilo,
entrara na
estatística de mais um fuzilado.
Pois é, não
tem “ pena de Morte “
no Brasil da
Hipocrisia, imagina.
Acho que
vou, novamente, me desconectar
vou voltar
pro Deserto Estrelado,
lá onde
nada é tudo,
e tudo é
nada.
Marco
Aurelio Tisi
( 24/04/2015
)
A DEFINITIVA DIVINA COMÉDIA
Labels:
Djalma Soares,
Poema
Começou há alguns bilhões de anos,
Depois surgiu um verme...
Após mais alguns bilhões de anos,
Apareceu um ser desajeitado,
Meio macaco meio rato e muito covarde
Que foi chamado de ser humano...
Procuram a felicidade no prazer!
Gostam da vida fácil e da sacanagem,
Amanse de todas as formas imagináveis...
Ah, que felicidade!
“Porém Deus na sua infinita bondade,
Perdoou outra vez...”
Meu amor perdoou setenta vezes sete!
Nós gostamos do que é bom...
Mas como somos irmãos tudo é também nosso.
Inclusive as responsabilidades,
Isso é fácil é só seguir as mensagens...
“Respeita a Deus sobre todas as coisas,
E a o teu próximo como se ele o fosse...”
E agora o que faremos fogo ou água?
Melhor fogo é mais quentinho...
O fogo apaixonou-se por nós pobres mortais,
Hoje um pouquinho à cima de um chimpanzé...
Simples animais meio racionais,
Vermes indecentes, prejudiciais...
Porém o homem que queria ser Homem,
Continua sendo mais um verme exibido e colorido.
Mais um homem! Quase inútil, um...
Dona Eva lembra o início?
A serpente arrasta o ventre,
O homem sofre eternamente...
No ventre a serpente leva o filho,
Para sofrer como o tal Adão.
Porém como somos irmãos e Deus é Pai...
Vamos dividir a nossa felicidade,
Que é tão triste ainda.
Deus fez o homem à sua imagem...
Eu disse imagem, não igual!
A nossa conversa já esta no fim,
Deixa eu mexer mais um pouquinho?
A ferida fedorenta hipócrita!
A imagem é só o reflexo, lembra?
Tu não apareces, não reflete.
Verme que infecta a terra,
Que destrói a vida, a natureza,
Os animais racionais e irracionais, tudo!
Vivem em busca de prazer,
Ignoram ser a obra mais importante da natureza.
Querem ser só um cofre para guardar
valores...
Valores que não tem valor nenhum no universo.
Humilham os exemplos de humanidade,
Matam inocentes em nome do amor,
Acham-se espertos e inteligentes...
Pensam que assim medidos,
Pelos bens que amontoam,
Podem comprar vermes melhores,
Para comerem as suas carnes podres...
Comem por sua vez cadáveres,
De outros animais semelhantes,
Para que o castigo se cumpra!
Enquanto a ilusão não deixa
Os olhos verem a verdade...
O Que Vemos Na TV
Labels:
Osny Alves,
Poema
A TV não se cansa e dizer
De que Deus não existe,
Em cada caso faz parecer
Que alguém sempre desiste!
De acreditar e de confiar
São novelas, seriados e filmes...
Não se cansam de propagar
Sua inveja e seu ciúmes...
Mas o que realmente acontece
É exatamente o contrário!
O mundo eleva sua prece
De um modo extraordinário!
E eu fico aqui pensando
O por que de tanto empenho
Enquanto uns se ajoelhando
O outro lado diz: Desdenho!
Filmes de bruxas e de vampiros
De exorcismo causando terror
Mas rejeitam velhos papiros
Rejeitam o livro que fala de amor!
Ah mundo, o que tenho eu contigo?
E emissoras de jornais, desenho TV?
Tentam criar um mundo mais que perdido
Para os teus filhos crescerem odiando você.
Osny Alves
Eu rio
Labels:
Poema,
R. H. Andrade
Eu rio.
Eu rio de medos
Eu rio de defeitos
Eu rio de palavras.
Eu rio de minhas amarras.
Quem sabe um dia
Eu seja um oceano.
Caso de amor
Labels:
Josué Brito,
Poema
Tenho tantas coisas para falar em seu ouvido...
Tantas coisas para pensar ao ver seus olhos...
Sentir sua mão e ir ao paraíso... Aconchega-me
Com o carinho dos seus lábios...
Olhar para sua face fulgurante... e sentir
Uma vontade imensa de me perder... e de
Reencontrar-me de novo como uma só
Carne... um espírito unido ao seu...
