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clima de mistério. Usa constantemente do seu
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observações e reações da natureza e humanas.
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com "autores", "escritores" ou "narradores".
Men@
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Celebração do Aniversário do Tubo de Ensaio
1º Aniversário do Tubo de Ensaio
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Grande privilégio, o Presente Outonal estas lindas Violetas que nasceram no meu Floral, que ora orna o Quintal, me causando uma Alegria Bestial, que agora todo dia só de admirar me dá um animo Matinal, quero acreditar que a Natureza me deu tal presente, pra me tornar mais sapiente, e entender que, apesar de tudo, o Viver pode sempre ser mais fulgente.
Luiz Gustavo era um desses homens bem casados que costuma causar inveja nos amigos do trabalho que sabem de sua casa cheirando a lavanda, com tapete formoso na porta de entrada dando boas vindas a quem chega… Sabem também os amigos de sua bela senhora, toda perfumada – figura formosa – corpo violão e cintura fina que todos os dias o acompanha até o portão. Ali lhe beija a boca com tanto gosto que quem vê de perto diz sentir o gosto dos lábios da rapariga na própria boca. Lá no portão, Maria permanece até não ver mais o amado Luiz Gustavo que segue satisfeito pra sua vida de homem de família – rumo ao trabalho...
Maria era moça bonita-prendada-caseira – todos sabiam disso na cidade – moça cheia de dedos com as coisas do marido. Teve dúzias de candidatos – mas a moça escolheu Luiz Gustavo – para o desgosto de meia dúzia… Diziam na vizinhança que ela era mulher de balde e vassoura – e a danada deixava a casa toda brilhando – do outro lado da rua se podia sentir o perfume...
No final da tarde, a moça perfeita se arrumava toda para esperar o marido no portão. Quem passava na Rua das Flores, número cinquenta e sete invejava o bom moço. Maria sentia ciúmes. Estava sempre atenta aos olhos das damas da rua que cresciam para cima de Luiz Gustavo que tinha seu charme-simpatia e, como era do conhecimento de todos, até conhecer Maria beliscava muitas damas da cidade…
Luiz Gustavo era pontual. Chegava sempre a mesma hora – pouco depois das seis. Ganhava seu beijo adocicado e em seguida entregava a Maria a pasta e o casaco. Na cozinha tomava seu cafezinho preto. No banheiro tomava seu banho demorado. Toalha limpa a esperar por ele. Roupa cheirando a lavada –, e na mesa, seus pratos favoritos. O cheiro daquela comida caseira feita exclusivamente pra ele ía longe…
Maria lhe servia todas as noites: duas colheres de arroz. Uma concha de feijão. Um bife mal passado e batatas assadas. Enquanto comia ouvia a esposa lhe contar as novidades da vizinhança que lhe chegavam nos intervalos da novela… Ele ouvia tudo atentamente com sorrisos amáveis e olhares salientes.
Enquanto escovava os dentes – Maria arrumava a cozinha – todos os dias a mesma rotina. Maria acabava dormindo no sofá com a cabeça no colo de Luiz Gustavo. Ele sorria feliz e satisfeito – sentia-se abençoado enquanto fazia afagos na cabeça da esposa. Luiz Gustavo é homem gentil-carinho que pega a mulher nos braços e leva para a cama onde lhe perturba com beijos agridoces provocando a libido de sua senhora que animada vai se aninhar na pele do amado…
Para comemorar os sete anos de felicidade, Luiz Gustavo que é homem romântico – comprou flores, bombons e uma bela jóia para agradar Maria – fingiu ao sentar-se na mesa do café da manhã esquecer-se da data – tudo de propósito. Ela se aborreceu. Cruzou os braços a frente do corpo. Recusou o beijo adocicado do marido que o roubou assim mesmo – saindo todo faceiro e satisfeito –, estava tão certo de seus passos que nem sem importou de sua prenda não lhe acompanhar até o portão naquela manhã...
