Tudo o que me rodeia
é silêncio
restos de ternura
delírio de beijos
que me deste...
vulto que em mim
se dilui
nudez que me escorre
entre dedos
mar que nos separa
instantes...
Tudo o que me rodeia és tu
e quando os meus olhos
encontram os teus
desfaleço de amor
como os amantes...
Anda vem
povoa tudo o que me rodeia
o silêncio
o resto de ternura
o delírio dos beijos
que nunca me deste...
Manuel Marques (Arroz)







3 comments:
A ausência nos causa uma dor irremediável e isso se torna ainda mais crítico quando a vontade/o desejo mora apenas em nossos sonhos/lembranças.
O poeta possui o dom de povoar nosso eu com esses versos singelos.
Parabéns.
Lindo! parabéns!
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