Dizer verdades e mentiras, coisas que acredita
A emoção e mesmo que a razão duvide ser
Possível... voar entre seus braços, sentir
A mais profunda imagem da ilusão...
Quero não ter que contar as horas... nos
Segundos encontrar a eternidade... produzir
No seu peito uma estranha, louca e imensa
Saudade...
Fazer sentido todas as juras... jurar as promessas
Já realizados... entre o firmamento e o solo,
Apenas uma aquarela, apenas tudo que
Vale a pena se chamar de amor...
Josué Brito
Olhar o mundo como quem descobre o novo
Os homens, não distinguindo entre o necessário e o desnecessário, deixam de lado o necessário e, em troca, se ocupam, se complicam e se enredam sem fim com o não necessário"
Johann Amos Comenius
Amor sertanejo
Labels:
Josué Brito,
Poema
![]() |
| Imagem da Web |
Pensei em pegar uma gota de choro
Das árvores sertanejas... Um pouco
De terra que nunca dantes foi pisada...
E um vento que tivesse destino...
Juntar todos esses tesouros com uma
Viola mal afinada e que nunca tivesse
Sido tocada...
Pensei em pegar um pássaro que
Ainda dentro do ovo jamais vislumbrou
O mundo... e uma erva que nunca foi
Tocada e uma flor que tivesse o primeiro
Perfume...
Talvez uma rocha que ainda não foi
Esculpida pelo tempo e tudo que há
De puro no coração de uma criança...
Com todos esses elementos no pensamento,
Com os dedos sujos de terra vermelha
Comecei a escrever este poema na casca
De uma palmeia para dizer que te amo!
Olhares que intuem
Serigrafia- Claudio Tozzi
"O homem não é uma forma fixa e duradoura; é antes um ensaio e uma transição, não é outra coisa senão a estreita e perigosa ponte entre a natureza e o Espírito"1
Debruço-me
vida
vinda
ida
Questiono-me
intuição corre solta pelos prados
o agir por vezes tropeça...
Quantas vezes ainda
* deletarei degraus?
*permitirei que a parte egoísta de meu ser turbe minha visão?
Necessária é a coragem de
* encarar o espelho espiritual
* despertar do torpor
Uma letra desenhada atravessa...
Eu preciso, tu precisas, ele precisa, nós precisamos compreender
" Compreender que ninguém é maior que ninguém. Sentir isso. Praticar o auxílio ao outro. Remamos todos no mesmo barco. Se não nos esforçamos juntos, ficaremos solitários"
Avançar nem sempre significa saber onde vamos, ou pelo menos nem sempre conhecemos exatamente o nosso destino. Afinal o importante nem sempre é o último passo, mas todos aqueles que fizemos durante a caminhada.
"É preciso alcançar um estado novo, para se encher de amor, caridade e simplicidade, para sentir a pureza, para livrar do medo crônico"
Há momentos em que o coração nos impele a cumprir algo, a tomar ações que nem sempre compreendemos mas, por mais estranho que pareça cumprimos mesmo sem compreender.
Debruço-me!
Claudiane Ferreira e Dulce Morais
(1) Herman Hesse, in O Lobo da Estepe
(2) e (3) Espíritos mestres, in Muitas vidas muitos mestres . Drº Brian L Weiss
(2) e (3) Espíritos mestres, in Muitas vidas muitos mestres . Drº Brian L Weiss
Descobrindo-me
O texto abaixo foi uma participação num concurso de um site online em 2011, onde "interpretei" uma adolescente. Gostei!
JGCosta
Não sei se sou normal, algumas vezes acho que sou, em outras
nem tanto.
Deve ser essa fase – longa demais – de adolescência que
passo, pois segundo meus adoráveis pais – sim, eles de fato são maravilhosos,
não estou sendo sarcástica – vivem me dizendo que quando eu chegar aos 18
compreenderei melhor tudo que eles pregam hoje e que para mim é tão difícil de
seguir, afinal são regras sem fim existentes para todos os lados em que eu
olho.
Para ser sincera, tudo isso me sufoca! Principalmente quando
as regras tendem a versar sobre o amor – ah, proibido e delicioso amor, se
ainda não o tivesse sentido aqui dentro de mim...
Às vezes, à noite, eu penso em fugir. Mas fugir para onde?
Além do mais não é assim que eu espero me recordar dessa época e por mais que o
desejo de desaparecer viva se materializando em minha mente, o carinho que tenho
por meus pais é imenso e só de pensar em decepcioná-los uma tristeza muito
grande me invade, maior até que o desejo de me tornar definitivamente
independente.
