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A poesia




Imagem: Marcilane Santos



A poesia é trampolim

A poesia é orvalho
A poesia é queda
A poesia é choro
A poesia é sorriso
A poesia é encanto

O sol é poesia

O céu é poesia
Os pássaros são poesia toda manhã
As estrelas são poesia
As nuvens são poesia em formatos diversos
As amizades são poesia

A poesia é o mar

A poesia é a areia que contorna meus pés
A poesia é a pele
A poesia é o barco
A poesia é o sorriso
A poesia é o olhar

O salto é poesia

A estrada é poesia
O sonho é poesia



A mãe é poesia com aroma de resiliência
A costura é poesia
O som das águas das cachoeiras é poesia

São poesia os teus olhos passeando pelas letras dos livros
São poesia as horas em que viajas até chegares em casa
É poesia a tua luta
É poesia o teu prazer
É poesia a tua dúvida

A poesia é a criança
A poesia é o idoso
A poesia é a praça
A poesia é o jovem apressado
A poesia é a chuva

O teu cheiro é poesia
A tua raiva é poesia
O teu desejo é poesia
Assim como tua frustração também é
O voo da borboleta é poesia
Os estudantes indo à escola são poesia

O vento é poesia

A poesia és tu!

Marcilane Santos.

Instagram: @reversosliterarios
Blog: http://reversosliterarios.blogspot.com

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Indagações (retornando)

Olá! Estou retornando ao blog e já trago novidades!


Minha nova plataforma literária se chama Reversos Literários

Deixo aqui um dos textos postados lá.


Abraços!!





Texto postado originalmente no Instagram: @reversosliterarios e no Facebook:  @reversoslitterarios, em 20 de janeiro de 2018.

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Independência (ou morte)?

Imagem: Google


Hoje, dia da Independência do Brasil.
E eu fico me perguntando: que independência? 

A cada nova notícia nos jornais e nas redes sociais,
minha inconformação aumenta.
Vejo estampada a notícia de um abuso sexual num coletivo.
E nada fez a justiça para punir o indivíduo. 
Quatro dias depois, o mesmo "homem" repete o ato contra outra mulher.

E o mesmo se repete em outro Estado mais alguns dias depois.
Ambos os casos são reduzidos a nada, a pó.
A uma insignificância sem dó.
Pois os sujeitos "responderão" em liberdade.

Quanta impunidade! 
O ato em si não atinge apenas àquelas mulheres.
Mas a todas nós.
Que temos nossa liberdade ameaçada a cada segundo.
Poder? Podemos. Sempre poderemos mais. 
Não deixaremos de lutar.

Mas, como prosseguir?
Se de plenos poderes gozam Legislativo, Executivo e Judiciário.
E como ficamos nós? 

Exploradas/os a cada dia.
A cada dia desatando nós.
Tolhendo vontades.
Cortando gastos.
Comendo o necessário
para não morrer de fome.

Sem nome. Só números.
Estatisticamente comprovados.
Como os daqueles/as negros/as e favelados/as.
Que são mortos/as ou detidos/as mesmo sem terem cometido crime algum.
A cor da pele como justificativa.
De quê? 

Mas, falando em números,
os de ontem me deixaram ainda mais chocada.
Em muitas malas estavam guardados muitos milhões.
51 MILHÕES de reais, para ser mais exata.

E mais uma vez meu coração se parte em milhões de pedaços.
Ao refletir que com tanta coisa esse dinheiro poderia ser gasto. 
Dinheiro que é nosso. Dinheiro que é do povo. Dinheiro. Muitos.

De cá, apenas assistimos
nossos direitos serem tomados.
Basta uma canetada e está consumado.
20 anos de cortes em investimentos na população.

Bem que poderiam clamar não por "ordem e progresso", mas por Ordem no Congresso.

Só sei que nosso povo trabalhador,
com o suor de seu trabalho
leva para casa ínfimos novecentos e poucos reais por mês.
Para alimentar muitas bocas e alguns ideais.
Ideiais e sonhos. 

