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LIBERDADE
Labels:
Maristela Ormond,
Poema
LIBERDADE
(Maristela
Ormond)
Não
sou um anjo, mas tenho asas.
Não
vejo grades, mas me sinto presa...
Possuo
o dom da fala, porém calo.
Vejo
com meus olhos, mas não enxergo.
Minhas
pernas me levam a muitos lugares, mas acabo estática.
Meu
sonho me liberta e vejo lugares que desconheço.
Meu
descanso desata os nós e voo.
Acabo
com os grilhões que vejo acordada.
Resolvo
problemas de gentes que nem sei quem são.
Enxergo
coisas que muitos não percebem e afasto o que não é bom.
Pulo
com minhas pernas e voo pelo infinito com asas translúcidas,
Observando
o mundo como um super-herói.
Sim,
não sou um anjo, mas tenho asas...
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2 comments:
Muito bom quando transpassamos grades muitas das vezes colocadas por nós mesmo ou com nossa autorização. O voo com ou sem asas só depende de cada um.
Adorei seu poema.
Beijos
Claudiane Ferreira
Verdade onírica, metáfora real. Em todos os lugares temos asas. Acredito nisso, Maristela. Devagar vamos aprendendo a voar. Obrigado por compartilhar!
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