Eles vivem repetindo que confiam em mim, que querem que eu
me torne uma adulta responsável, mas na hora de me darem um pouco mais de
liberdade, batem novamente as algemas. Como é então que vou aprender o que de
fato é bom ou ruim, se aparentemente fazem tudo por mim?
E ainda por cima querem comandar até mesmo o meu coração!
Será que daqui a um ano quando eu atingir a maioridade, como num passe de
mágica vou passar a ver tudo de forma diferente, fazer as melhores escolhas,
amar as pessoas certas, encarar meus desafios mais seriamente, tudo de um
momento para o outro?
Como? Se ainda não sei quais sãos os melhores caminhos a
seguir, se ainda não interagi livremente com as pessoas para poder formar
opiniões, se ainda não me entreguei plenamente para o homem que eu amo?
Será que toda a teoria que estou aprendendo vai fazer alguma
diferença na hora da prática ou será que, como as pessoas normais, vou acabar
mesmo errando para aprender?
São muitas perguntas e poucas respostas, e é muita coisa
para a minha cabeça.
Quer saber, creio que isso é mesmo o mal da adolescência,
vem um milhão de novas informações e sensações, de uma só vez e
desesperadamente queremos enfrentar e sentir tudo, na mesma velocidade em que
essas novidades nos são apresentadas e isso é infinitamente impossível.
Acho que vou ouvir os meus pais e deixar que o
tempo responda a todas as minhas dúvidas. Ao menos vou tentar...
DESCONHECIDO CONHECIDO.
Labels:
Maristela Ormond,
Poema
DESCONHECIDO
CONHECIDO
(Por
Maristela Ormond)
Às
vezes sinto saudades,
De
algo que nunca vi.
Algo que acredito, desconheço,
E suponho que nunca vivi.
Não
sei dizer o que é,
Também
não me traz tristeza
Só
um sentimento sutil,
Que
exprime rara beleza.
Sinto
que existe algo além,
Do
mundo a que hoje pertenço,
Sinto
que alguém me ama.
Muito
mais do que eu mereço.
Por
isso me sinto segura,
E
guardo essa emoção,
De
sentir saudades e amar,
E
guardar em meu coração.
E
quando isso me vem,
Fico
plainando no ar,
Porque
sei que recebo amor,
E
o que devo fazer é amar...
POR QUE JESUS CURAVA?
Labels:
Crônica,
EP. Gheramer
Usando a Bíblia como referência, tentaremos
responder a esta pergunta. Iniciemos com outra indagação: Jesus veio ao mundo
para curar as pessoas ou para perdoar seus pecados?
Esta é uma boa pergunta e eu tenho pensado
muito nela. Lendo a vida de Jesus, narrada em todos os evangelhos, a primeira
coisa que salta aos nossos olhos é que eles falam dos sinais e das curas feitas
por Jesus. Mas será que é só isso? Por que é dada ênfase às curas que Jesus
realizou?
Eu penso que o texto encontrado nos
evangelhos de Lucas (5: 17-26) e João (6:2), nos fornecem a resposta para tal
questão.
Esta passagem conta-nos que, certo dia,
estava Jesus ensinando ao povo. Estavam também lá, os fariseus e os doutores da
lei. Quero lembrar que eram estes últimos que ensinavam a Lei de Moisés ao povo
e nos quais o povo acreditava. Eram eles que detinham o poder naquele tempo.
Pois bem. Neste dia, chegaram alguns homens
trazendo 'numa cama, um homem que estava
paralítico'. Os amigos que o traziam não conseguiam chegar até perto de
Jesus, pois, como sempre acontecia, era grande o número de pessoas que queriam
ser curadas por Ele. Parecia impossível aproximar-se de Jesus. Ora, como resolveram
o problema? Foi simples! Subiram no telhado e depois de retirarem algumas
telhas, desceram a cama em que se encontrava o paralítico e o colocaram diante
de Jesus. Brilhante ideia, não é verdade?
Porém, não foi a 'brilhante ideia' que chamou
a atenção de Jesus. O que lhe chamou a atenção foi ' a grande fé que eles tinham'. Diante de tamanha fé, Jesus disse: 'Homem, seus pecados estão perdoados.
Apenas disse isso. Cumprira sua missão. Para
isto fora enviado ao mundo: para perdoar pecados. Porém, Jesus percebeu que os
doutores da Lei e os fariseus - os guardadores da Lei - disseram 'Quem é esse, que está falando blasfêmias?