Como o sonho de ver filhos/as, netos/as e sobrinhos/as com diplomas na mão.
Para quem sabe no futuro conseguirem colocar no papel aquilo que seus pais, mães, avôs, avós, tias e tios não conseguiram.
Para quem sabe usarem a caneta e
reescreverem uma nova história.

Uma história de libertação.
Uma história sem opressão.
Uma história sem corrupção.

Uma utopia? Talvez.
Talvez uma utopia mais uma vez.
Mas, vivemos de utopia.

Pois que a história fala que somos independentes.

Mas continuo a me perguntar: que independência?

Marcilane Santos, 
07 de setembro de 2017.



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A caixa




Uma poesia/música sobre as sorrateiras formas de escravidão vivenciadas na atualidade.

"A CAIXA"

Escraviza-te.
Escraviza-te por uma pequena caixa,
uma caixa fria e rasa.
Escraviza-te e esquece-te daquilo que é real
e importante, do físico, do que é profundo.
Escraviza-te veemente e conscientemente por aquilo que te faz bem transitoriamente.
Escraviza-te e te tornas frio como a caixa.
A caixa que contém muitos mundos, vozes e faces.
A caixa que mal sabe teu nome, que dirá teus sentimentos!
Ela só sabe daquilo que demonstras por fora, mas não entende teus pensamentos.
Sempre que desejares presenças reais, deixes a caixa de lado e com certeza, te surpreenderás.

Marcilane Santos, 07/05/16.




Imagem: http://soumaislive.com.br

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Pássar(ão)os







Imagem pássaro: https://encrypted-tbn1.gstatic.com/
images?q=tbn:ANd9GcS6DUXKZJx1SBtm4-
XXrMNANprr41CoZ1AEx_LYtBNX8ZiDlhpS1lif3w

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O dom da infância








https://multiplasingularidade.files.wordpress.com

Ah, como é bela a infância! 

Os infinitos dias de brincadeiras,

a vida simples e doce, 
a felicidade em sentir a brisa tocar o rosto de leve   
ao brincar no balanço da praça.   

As artes e aventuras na areia, 

a satisfação em pisar na grama e nas folhas secas,  
a simplicidade no olhar e no agir,  
o não se importar com o mundo "lá fora",  
a curiosidade em ouvir novas histórias.   

Como é bela a infância!   

Como é belo o olhar de uma criança!  
Uma criança que mesmo sem te conhecer, te olha e sorri. 
E que mesmo na inocência, por excelência já possui o admirável dom de cativar.   


Marcilane Santos, 14/06/13.

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Desejo a você, uma segunda-feira com 


gostinho de morango... 









O acompanhamento, você quem escolhe. 








Pode ser: chocolate, 


chantilly, um docinho, um 


amor.... ou o que você quiser!














Bom dia! Emoticon smile

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Olhe!





http://30.media.tumblr.com/tumblr_lfk70zaHxB1qeig8jo1_400.jpg




Olhe pela janela sempre que puder. Pois através dela pode estar aquilo que você tanto esperava.


Marcilane Santos, 02 de maio de 2015.

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Ilustrar o Poema Preferido da poetisa Marcilane Santos





O poema preferido de Marcilane Santos  é "Memória"


Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.

Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão."

 Carlos Drummond de Andrade 



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Desafio - Ilustrar o Poema Preferido da Amiga Danka Maia




O poema preferido de Danka Maia, é "Fala-nos do amor" de Khalil Gibran.



O Amor

E alguém disse:
Fala-nos do Amor:

- Quando o amor vos fizer sinal, segui-o;
ainda que os seus caminhos sejam duros e difíceis.
E quando as suas asas vos envolverem, entregai-vos;
ainda que a espada escondida na sua plumagem
vos possa ferir.

E quando vos falar, acreditai nele;
apesar de a sua voz
poder quebrar os vossos sonhos
como o vento norte ao sacudir os jardins.