Ela reclamava junto ao fogão “como ele pode se esquecer de nossa data de união. Sete anos. Ah, ele deve ter outra”…
lá de longe vi o Circo
era de lona branco e azul,
ou era azul e branca,
tem horas que a visão turva.
Não entrei no picadeiro circense,
não sei se tinha muita gente.
Tinha lá um Trapezista,
que nas horas vagas era um bêbado equilibrista .
Tinha um palhaço com cara triste,
eu gosto de palhaço com cara triste,
porque no fundo é nesta vida
que ele persiste.
Mas sei que não tinha animal amestrado,
ainda bem que agora não pode mais,
que fique bem admoestado,
animal nenhum deve ser subjugado.
O Circo era de lona Azul e branca,
ou branca e azul,
tinha o palhaço de cara triste,
tinha o trapezista equilibrista,
tinha pipoca e algodão doce,
tudo bem que o show era agridoce,
mas não tinha animal amestrado,
esse é o grande predicado.
Que mesmo com o Palhaço de cara triste,
que todo circo nunca morra,
e para sempre o circo seja um sonho
que traz a criança que em nos existe.
Amigos/as do Tubo de Ensaio - Laboratório das Artes, eu e meu amigo Josué estamos em uma fase muito filosófica. Resolvemos ontem, criar dois poema de tal gênero, o primeiro foi Reflexões do Morrer e o segundo foi este daqui, que vocês vão ler. Espero que gostem! :)
Por que todos querem que sejamos
Iguais, se é a diferença que nos faz?
A igualdade foi feita por magos, que no
Profundo inferno em que mergulham
Suas almas, tentam moldar o ser
Com a amargura da prisão de cor
Que implantam em cada uma das casas...
Somos à moda seduzidos...
Ao consumismo induzidos
Pois não sabemos discernir
A divergência do lá, e do aqui.
Somos levados a pensar
No que há e sempre haverá.
Mesmo sem necessidade
Precisamos do produto.
E ao mesmo tempo, sem intuito,
Viramos "fantoches" destes manipuladores...
Ardores de uma vida
Que para alcançar a felicidade
Se é preciso, na verdade
O dinheiro e a cobiça.
Conduze-nos a querer
A prisão... dizem que é bom
O tão explicito mal.
Enganam o homem com o banal...
Estamos presos em uma pilha de lixo...
Fétida como o caráter te quem
Está a nos comandar.
Asseveram que estamos contidos...
Para não pensarmos, não
Discutimos... Querem homens
Iguais... sem olho, sem boca,
Que sofrem com as mazelas
Dos algozes carnais e ainda
Regozijam com aqueles
Que nos atingem com
Profundo mal.
Tenho essência própria.
Por esse motivo, sou visto com diferença...
Não quero me vender
Eles querem me comprar
Querem me envenenar
E oferecer-me remédio.
Querem que eu seja um objeto:
Quanto mais se consome, mais se sofre...
Não sou de tal modo.
Sou mais precioso que os teus tiques de "inteligência";
Sou feliz por ser eu.
Sou feliz por ser-me, e viver-me...
Não sou uma corda
Na qual se pendura
Sou um amor...
Uma doçura especial.
Quero saber o mal
Que fiz
Para não ser feliz
E ser visto com indiferença,
Por pensar no que não pensas...
Descobrir o oculto
E tentar te ocultar.
Tentam convencer-me
De que sou infeliz... tentam
Achar defeitos... Esculpem falso sorriso
No rosto das pessoas que minguam
Em angustia, mas fingem alegrias...
Desvariadas pelo vontade
De ser igual... Prefiro ficar fora...
Ser excluído... não quero faze parte...
Na sociedade não procuro homizio.
Mas até quando posso resistir...
Até quando... Será que os males
Revestidos de ouro não vão
Fazer minha fé sucumbir...
Não... Não vou mudar.
A moda nunca foi para mim.
E nem nunca será...