Ninguém pode perdoar pecados, porque só Deus tem poder para isso!'.
Então, ouvindo isso, Jesus tomou a palavra, e
disse: "Por que vocês pensam assim?
O que é mais fácil? Dizer: 'Seus pecados estão perdoados. Ou dizer: 'Levante-se
e ande? '. Pois bem: para vocês
ficarem sabendo que o Filho do Homem tem poder para perdoar pecados, - disse
Jesus ao paralítico - eu ordeno a você: Levante-se, pegue a sua cama, e volte
para sua casa." E foi o que o homem fez: pegou sua cama e foi para
casa, louvando a Deus. E o que disseram os doutores da Lei e os fariseus? - "Hoje vimos coisas estranhas."
Imaginem! "Coisas estranhas!".
Fico a imaginar-me numa situação parecida,
isto é, se eu tivesse que responder a pergunta de Jesus sobre o que seria mais
fácil dizer, eu diria: 'seus pecados estão perdoados', do que dizer ao
paralítico: 'levante-se, e vá para casa'. E por que seria mais fácil eu dizer:
'seus pecados estão perdoados'? Ora, porque se eu dissesse: 'levanta, toma tua
cama e vai para casa' - ele não sairia dali, não se mexeria; paralítico estava
e paralítico continuaria. Além do que, as pessoas morreriam de rir de mim! Mas,
se eu dissesse que os seus pecados estavam perdoados, a pessoa iria embora e
ninguém nunca saberia se eu, verdadeiramente, tinha este poder, o poder de
perdoar pecados. Além do que, provavelmente, ninguém riria de mim. Pois era
para isso que Jesus curava as pessoas. Somente por isso. Para que acreditassem
que Ele também tinha poder para perdoar pecados. Até Tomé, que certamente
presenciara muitas curas feitas por Jesus, precisou tocar em suas feridas para
crer que Jesus ressuscitara.
Sempre que leio esta passagem bíblica, fico a
pensar que somos exatamente iguais àquelas pessoas que viveram na época em que
Jesus viveu aqui na terra. Precisamos ver algo de concreto, de material para
crermos em Jesus. Não nos convencemos que o perdão dos pecados é o mais
importante. Mas por que não nos convencemos disso, assim que Jesus nos perdoa
os pecados? Porque ficamos esperando algo de concreto, um sinal material
acontecer em nossas vidas. Acontece que a cura de uma doença vem na hora, nós a
vemos acontecer. Ao passo que a confirmação de que nossos pecados foram
perdoados - apenas parece -, demora um pouco mais. Os frutos deste perdão vão
aparecendo aos poucos em nossas vidas transformadas.
Uma árvore boa produz bons frutos... No seu
devido tempo.
O que é mais fácil dizer?
VOCÊ
Labels:
Djalma Soares,
Poema
Você me permite,
Posso ocupar um pouco do seu
espaço?
Por favor, se não quiser é só me
olhar,
Acredito no que seus olhos
falam...
Mas preciso dizer que me
encantei!
Os teus olhos me atraem...
Por favor,
Posso ocupar um pouco do seu
coração?
Se não quiser é só falar.
Confio nos seus sentimentos...
Mas preciso dizer que sinto
muito!
O teu corpo me enlouquece...
Essa vontade de abraçar, beijar,
me sufoca!
Afinal, posso ocupar um pouco da
sua vida?
Por favor, se quiser é só fechar
os olhos.
Confio na sua atitude...
Mas preciso dizer que tenho
receio,
Pois não haverá outra vez!
Você demorou muito e estou com
pressa,
Preciso encontrar alguém que
ainda não conheci,
Para acalmar a minha solidão...
Mas esse ser existe, até podia
ser você!
Se Ela não fosse você, você bem
que podia ser Ela!
Porém como tudo isso é fruto só
de um pensamento...
Vamos fazer um final feliz;
Você é Ela e você sempre foi
você.
Então me olhe bem, não diga
nada...
Olhe para a janela da alma,
Onde se pode sentir a essência, o
aroma!
Depois sinta um afeto sem
interesse,
Só o contato de um ser com outro
ser...
Talvez seja bom te conhecer,
Afinal serão tantas as partidas,
Para tornar mais perfeito os
nossos reencontros...
Você poderia ser uma amante
perfeita,
Concebida sob encomenda pela
minha imaginação,
Com todas as qualidades
necessárias,
Para a minha satisfação completa!
Você por acaso não queria ser só
minha?
Assim terá em mim um pedaço do
universo,
Para conhecer quando quiser.
Garanto que não vai se
arrepender...
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