Porque assim como o vosso amor
vos engrandece, também deve crucificar-vos
E assim como se eleva à vossa altura
e acaricia os ramos mais frágeis
que tremem ao sol,
também penetrará até às raízes
sacudindo o seu apego à terra.

Como braçadas de trigo vos leva.
Malha-vos até ficardes nus.
Passa-vos pelo crivo
para vos livrar do joio.
Mói-vos até à brancura.
Amassa-vos até ficardes maleáveis.

Então entrega-vos ao seu fogo,
para poderdes ser
o pão sagrado no festim de Deus.

Tudo isto vos fará o amor,
para poderdes conhecer os segredos
do vosso coração,
e por este conhecimento vos tornardes
o coração da Vida.

Mas, se no vosso medo,
buscais apenas a paz do amor,
o prazer do amor,
então mais vale cobrir a nudez
e sair do campo do amor,
a caminho do mundo sem estações,
onde podereis rir,
mas nunca todos os vossos risos,
e chorar,
mas nunca todas as vossas lágrimas.

O amor só dá de si mesmo,
e só recebe de si mesmo.

O amor não possui
nem quer ser possuído.

Porque o amor basta ao amor.

E não penseis
que podeis guiar o curso do amor;
porque o amor, se vos escolher,
marcará ele o vosso curso.

O amor não tem outro desejo
senão consumar-se.

Mas se amarem e tiverem desejos,
deverão se estes:
Fundir-se e ser um regato corrente
a cantar a sua melodia à noite.

Conhecer a dor da excessiva ternura.
Ser ferido pela própria inteligência do amor,
e sangrar de bom grado e alegremente.

Acordar de manhã com o coração cheio
e agradecer outro dia de amor.

Descansar ao meio dia
e meditar no êxtase do amor.

Voltar a casa ao crepúsculo
e adormecer tendo no coração
uma prece pelo bem amado,
e na boca, um canto de louvor.







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Eco propaga as mais íntimas ondas interiores ?





Sentada sobre a lua cheia.
de cabeça em ponta ou ponta em meia
todo cuidado e pouco
no segundo do pensar, desejar, sentir ou dizer. 

Criada a frequência vibratória
ela passa  ser do universo
encontrará eco/ vibrações semelhantes.


Toco
  oco
Seco
   eco

   Eco  propaga as mais íntimas ondas interiores?


Claudiane Ferreira

Então se



E não custa lembrar 









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O encontro de diferentes mundos


http://thumbs.dreamstime.com




A cena passa-se numa escola de ensino médio. No corredor há jovens com 17 anos de idade, em média. Muitos conversam, outros ouvem músicas, alguns paqueram... Estão no intervalo.

Após algum tempo, uma senhora chega à escola e anda na direção dos jovens. Ela tem cabelos brancos, usa um longo vestido, traz uma enorme bolsa no ombro direito, calça sapatilhas e ouve música nos fones de ouvido de seu celular.

Os jovens ficam perplexos ao vê-la. A senhora finge não perceber nada e continua andando. Certamente teria ido resolver algo na diretoria do colégio.

Após a passagem da senhora, iniciam-se os comentários:

- Você viu? Caramba ela tava escutando música no fone!

- Será que essa coroa sabe mesmo mexer na bagaça daquele celular?

- Coroa? Coroa nada mano. Ela deve ter uns 70 anos já! É uma velha mesmo!

O momento de alvoroço acaba e os jovens continuam fazendo o que antes faziam... Conversam, ouvem músicas, paqueram... O intervalo ainda não havia acabado.

Passam-se alguns minutos e a senhora está de volta. Certamente já tinha resolvido tudo. Por um momento ela para, vasculha sua enorme bolsa e de lá de dentro, retira seu tablet. Com uma cara de reprovação e uma voz meio trêmula, ela indaga:

- Nossa! Será que Cristina me enviou outro e-mail? – Aquela garota não consegue mesmo fazer nada sem mim! Ai, ai... Netos!

