O maior natal
Do nascimento à páscoa,
da manjedoura à cruz,
Sua existência, vasta
de compaixão, conduz.
Como vertente d'água
que, sob o Sol, reluz,
as multidões arrasta,
no vicejar d'A Luz.
Está encerrada a espera!
Chega a alvorada astral!
Quando Jesus descerra
todo o esplendor moral
que desce ao chão da Terra,
eis o maior Natal!
Gilberto de Almeida
06/12/2019
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Em tudo
"Tornando-nos recomendáveis em tudo: na muita paciência, nas aflições, nas necessidades, nas angústias.”
Paulo (II Coríntios, 6:4)
Que adianta a ostentação da fé periclitante
no culto semanal do templo milenar,
conquanto contemplado, enquanto se abrilhante,
se o crente esquece a crença assim que deixa o altar?
De que vale a virtude efêmera e aberrante,
se, após o culto externo, extingue o seu pulsar?
O que dizer de quem, em casa se agigante,
bradando contra os seus, mas "crente" modelar?
No trabalho a indolência; a alegria orgulhosa;
no infortúnio, a blasfêmia; a palavra ominosa!
Onde a luzes do amor, da paciência, onde estão?
O aprendiz verdadeiro, em qualquer conjuntura
é paciente, é operoso, é gentil, não se apura;
é a virtude confiante; é o perfeito cristão!
Gilberto de Almeida
30/10/2019
Referência: Pão Nosso. Emmanuel/Chico Xavier.
Capítulo 132: "Em tudo"
Referência: Pão Nosso. Emmanuel/Chico Xavier.
Capítulo 132: "Em tudo"
A tela e a artista
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Josué Brito,
Poema
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Silente, traçando linhas como o arquiteto,
retrato-te nas telas que já não mais exorno.
Tu nos imorredouros arrebóis que logro a existência,
apesar de ainda ao sol não tocar.
Misturam-se as cores da esperança e da promessa...
Tu alva, cântico doce, suave e bela,
compassada como uma opera milagrosa...
És amada como toda a poesia.
Os versos, essas minhas carnes que caem
ao sofrimento, reverberam e voltam à alma...
Inimagináveis palavras refletem aos teus gestos.
Milhares de seres inanimados renascem ao vibrar.
A pureza inigualável e terna, uma dança de só bailarina,
enchendo a vida e a poesia de novos ventos...
São teus olhos, minh'amada, o novo leme...
O novo tempo que estou a navegar.
Josué Brito
Tolerância
porque ninguém se encontra em tal estado
de perfeição, por ora, nesta Terra,
que possa declarar não ter errado.
O engano, usualmente, mais encerra
ignorância que mal premeditado.
Busquemos silenciar a nossa guerra
de austero redentor, tenaz cruzado.
Estendamos a mão ao irmão caído
certos de que, algum dia, também nós
poderemos, do amparo justo e amigo
necessitar. Que não se desagrade
jamais a nossa ação e a nossa voz
do ofício fraternal da caridade.
Gilberto de Almeida
11/10/2019
Gilberto de Almeida
11/10/2019
Referência: Recados do Meu Coração. Bezerra de Menezes/José Carlos de Lucca.
Capítulo "Tolerância"
Diálogo com a Morte
- Quem é que vem chegando? - Sou a Morte!
- Mas, Morte, que desejas? - Vim buscar-te!
- Mas, como? Justo agora? - Sejas forte!
- Não podes me levar... - É minha arte!
- E a qual lugar me levas? - Para a corte!
- Da parte de quem chegas? - De Alta parte!
- Mas tenho esposa e filhos! - Não te importe!
- Não quero que me leves! - Vim levar-te!
- Mas não me preparei... - O que me dizes?
- Não ajudei ninguém! - Pobre coitado...
- Vivi por meu conforto... - Teus deslizes...
- No mais, sou inocente! - Estás culpado!
- E quem me julgará? - Temos juízes...
- Mas posso reparar... - Tempo esgotado!
Gilberto de Almeida
08/10/2019
Força Criadora
Feliz de quem consegue apreender
a íntima substância da palavra,
essência revestida de poder,
que tanto retifica quanto agrava.
Quais flechas de desdém, de maldizer,
quais golpes de ardilosa, espúria clava,
se inventa de acusar e distorcer,
devasta, prejudica, anula, entrava.
No entanto, o mesmo verbo, se perdoa,
se ungido desse amor brando e irrestrito,
é amparo que reergue uma pessoa,
é voz de paz no seio do conflito,
é impulso saneante que abençoa,
é Força Criadora do Infinito!
se ungido desse amor brando e irrestrito,
é amparo que reergue uma pessoa,
é voz de paz no seio do conflito,
é impulso saneante que abençoa,
é Força Criadora do Infinito!
Gilberto de Almeida
07/01/2019
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