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Desafio Janeiro 2016- Tecendo poesia em branco- Maristela Ormond

TECENDO POESIA EM BRANCO

Imagem própria

A rendeira faz a renda,
O poeta o poema.
Mas não há quem não se renda,
A um branco como tema.

A rendeira canta e fia,
O poeta escreve e ri,
Quando confunde a grafia.
E a natureza se ri das artes do colibri.

O pintor procura as cores,
Para que os olhos possam brilhar.
E a natureza põe o branco nas flores,
Para trazer paz e o homem acarinhar!

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Papoilas

Papoilas: por Dulce Morais

Papoilas

Vi papoilas ao longe, daquelas que nos preenchem o olhar de magia e o coração de alegria.
Eram amigas e companheiros que sabiam ver além do horizonte. Eram anjos que acolhiam o sol como pétalas oferecidas à luz.


Ilha sensível
Sabor a alvorada
Amável sentir

Calor em versos
Lidos em sintonia
Assim é ela
Unica e bela

Saberei eu dizer
Uma palavra que seja
Sem sair da verdade
E com sinceridade
Tocar a alma pura
Elevada na amizade


Com o olhar puro
Repleto de tanto sentir
Irradia na alma
Sensível carícia

Delícia no sorriso
Amabilidade a cada instante
Nem cansaria ao escalar
Kilimanjaro ou Everest
Assim é a energia pura

Memória para sempre
Encaixada na vida
Num sopro voou
Aqui sempre ficará



Dulce Morais



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Descolagem

Arte: João Marques

Descolagem 

Na ponta das asas
Desenhou-se um voo.
Na nuvem que passava
Escreveu-se um silêncio.

Era um sonho que viajava
Procurando ainda o seu rumo.
Era um céu que se pintava
Numa tela ainda branca.

No ar resta o perfume
Da borboleta viajante.
Na mão fica a cor
Do singelo artista errante.


Dulce Morais

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Momentos de incapacidade

Essas vozes mais nada disseram
Na verdade nunca disseram nada
Ao não possuir sentido de crença
Tomei-as como inúteis
Para mais nada serviriam,
Respondendo à questão por si incompreendida
A morte como permanência
O sistema absoluto.

Numa ordem metafísica em que nos perdemos
Tal como a voz se torna muda
Na tentativa de soltar algum ruído de aviso
O tentar chamar à atenção
"Olhem para mim, aqui estou eu! Reconheçam-me!!"
Assim essas vozes pensavam...
Infelizmente eram somente vozes  mudas
Vozes mudas em ouvidos surdos
Ou olhos cegos não as viam...
Que importa a sensibilidade dos sentidos
Quando temos a Morte como permanência
Num sistema absoluto
Momentos de incapacidade...

João Pedro Marques

Miséria
Técnica mista sobre tela
Dimensões. 90x60cm
Artista: João Pedro Marques


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Sem Razão de SER

Vieram de longe
Por esses caminhos revoltosos
Faces de espírito apagado
Conquistando a mais linda alegria
Infelizmente tristes e dementes...

Os cegos loucos vêm até mim
Penso por vezes porquê
Que empatia poderão por mim sentir
E o que realmente são?

Vivemos no mundo das aparências
Sem Razão de Ser

João Pedro Marques

Obra: Sem Razão de SER
           Técnica mista sobre tela
            70x90cm
Artista: João Pedro Marques

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