CANECA DE ÁGATA
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Marco Tisi,
Poema
CANECA DE
ÁGATA
Fui ao
mercado,
fazer
compras
com preço
de atacado,
porque a
carestia
tá num
valor açodado.
Fui lá
comprar Grãos Dourados,
é lentilha,
ervilha e grão de bico,
feijão
branco, preto e jalo,
e os faço
de meu jeito,
sempre vai
junto Linguiça Portuguesa,
e no final
fica bem bonito na mesa.
E pra
acompanhar,
faço arroz
com seletas de legumes,
fica para
mim um deslumbre.
E nesse
passeio pelo Mercado,
eu vi lá
bem bonita,
uma vermelha
caneca de Ágata,
tão
sozinha e pacata,
e então
lembrei do café instantâneo,
que faço
toda hora,
e tratei de
comprar a caneca sem demora.
É o
cotidiano da vida,
fazer
comida,
do jeito que
se sabe e gosta,
e depois
fazer um café,
e rememorar
que por um tempo,
essas coisa
normais e singelas,
eu também
as fiz pra ela,
principalmente
o café,
que sempre
foi feito com
muito Amor e
boa – fé.
Mas agora
vai ficar tudo mais bonito,
quando na
vermelha caneca de ágata,
eu esquentar
a água para o café,
e ficar um
pouco mais de saudades,
daquela
linda Mulher.
Marco
Aurelio Tisi
(27/02/2013
)
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4 comments:
Uma situação trivial, poeticamente deliciosa de se ler.
São assim, belas, as coisas mais simples da vida...!
beijo
Isa Lisboa
=> Instantâneos a preto e branco
=> Os dias em que olho o Mundo
=> Pense fora da caixa
=> Tubo de ensaio
Marco,
E foi saboreando aqui um café delicioso que degustei cada verso desse teu poema! A combinação focou perfeita. Gr. Bj.!
Revisitei minha infância e meu avôs. Que saudade daquelas manhãs no sítio.
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