A senhora aproxima-se de um banco e senta-se para responder ao suposto e-mail.

A plateia de alunos abismados para novamente. Alguns deles cochicham: - Será que ela sabe mexer no tablet também? – Essa é boa, só quero ver!

A senhora verifica o e-mail de sua neta Cristina que estava com dúvidas sobre um trabalho escolar e precisava da ajuda da avó.

Responde detalhadamente ao e-mail da neta, coloca seu equipamento de volta na bolsa, dá uma olhadinha básica no espelho e levanta-se.

Um dos rapazes cria coragem e pergunta de maneira tosca, o que todos ali gostariam de saber:

- Ei, coroa! A senhora sabe mesmo mexer nesses trecos que leva pra cima e pra baixo?

E ela, sem hesitação, responde: - Claro meu jovem. A tecnologia está ao alcance de todos. Sou uma coroa, como você diz, com muito orgulho. Mas não vou negar, sou moderna e vivo antenada em tudo que acontece.

O rapaz ainda intrigado retruca:

- Não posso acreditar no que estou ouvindo!

E a senhora dando-lhe uns tapinhas no ombro, fala:

- Rapaz, você ainda tem muito que aprender. Velhice não é sinônimo de limitações. Nós somos seres capazes de aprendermos e nos adaptarmos a várias situações em qualquer fase de nossas vidas, mesmo quando se trata do mundo digital.

- Agora me diga: quem aqui tem a mentalidade mais velha e careta? Eu, que com tantos anos de vida consegui me adaptar a este mundo virtual e atual, ou você que é jovem, mas que se limita a um pensamento tão ignorante e antigo?

O rapaz, vendo que não tinha mais o que falar, ficou apenas calado diante ao discurso daquela senhora.

A senhora apenas vira as costas para o rapaz e continua andando.

O sinal toca, e todos retornam cabisbaixos, à sala de aula.

 

 Marcilane Santos, 21 de novembro de 2012.



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Soltar as amarras





 
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg8BZNJG2X1KUvQjv9MwQrmpHaAo3B1iHUrFSJroc31cvwiwx_JrHS7SYAEr3tAn6Hf-Shpagpj54grxIp7CcuIPmBBAqKUa_kO0j0ahwNHU7t6F8JW31558SuQzGajVly2X36g-GRk3akm/s320/2247012944_405202c212.jpg



Já senti vontade de largar tudo e sair por aí sem rumo, sem norte
Talvez eu não pudesse contar com a sorte
Além do mais, a sorte sempre me faltou
O que vem em minha mente agora é buscar uma melhora
Sentir a vida sendo vivida genuinamente

Já senti vontade de sumir, já tive raiva do mundo
Já pensei em me desfazer de tudo, por um segundo
E deixar tudo acontecer de forma qualquer
Sem planos, sem nexo

Todas essas vontades foram temporárias
Talvez por falta de coragem para realizá-las
Porém, uma coisa é certa: Está na hora de soltar as amarras
E colocar em prática cada sonho, cada anseio,
Quem sabe assim a felicidade volte a morar em meu peito!


Marcilane Santos, 02 de setembro de 2014.

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Rotina




 
Imagem: http://1.bp.blogspot.com/




Rotina.

A rota da (in)certeza,
belezas que não vemos, pessoas que vemos,
mas não lembramos.

Amigos, vizinhos, planos.
A camisa mal passada por falta de tempo,
a corrida contra o tempo,
o esquecimento.

Esquece-se o abraço, o sorriso, o carinho
esquece-se o argumento.

Rotina.

A rota da vida que passa,
às vezes meio sem graça,
sem rima, sem cor.

A rota do amor, do querer,
do saber, do temor.

Na rotina, nem tudo se nota.
E aquilo que sobra,
ali continua.
Esperando que um dia,
por acaso,
algum sábio lhe note.

Marcilane Santos, 16 de abril de 2013.

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