Somos submetidos a uma sociedade robótica
Que se perde a ótica
E também o sentido.
Prefiro não dar ouvidos
Ao que o Sistema diz.
Eis-me aqui, quero ser "infeliz",
Com minha moda desvairada,
E com a cabeça virada
Entrego em minhas mãos, minha vida...
Eu mesmo a comando
Eu quem mando no Sistema.
Esse triste poema
Retrata o que me faz negar
À vida...
Pessoas se vedem. Pessoas se compram.
Tristes se encontram
Pois não sabem dizer não
E não sabem controlar
Sua própria emoção.
Vendo-me por mim mesmo
Simon-Poeta e Josué D'Brytto
Vejam só o vídeo que nos abasteceu de inspiração para
Docas de Alcântara, Lisboa. Foto do arquivo pessoal de Cris Henriques
Sinceramente,
ela não entendia o significado daquele silêncio súbito. Por mais voltas que
desse à cabeça, não conseguia compreender. Não depois da última noite, em que
os seus corpos se uniram num misto de paixão, desejo e ardor.
Agora há pouco, o universo me provou que nada acontece por acaso. Liguei para a escola que trabalho e acabei errando o número. Alguns minutos depois, atendendo ao telefone, uma voz idosa me disse que tinha acabado de chegar em casa e viu em seu identificador a chamada, perguntou se eu gostaria de falar com ela. Pedi desculpas e disse que havia sido engano. Fiquei bastante surpresa e feliz quando ela começou a conversar e me falou que hoje comemoramos o dia de São José, protetor da família e que independente de minha religião, enviava votos para que São José intercedesse por toda a minha família e continuamos a conversar... No final, me falou que chama-se Irina e que em grego seu nome significava paz.
Compartilho com vocês a doçura e a força desse amor que veio através das ondas do Universo
Busquei na web e encontrei
Na mitologia dos antigos gregos, o nome que deu origem a Irina, ou seja , Irene era da deusa, filha de Zeus, responsável por dar fim às guerras e as discussões
Claudiane Ferreira
"Parece que nada acontece por acaso mesmo! Uma senhora retornou uma ligação que havia sido feita para o número errado, e para nossa surpresa, com uma mensagem positiva. Acredito que houve uma troca: uma pessoa solitária liga, de volta, para um número de telefone que não conhece; consegue falar com alguém; que lhe atende com respeito e paciência. Em troca passa uma mensagem positiva
Talvez, em nosso dia a dia corrido, sem paciência e, muitas vezes, sem respeito, atravessam em nosso caminho muita gente boa, que bastaria um simples olhar; uma expressão desejando um bom dia; boa tarde ou noite; apenas um gesto amistoso; enfim, alguma coisa que fizesse o interlocutor anônimo se sentir vivo, olhado e percebido.
O ser humano atravessa um período nebuloso, sob o ponto de vista de princípios, moral e ético, dando valor a coisas cujo valor é apenas econômico, insustentável e perecível. Precisamos dar atenção e valorizar àquilo que realmente tem valor: as pessoas, o meio ambiente, a família, os amigos, a um simples gesto de carinho."
A Palavra, a pá lavra searas, se aras. Se, meia, semeia. Porém, se a colhes, porém, se acolhes... A morte... o amor te liberta. Gilberto de Almeida 19/03/2014
É tão bom quando a Chuva vem,
nesses dias de seca, nos faz tão bem,
ela refresca, ela hidrata, ela é Linda também.
mas " eles " impermeabilizarão a cidade,
e então agora é Infeliz Chuva Temerária,
que só de trovejar
a todos só se faz apavorar,
porque inevitável tudo alagar.
Mas claro que a Linda Chuva não tem culpa,
então á nos só nos cabe a lhes pedir desculpa,
pois a sua essencial finalidade,
" eles " aqueles que tem o poder,
com sua ganancia, por pura maldade,
fizeram da gostosa precipitação
uma Infeliz Chuva temerária.