Felina
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Poema,
R. H. Andrade
Felina.
Esbelta, ela anda pelos corredores.
Ainda é engraçado, morrer de amores,
Por esses olhos puxados, menina.
Esses seus olhos de felina.
Olhos que devoram.
Quando a conheci,
Era uma gata branca e arredia,
Até triste, eu diria.
Mas me compadeceu o coração,
Quando ela miava,
E quando a conheci
Parecia uma canção
descobri ser um leão.
Porque ela luta todo dia
e de noite faz poesia.
É uma ternura.
E é engraçado, sempre achei que gatos fossem interesseiros, mas veja só, com essa felina, aprendi que não são os donos que escolhem os gatos, mas os gatos que escolhem seus donos. Pelo jeito, pelo sorriso.
Ainda que não possa ser seu dono, tigresa, jogue pra lá essa tristeza.
Quero que saiba, que o mais importante, é que você marcou minha vida.
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3 comments:
Lindos versos, escritos na tinta das riscas da felina feminina...
Gostei!
Abraço!
Sim, há pequenos gatos que escondem "garras" de leoa!
Gostei do seu poema, parabéns!
Abraço
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